Voces encontrarão aqui muitas figuras construidas em Flash, Fireworks, Swift3D e outros aplicativos. Comentários de Livros, revistas e de jornais que já li e que por julgá-los interessantes postarei aqui, espero, todos os dias para que você sempre tenha algo que lhe facilite no seu dia a dia ou nas suas atividades. Se ele cumprir parte desses objetivos, estarei feliz por ter podido repartir essas conquistas.
Email: cassiano.leonel@terra.com.br
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Essa reportagem é da Veja Mulher ligando a mulher e o cinema, gostei e reparto com voces. Anos 70 Mulheres modernas entram em crise existencial, como Diane Keaton em Noivo Neurótico, Noiva Nervosa (1977). O divórcio ganha as telas em Uma Mulher Descasada, com Jill Clayburgh (1978), e no emblemático Kramer vs. Kramer (1979), em que Meryl Streep (foto) abandona marido e filho para encontrar sua identidade.
Veja também Trailer de Noivo Neurótico, Noiva Nervosa Trailer de Kramer vs Kramer
Anos 80 Conflitos familiares estão em alta, como em Laços de Ternura (1983). Nada é tão perturbador quanto a amante enlouquecida, interpretada por Glenn Close em Atração Fatal (1987), duramente punida por tentar acabar com um casamento feliz.
Veja também Trailer de Laços de Ternura Trailer de Atração Fatal
Anos 90 A mulher sabe o que quer de sua vida sexual. Ela toma a iniciativa em filmes como Instinto Selvagem (1992), com Sharon Stone, e Assédio Sexual (1994). O road movie Thelma e Louise (1991) sugere que a independência feminina pode ter um final infeliz.
Veja também Trailer de Assédio Sexual Trailer de Thelma e Louise
Anos 2000 A comédia italiana Pão e Tulipas (2000) mostra que a mulher atual ainda lida com velhas questões como infelicidade no amor, no trabalho e no sexo. O hilariante O Diário de Bridget Jones (2001), com Renée Zellweger, faz um retrato pouco glamouroso, mas divertido, da mulher moderna: a trintona errante que busca incansavelmente uma relação estável.
Veja também Trailer de O Diário de Bridget Jones
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3:47 PM
by Cassiano Leonel Drum
Adoráveis mocinhas Enquanto as mulheres tocavam a vida entre os altos e baixos da existência e do comprimento das saias, o cinema acompanhava o ritmo. Às vezes, antecipando tendências. Outras tantas, retratando um novo comportamento. O fato é que, em cada década, imperou um tema, uma mudança e, sobretudo, uma nova maneira de se relacionar com os homens. A seqüência mostra as atrizes que celebrizaram no cinema as grandes questões femininas do século.
Anos 40 É a década dos homens nos filmes de guerra e também dos terrores do pré-macarthismo, mas as moças estão mais tentadoras que nunca. Surgem as "femmes fatales", como Ava Gardner e Rita Hayworth. Em A Costela de Adão (1949), Katharine Hepburn encanta multidões como sinônimo de coragem feminina, que não precisa de decote para aparecer.
Veja também Trailer de A Costela de Adão
Anos 50 Marilyn Monroe é criticada pelas mulheres, que vêem em Os homens preferem as loiras (1953) um péssimo exemplo de mulher-objeto. Doris Day, por sua vez, convenceu mulheres de todo o mundo a ficar em casa agradando ao marido em O homem que sabia demais (1956).
Veja também Trailer de Os Homens Preferem as Loiras Trailer de O Homem que Sabia Demais
Anos 60 Com a revolução sexual, a mulher dá um passo importante rumo à independência. É a vez das charmosas e liberadas: Anouk Aimée em Um Homem, uma Mulher (1966) e o ícone Catherine Deneuve em A Bela da Tarde (1967). A campeã de liberação sexual é a divertida Jane Fonda (foto), tendo orgasmos cerebrais em Barbarella (1968).
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3:41 PM
by Cassiano Leonel Drum
Ligia Azevedo, 61 anos, empresária 60 ANOS Beleza = suor + bisturi
Sessentona e com um corpaço de parar o trânsito, Ligia Azevedo ensina como atingir a excelência na maturidade Foto Bruno Veiga
Ligia Azevedo, 61 anos, empresária
Roupa: Maison Saad
Dá para acreditar que, em três anos e meio, a empresária carioca Ligia Azevedo vai ter direito a meia-entrada no cinema, desconto em farmácia, passe livre em ônibus e metrô e prioridade em fila de bancos? É verdade. Aos 61 anos, ela está a um passo de se tornar o que o senso comum considera uma anciã. É evidente que a palavra só se encaixa ao perfil de Ligia no que diz respeito aos benefícios burocráticos próprios de sua idade. Seu modo de vida, seus projetos e, sobretudo, seu corpo são de alguém muito mais jovem. "Adoro quando perguntam quantos anos tenho. É muito engraçado ver a cara de espanto. É a minha grande vaidade", diz. Pode-se dizer que Ligia reinventou o que é a mulher na terceira idade. Poucas de sua geração conseguiram chegar tão bem à fase madura. Ela é a prova acabada do que a combinação entre dedicação e uma natureza generosa pode fazer por uma mulher. Sim, porque não se deve achar que é tudo obra do divino. O corpaço de valquíria foi conseguido com muito regime e malhação. E, claro, alguns dólares para o doutor Ivo Pitanguy.
A diferença é que Ligia soube fazer o certo na hora exata, e com comedimento. Muitas mulheres de 60 anos sofrem de um mal batizado de "síndrome da muita": muita maquiagem, muita plástica, muita tintura no cabelo. Ela, ao contrário, adotou um estilo equilibrado. Fez plásticas. Nos últimos vinte anos, foram cinco no rosto. Mas nenhuma muito radical. "Meu amigo Pitanguy sempre diz que o melhor é fazer pequenos retoques ao longo da vida do que uma grande plástica de uma vez", explica. Segundo seu relato, o macete ensinado por Pitanguy é passar pela primeira intervenção cirúrgica aos 40 anos para corrigir as pálpebras e tirar as bolsas debaixo dos olhos. Cinco anos depois, é hora da correção da linha do queixo e do pescoço. Aos 50 anos, é preciso dar aquela puxadinha para esticar o rosto. Aos 58 retoque geral, inclusive nas regiões já operadas. Mesmo com o corpo malhado, Ligia levantou os seios e fez uma lipo para acentuar o contorno da cintura. "Em dois anos, vou ver o que fazer", conta. Continua
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3:38 PM
by Cassiano Leonel Drum
Ela, que nos anos 80 encarnou a Jane Fonda brasileira, a rainha da ginástica aeróbica no país, fez do cuidado com o corpo uma religião. Há dezoito anos, Ligia Azevedo é uma das mais bem-sucedidas empresárias da área de beleza no Brasil. O spa Ligia Azevedo, em Búzios, um dos precursores no país, já afinou a silhueta de mais de 8.000 pessoas. Nos últimos anos, o sucesso a obrigou a abrir duas filiais, uma em Foz do Iguaçu e outra em Santo André, na Bahia. E não é só. Seus domínios já se estenderam a academias de ginástica (já teve quatro), mas agora investe em uma clínica de rejuvenescimento, vídeos de ginástica facial e livros de receitas light. Enquanto a maioria das mulheres pega elevador para subir um andar, até os 45 anos Ligia fez oito horas de aeróbica por dia. A maratona lhe permitiu usar minissaias mesmo aos 50. Mas também deixou marcas incômodas, como uma crônica dor nas costas, que a acompanha há anos. "Arrebentei minha coluna. Agora faço antiginástica para colocar vértebra por vértebra, músculo por músculo, no lugar."
Um dos sinais da chegada da maturidade foi desistir de casamentos. "Para mim, chega. Finalmente, sou dona de mim", diz. Com um currículo de três uniões (uma delas com um homem dezoito anos mais moço), ela passou a seguir uma tendência adolescente. Não namora mais, "fica". "Eu não quero nada sério. Mas, para mim, ficar pode ser só encontrar para bater papo e ter um namorico, sem ir para a cama", conta. Foi mais ou menos assim o que se passou entre ela e o senador petista Eduardo Suplicy, com quem foi flagrada há alguns meses em um jantarzinho romântico. "Conversamos muito e só. Nunca mais nos vimos", diz. Segundo ela, a grande dificuldade de se relacionar com mais intimidade em sua idade é a resistência dos homens mais velhos em usar preservativo. "Sou a rainha da camisinha. Ando com ela na bolsa. Mas tente fazer um homem de 60 anos usar. Não tem jeito. Os de 47, 48 anos relutam, mas acabam concordando." Depois dos 60, ela diz, também ficou mais difícil encontrar homens solteiros e interessantes. "Se até os 55 anos eu tinha um namorado a cada três meses, agora é um a cada oito", afirma. Foi no começo do ano que Ligia acredita ter se dado conta de que realmente estava na terceira idade. "Só agora vou ser avó", diz. Sua única filha, Andréa, de 38 anos, vai dar à luz em dezembro. "Agradeço a Deus por não ter sido antes. Ia ser uma confusão na minha cabeça", observa.
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3:35 PM
by Cassiano Leonel Drum
Mayana Zatz, 53 anos, cientista
50 ANOS A dama do laboratório
Mayana Zatz escapou dos estereótipos de sua geração para se tornar uma das maiores cientistas brasileiras
Foto Bruno Veiga
Mayana Zatz, 53 anos, cientista
Roupa: camisa Huis Clos e calça Maria Bonita
Diz-se que aos 50 anos algumas céticas mudam de lado. Inexplicavelmente, elas se tornam esotéricas, vão fazer ioga, meditação, encomendam um mapa astral. Pode ser porque é nessa idade que começa a se processar internamente um balanço sobre o que de fato se fez na vida. A cientista Mayana Zatz, 53 anos, costuma dizer que é uma exceção, pois nunca se deixou levar por fenômenos que não consegue explicar. Em seu vocabulário não há espaço para marolas místicas. O que lhe interessa é a vida prática. Mayana continua a manter a mesma taxa de dedicação ao trabalho que revelou aos 20, 30 e 40. "Sei que muitas mulheres de minha idade estão revendo conceitos, mas este não é o meu caso", comenta. Mayana quer entender por que ainda não há cura para a distrofia muscular, uma doença hereditária que atinge 80.000 brasileiros. Ou destrinchar o seqüenciamento genético da Xylella fastidiosa, uma praga que ataca laranjais e dá um prejuízo de 180 milhões de reais por ano ao Brasil.
Foi assim, pragmática, cartesiana e racional, que Mayana se consagrou como uma das mais importantes cientistas brasileiras. Nascida em Israel e paulistana desde os 7 anos, ela foi vencedora do prêmio Mulheres Cientistas, conferido pela Unesco e pela empresa L'Oréal, no ano passado, em Paris. Suas pesquisas são reconhecidas mundialmente. Dos 185 trabalhos escritos, 163 foram publicados em renomadas revistas científicas, entre as quais o American Journal of Medical Genetics. Professora titular de genética do Departamento de Biologia do Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo, Mayana ainda coordena o Centro de Estudos do Genoma Humano e passa doze horas por dia dentro de um laboratório. Essa concentração desperta certa ciumeira no marido e nos dois filhos adultos. Ao contrário de muitas mulheres de sua geração, criadas para ser donas-de-casa exemplares e mães irretocáveis, Mayana também se tornou uma exceção. Foi graças a um acordo com o marido, Ivo, dono de uma construtora, seu primeiro namorado, que ela pôde traçar sua biografia. "Eu não ganhava nada quando comecei a fazer pesquisa. Se fosse homem teria de abandonar tudo para ganhar dinheiro e sustentar a família. Como mulher, não. Só pude me dedicar à ciência com afinco porque meu marido bancava tudo", diz.
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3:34 PM
by Cassiano Leonel Drum
Continua Há um mito de que, depois dos 50 anos, você tem de optar por um rosto bonito ou um corpo bem-feito. Ter as duas coisas é impossível. A francesa Catherine Deneuve é o primeiro caso. Ninguém nota que há anos ela só veste roupas largas e escuras para disfarçar os quilos a mais. A atriz americana Sigourney Weaver é o outro exemplo. Suas formas sensacionais aos 52 anos são estampadas freqüentemente em capas de revistas femininas. Suas rugas? Que rugas? Espantosamente, Mayana consegue fugir do estereótipo. Elegante, chique, sem um pingo de peruagem, ela está perfeitamente em forma (60 quilos em 1,73 metro) e ainda conserva uma face atraente. Mas ela pouco se preocupa em cuidar da aparência. No máximo, vai ao cabeleireiro fazer escova. Cremes para o rosto, não tem. Plástica, nem cogita. "Morro de medo de mudar de rosto. Acho que meu ego é complacente", diz. Há vinte anos, corre diariamente quarenta minutos pelas ruas de São Paulo. "Corro por uma questão de saúde, não por vaidade", afirma. Assegura que é assim também nas compras: direta. "Não dá para ficar indo ao shopping ver vitrine. Se vejo uma sandália de que gosto, compro de duas ou três cores. Não posso perder tempo com essas coisas."
O fantasma do envelhecimento passa à sua frente sem assustar. Seu grande medo é deixar de aprender. "Outro dia meu porteiro perguntou quando eu ia parar um pouco para descansar. Respondi que para isso temos a eternidade. Não está na hora." Apesar do ritmo de vida frenético, a chegada dos 50 anos a deixou mais tranqüila sem precisar recorrer à ioga ou aos florais de Bach. "O envelhecimento aumenta nossa capacidade de compreender a vida e nos deixa mais equilibrados emocionalmente." Mas ainda deixa espaço para cultivar sonhos. "Ainda vou descobrir algo muito importante para a ciência", afirma.
Good Morning, vez que já é uma hora e meia desse sabado 26 de outubro. Tem pessoas de aniversário e parabenizo a todas, desejando-lhes saúde, paz e muia sorte. É dia de Grenal aqui em Porto Alegre, de estádio lotado, mas prefiro assistir no pay-per-view, quem sabe comendo umas pipocas e tomando algum chimarrão. E o fundamental também é que é vespera de Eleições do segundo turno. Então já estou curioso para saber as publicações das revistas semanais que sempre coloco aqui. Agora como minha cama me chama, já insistentemente há algum tempo, acho que não resta outra alternativa.
Procuremos dosar, porque equilibrar é o sinônimo para a paz, e para ser feliz. Nada que é demais ou que não se compense é interessante e não desagregue. Tudo que é harmonico acaba dando certo, sem pressa e sem tanta voracidade as coisas que queremos também podem ser conquistadas.
ALÉM DOS PRÓPRIOS LIMITES
Um arqueiro seguia próximo a um mosteiro hindu, conhecido por sua rigidez, quando viu os monges no jardim, bebendo e se divertindo.
¿Como são cínicos aqueles que buscam o caminho de Deus¿, disse em voz alta. ¿ Dizem que a disciplina é importante, e se embriagam às escondidas!¿
¿Se você disparar 100 flechas seguidas, o que acontecerá com o seu arco?¿, perguntou o mais velho dos monges.
¿Meu arco se quebrará¿, respondeu o arqueiro.
¿Se alguém se esforça além dos próprios limites, também quebra sua vontade¿, disse o monge. ¿Quem não equilibra trabalho com descanso, perde o entusiasmo, esgota sua energia e não chega muito longe¿.
Quando Paulo Coelho escreve para não duvidarmos de nossas capacidades e que existe uma obra de arte que nos foi destinada que é criar, vale para mim, para todos os exemplos. Sempre procuro fazer tudo como uma obra de arte, mesmo que não saia assim tão perfeito quanto. Mas sempre procuro fazer o melhor que posso... sempre...
"Existe uma obra de arte que nos foi destinada a criar. Ela é o ponto central de nossa vida, e - por mais que tentemos nos enganar - sabemos como é importante para a nossa felicidade. Geralmente esta obra de arte está coberta por anos de medos, culpas, indecisões. Mas, se decidirmos tirar essas aparas, se não duvidarmos da nossa capacidade, somos capazes de levar adiante a missão que nos foi designada. E esta é a única maneira de viver com honra." Paulo Coelho ( Maktub)
Às vezes criticamos a falta de fé dos outros. Não somos capazes de entender as circunstâncias em que esta fé foi perdida, nem procuramos aliviar a miséria do nosso irmão - que gera a revolta e a incredulidade no poder divino.
O humanista Rober Owen (1771-1858) percorria o interior da Inglaterra falando de Deus. No século XIX era comum usar a mão-de-obra infantil em trabalhos pesados e Owen parou certa tarde em uma mina
de carvão - onde um garoto de 12 anos, subnutrido, carregava um pesado saco de minérios.
"Estou aqui para ajudá-lo a falar com Deus", disse Owen.
"Muito obrigado, mas não o conheço. Ele deve trabalhar em outra mina", foi a resposta do garoto. (Paulo Coelho ¿ Caderno de Anotações II)
"Existem momentos em que gostaríamos muito de ajudar determinada pessoa, mas não podemos fazer nada. Ou as circunstâncias não permitem que nos aproximemos ou a pessoa está fechada para qualquer gesto de solidariedade e apoio.
Então, nos resta o amor. Nos momentos em que tudo o mais é inútil, ainda podemos amar ¿ sem esperar recompensas, mudanças, agradecimentos.
Se conseguimos agir dessa maneira, a energia do amor começa a transformar o universo a nossa volta. Quando essa energia aparece, sempre consegue realizar o seu trabalho.
¿O tempo não transforma o homem. O poder da vontade não transforma o homem. O amor transforma¿, diz Henry Drummond." Paulo Coelho
As Dez Maiores Razões Para Você Não Procurar Emprego
1 - Os desempregados são trabalhadores de férias prolongadas. Não desperdice a sua única chance de ficar alguns meses curtindo suas merecidas férias! (É, o problema é ter dinheiro pra curtir essas férias!)
2 - Não se estresse à toa! Você já tem quase certeza que não vai encontrar mesmo! (Desse jeito, não é "quase" certeza... É mais do que certeza!)
3 - Use este tempo livre para se desenvolver em outras áreas. (Mendigagem nas ruas, por exemplo...)
4 - É a sua grande chance de ficar o dia todo no chat e finalmente aprender a digitar rápido! (É, rápido e errado, neh naum?)
5 - Você poderá assistir todos os programas de fofoca que passam à tarde e ficar super-informado dos maiores babados! (O próximo passo é virar cabeleireiro ou manicure e espalhar esses babados!)
6 - Você poderá reviver a sua infância e assistir a todos os desenhos animados que passam na TV! Recordar é viver! (É, mas será que a mamãe ainda tá disposta a pagar o lanchinho?)
7 - Pra procurar emprego você terá que olhar os classificados nos jornais, sujar as mãos... (E sem procurar emprego você não terá dinheiro nem pra comprar sabonete pra lavar as mãos!)
8 - Os médicos recomendam evitar grandes esforços. (Mas adoram receber o pagamento da consulta, né?)
9 - Você pode se arrepender amargamente depois. (Melhor sentir um gosto amargo do que não ter o que comer!)
10 - Você corre o risco de encontrar! (No seu caso, acho difícil...)
Para você que é um copulatum et malum remuneratum, tem um chefe que é um caprina sine puditia e, ainda por cima, morre de inveja daqueles advogados que, para se passarem por inteligentes, vivem citando frases em latim, a divisão de Linguística e Boquetística da Humor Tadela Corporation & Cabeçation resolveu cornus tuus fragmentare e lançar no cesto de lixo da Internet o Manjadíssimo Dicionário de Expressões Imbecis da Lingua que nem os Padres Entendem.
Mas desde já vamos avisando que o negócio não ficou grande coisa, afinal cuique simius in cuique cornus. Na próxima encarnação, ao invés de ficar fazendo piadas, deamus ad montem fodere puctas cum porribus nostrus.
E como dizia a madre superiora: Nabundas accessorium mandarum et alargatis cuodo Benedictus. Amém!
Caprina pestilenta Cabra da peste
Caprina sine puditia Cabra sem-vergonha
Habeas bovinus intra linea Tem boi na linha
Copulatum et malum remuneratum Fodido e mal pago
Simius antiquus intra cumbuca manus non metet Macaco velho não mete a mão em cumbuca
Dominus jumentum! Frater tuo adjumentum! Seu burro! Ajuda teu irmão!
Cuique simius in cuique cornus Cada macaco no seu galho Res bestiali Coisa de bicha
Res bolah Coisa de futebol
Ego cornus tuus fragmentare Vou quebrar seu galho
Vade autofragmentare! Vai-te lascar!
Domus ferrari, spettus penis Casa de ferreiro, espeto de pau
Deamus ad montem fodere puctas cum porribus nostrus Vamos à montanha plantar batatas com as nossas enxadas
Pelo menos nessa hora que poderá ser vista pelo relojinho ai de cima a chuvinha está dando uma trégua. Melhora ssim pelo menos para as pessoinhas irem almoçar, dar uma respirada... eu como sempre almoço lá pelas 14:30 hs, 15:00 hs, e minha esperança é que lá também não esteja chovendo.
Como sempre meus queridos leitores, a sorte só existe para quem acredita nela. Portanto façamos a nossa parte e depois aguardemos que ela lembre-se de nós.
R$ 19 MILHÕES NA MEGA-SENA
Como já vem acontecendo há quatro semanas, ninguém acertou as seis dezenas da MEGA-SENA sorteadas na noite desta quarta-feira. A loteria da Caixa acumulou e a estimativa de prêmio agora é de R$ 19 milhões. Este valor deve atrair a atenção dos apostadores de todo o Brasil, aumentando ainda mais a movimentação das casas lotéricas.
Quanto maior a arrecadação, maiores os repasses que as loterias da Caixa fazem a programas sociais. Desde agosto de 2001, elas já repassaram mais de R$ 53,3 milhões somente para os Comitês Olímpico e Paraolímpico Brasileiros. Além disso, as loterias repassam dinheiro para o crédito educativo (FIES), Seguridade Social, Fundo Nacional de Cultura e outros.
O próximo sorteio da MEGA-SENA está marcado para as 20 horas do próximo sábado (26), na cidade de Blumenau/SC, onde o Caminhão da Sorte está estacionado. As apostas podem ser feitas até uma hora antes do sorteio nas casas lotéricas de todo o Brasil.
Voce viu dona Maria Cely como guardo suas coisas, esse aqui se voce lembra foi enviado em junho e aqui está sendo mostrado com todoo seu conteudo que voce muito mais que teorizar, pratica.
O Presente de Escutar - Você realmente deve escutar. Nada de interromper, nada de sonhar acordado, nada de planejar sua resposta. Apenas escute com interesse, afeto e atenção!
O Presente do Afeto - Seja generoso com abraços e beijos, tapinhas nas costas e aperto de mãos na hora certa. Deixe estas pequenas atitudes demonstrarem o amor que você tem. (!!!!!!!!!!!!!!!!!!!)
O Presente da Risada - Recorte desenhos. Compartilhe artigos e histórias engraçadas. Seu presente vai dizer "eu adoro rir com você.."
O Presente de um E-mail - Pode ser um simples "Obrigado pela ajuda" ou um soneto inteiro. Um bilhete, mesmo pequeno, manuscrito, pode ser lembrado por toda a vida, e pode até mudar uma vida. Diga do seu amor, gratidão por algo específico que a outra pessoa fez ou simplesmente por sua amizade.(!!!!!!!!!!!!!!!!!)
O Presente de um Elogio - Um simples e sincero, "Você fica muito bem de vermelho...", "Você fez um excelente trabalho." ou "A comida estava maravilhosa!" pode tornar o dia de alguém melhor, muito melhor.
O Presente de um Favor - Frequentemente, saia da rotina e faça alguma coisa gentil. Telefone para perguntar como vai, passe por lá para deixar um abraço.
O Presente da Solidão - Há momentos quando não queremos nada além de ficar sozinhos. Seja sensível a esses momentos e dê o presente da solidão respeitando o amigo como pessoa sem, entretanto, deixar dúvidas quanto ao seu apoio incondicional.
O Presente da Disposição Alegre - O caminho mais fácil para nos sentirmos bem é dizer uma palavra gentil a alguém. De fato, não é tão difícil assim dizer, "Olá!" ou "Muito Obrigado". (!!!!!!!!!!!!!!!!!)
O Presente do Beijo: ESTE É MEU PRESENTE PARA VOCÊS, BEIJO NO CORAÇÃO!!!
Esse texto como não poderia deixar de ser também recebi da Maria Cely. Enviei os parabéns pelo novo Look do Blog da Kelly e achei-a meio estranha quando coloca: "Nossa, hj eu jah acordei com calor, e olha que ainda nem estamos no Verãozaum..... Ultimamente estou me sentindo mto sozinha, não sei o que estah acontecendo talvez seja a falta de pessoas sinceras do meu lado, neste mundo tah bem dificil de se viver, mas eu vou levando, confesso que ainda tenho saudade do meu passado, mas eh uma saudade meio estranha..." Se voce estivesse aqui no Sul até justificaria melhor esses seus sentimentos dona Kelly, pois conforme se ve ai na previsão do tempo, chove melancolica e sistematicamente, quase sem parar. Será que São Pedro está de mal com a gente..?
PÁGINAS DA VIDA
As páginas da vida são cheias de surpresas... Há capítulos de alegria, mas também de tristezas, Há mistérios e fantasias, Sofrimentos e decepções... Por isso, não rasgue páginas e nem solte capítulos, Não se apresse a descobrir os mistérios. Não perca as esperanças, Pois muitos são os finais felizes. E nunca se esqueça do principal:
Quando uma mulher em uma tribo africana sabe que está grávida ela sai para a mata com algumas amigas , e juntas rezam e meditam até ouvir a canção da criança. Elas sabem que cada alma tem sua vibração própria, que expressa seu propósito e aroma próprios. Quando as mulheres se afinam com a canção, elas a cantam em voz alta. Então retornam a tribo e ensinam a canção a todos os outros.
Quando a criança nasce, a comunidade se reúne e canta a canção para ela. Mais tarde, na idade de ir para escola, a vila se reúne para cantar a canção para criança. Quando da iniciação da fase adulta, novamente o povo se reúne e canta a canção. À época do casamento, a pessoa ouve sua canção. Finalmente quando a alma está pronta para sair deste mundo, a família e os amigos se reúnem em torno da cama da pessoa, como fizeram no seu nascimento, e cantam à cação da pessoa para a Próxima vida.
Para esta tribo africana há outra ocasião na qual o povo canta para a criança. Se em algum momento de sua vida, a pessoa comete um crime ou um ato anti-social, o indivíduo é chamado ao centro da vila e as pessoas da comunidade formam um círculo ao redor dele. E então cantam sua canção para que a ouça.
A tribo reconhece que o corretivo para o comportamento anti-social não é a punição; é o amor e a lembrança da identidade. Quando você reconhece sua própria canção, não tem desejo ou necessidade de fazer nada que possa ferir outrem.
Um amigo é alguém que sabe sua canção e a canta quando você a esqueceu. Os que te amam não são enganados pelos erros que você tenha cometido, ou por imagens obscuras que tenha de si mesmo. Eles te lembram sua beleza quando você se sente feio; sua totalidade quando você está partido; sua inocência quando se sente culpado; seu propósito quando está confuso.
Você, com certeza não nasceu numa tribo africana que possa cantar para você nas transições cruciais da vida, mas a vida está sempre te fazendo lembrar quando está afinado consigo mesmo e quando não está. Quando você se sente bem, o que está fazendo se compara a sua canção, e quando se sente mal, tal não acontece. No fim, todos nós reconheceremos nossa própria canção e a cantaremos muito bem.
Você pode se sentir como que apenas murmurando, mas assim acontece com todos os grandes cantores. Apenas continue cantando você vai encontrar seu caminho para Casa.
Inicio hoje com esse texto recebido da minha querida e saudosa Maria Cely. Bom fim de semana a voce também e vote consciente ai no Distrito Federal, já que a censura que há anos não se impunha, voltou com todo o vigor essa semana.
PARA REFLETIR....
Morto em meados do século passado ( Séc. XX ), o alemão BERTOLD BRECHT, um dos mais importantes escritores e dramaturgos da história contemporânea, fez um dia o seguinte comentário : " O pior analfabeto é o analfabeto político.
Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos. Ele não sabe que o custo de vida, o preço do feijão , do peixe, da farinha , do aluguel , do sapato e do remédio dependem das decisões políticas. O analfabeto político é tão burro que estufa o peito dizendo que odeia política. Não sabe o imbecil que da sua ignorância política nasce a prostituta, o menor abandonado e o pior de todos os bandidos, que é o político vigarista, pilantra e corrupto.O analfabeto político é lacaio dos exploradores do povo".
Se você achou uma bobagem tudo o que está escrito aqui, preste atenção no alerta feito há alguns anos pelo historiador inglês Arnold Toynbee : " O castigo maior para quem não gosta de política é ser governado pelos que gostam dela ".
"O que vale é plantar. Quem vai colher não importa." J. Cabral Netto
Para todos aqueles leitores que ainda são estudantes ou aqueles que querem ser, uma oportunidade singular é o FIES - Financiamento Estudantil, já que pagar uma faculdade particular não está nada fácil. Assim aqui embaixo algumas dicas a respeito: INÍCIO DAS CONTRATAÇÕES DO FIES DE 28/10 A 29/11, UNIVERSITÀRIOS DEVERÃO COMPARECER ÀS AGÊNCIAS DA CAIXA.
O período de contratação do Financiamento Estudantil (FIES) vai de 28 de outubro a 29 de novembro. Apenas os estudantes aprovados em entrevista podem contratar o financiamento, e é necessária a apresentação de pelo menos um fiador com idoneidade cadastral.
Os empregados dos pontos de venda devem atentar para a conferência de documentos, pesquisas cadastrais, inclusão de dados no Sistema de Financiamento Estudantil (SIFES) e seu posterior envio ao Sistema de Aplicações (SIAPI) para evitar contratos inconsistentes que precisem ser corrigidos mais tarde.
Esta é, ainda, uma ótima oportunidade de venda dos produtos Caixa que deve ser aproveitada. No entanto, a venda casada de produtos é proibida, ou seja, os estudantes, seus responsáveis e fiadores não podem ser obrigados a adquirir qualquer produto. Todas as regras do programa, inclusive os procedimentos para contratação, estão disponíveis no MS FP 23 05.
O FIES é um programa que conta com o apoio da Caixa e beneficia inúmeros universitários brasileiros com o financiamento do curso de graduação particular. Até 70% do valor da semestralidade escolar pode ser financiado.
E já que falamos em SELIC no texto anterior por que também não falar em CETIP:
Central de Custódia e de Liquidação Financeira de Títulos - CETIP
Em 1986, diante do crescimento do mercado de títulos privados no Brasil, a ANDIMA se uniu a outras entidades representativas do mercado financeiro para criar um instrumento que proporcionasse segurança e agilidade aos negócios.
Surgia a CETIP, uma moderna central eletrônica de registro de operações em terminais de teleprocessamento que aboliu a emissão de faturas e a movimentação física de papéis, títulos e cheques, eliminando o risco de extravio e fraudes. No início, a CETIP registrava operações com CDB, RDB, Letras de Câmbio e Depósitos Interfinanceiros. A partir de 1987, foram desenvolvidos sistemas específicos para Debêntures, Letras Hipotecárias, Notas Promissórias, Moedas de Privatização e, mais recentemente, Swaps, Export Notes e Certificados de Investimento Audiovisual.
E já que estamos falando de bancos nada melhor para saber ou relembrar algumas coisas:
Quem nunca ouviu falar em SELIC, pois ai está o que significa essa coisa chamada SELIC, para os leitores desse blog:
Sistema Especial de Liquidação e Custódia
Na década de 70, a custódia dos títulos públicos no Brasil ainda era feita por processo manual, o que incluía desde o arquivamento por instituição até a movimentação física nos cofres dos bancos, com grande risco de fraude e de extravio dos papéis. Com o objetivo de proporcionar mais segurança e transparência às operações, a ANDIMA e o Banco Central do Brasil firmaram convênio para criar o SELIC, um sistema eletrônico de teleprocessamento que permitiu a atualização diária das posições das instituições financeiras, assegurando maior controle sobre as reservas bancárias.
Títulos e cheques foram substituídos por simples registros eletrônicos, gerando enorme ganho em eficiência e agilidade, já que as operações são fechadas no mesmo dia em que se realizam. Além disso, o sistema passou a garantir que, em caso de inadimplência de qualquer das partes, a operação não se concretiza. Hoje, o SELIC movimenta diariamente mais de R$ 100 bilhões.
Gostei desse teclado enviado pela Kelly Coimbra mas já procurei por aqui e ainda não existe a venda.
Como a noticia abaixo é de 22, no sorteio de ontem não saiu para ninguém, acumulou outra vez, então não sei ainda qual a previsão mas deverá passar dos vinte milhões. Assim meus amigos leitores é chegada a hora de fazer aquela fezinha outra vez e boa sorte a todos.
HORA DE APOSTAR NA MEGA-SENA LOTERIA ESTÁ ACUMULADA E OFERECE PRÊMIO DE R$ 17 MILHÕES.
Dezessete milhões de reais. Este é o valor do prêmio que a MEGA-SENA está oferecendo para o feliz acertador das dezenas que será sorteado nesta quarta-feira (23), na cidade de Blumenau/SC. A quantia está fazendo com que milhões de pessoas corram às casas lotéricas para registrar seus jogos, na esperança de ganhar uma bolada que possa mudar definitivamente suas vidas.
A MEGA-SENA foi lançada em março de 1996. Naquela época os sorteios eram semanais, acontecendo apenas aos sábados. O grande sucesso da modalidade fez com que a Caixa passasse, em 2001, a realizá-los também às quartas-feiras aumentando, de imediato, a arrecadação em cerca de 20%.
A iniciativa de dois sorteios semanais trouxe um incremento nas vendas. As loterias da Caixa, além de distribuir prêmios individuais, são grandes repassadoras de recursos para o fomento de programas sociais do Governo Federal e também de instituições particulares, como os comitês Olímpico (COB) e Paraolímpico brasileiros. Demonstrando o quanto é importante esta participação, levantamento de hoje (22) indica que a Caixa já aportou, apenas ao COB, mais de R$ 53,3 milhões. Os repasses ao Comitê são feitos, regularmente, desde agosto do ano passado, quando foi aprovada a Lei 10.264/01.
As duas estampas que mais gostei da extração de natal da Loteria Federal, foram estas, só que acabou ganhando a da direita com 14.899 votos em eleição aberta para todos os internautas.
ESCOLHIDA A ESTAMPA DE NATAL DA LOTERIA FEDERAL INTERNAUTAS DE TODO O BRASIL ESCOLHERAM A ESTAMPA QUE ILUSTRARÁ A EXTRAÇÃO DE NATAL DA LOTERIA FEDERAL, À VENDA NAS CASAS LOTÉRICAS A PARTIR DE NOVEMBRO. NO TOTAL, EM APENAS UMA SEMANA, FORAM REGISTRADAS 30.316 VISITAS.
A proposta vencedora tem o design de uma árvore de natal estilizada. Ela recebeu 14.899 votos; em segundo lugar, a estampa com a face do bom velhinho Noel obteve 10.802 indicações. As outras opções totalizaram 4.615 votos.
A intenção da Caixa, com a democratização do processo de escolha, é valorizar a participação do público que aposta na LOTERIA FEDERAL. A pioneira das loterias brasileiras completou, no dia 15 de setembro, 40 anos sob a administração da Caixa. O sorteio será realizado no dia 21 de dezembro na cidade de Ribeirão Preto/SP.
Como as demais loterias da Caixa, a Federal também repassa grande parte de sua arrecadação aos programas sociais do Governo Federal. Para conferir os resultados, é só entrar no site da Caixa (www.caixa.gov.br) para ver o desenho e a porcentagem de votos que cada estampa de natal recebeu.
Nunca conheci quem tivesse levado porrada. Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.
E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil, Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita, Indesculpavelmente sujo. Eu, que tantas vezes não tenho tido paciência para tomar banho, Eu, que tantas vezes tenho sido ridículo, absurdo, Que tenho enrolado os pés publicamente nos tapetes das etiquetas, Que tenho sido grotesco, mesquinho, submisso e arrogante, Que tenho sofrido enxovalhos e calado, Que quando não tenho calado, tenho sido mais ridículo ainda; Eu, que tenho sido cômico às criadas de hotel, Eu, que tenho sentido o piscar de olhos dos moços de fretes, Eu, que tenho feito vergonhas financeiras, pedido emprestado sem pagar, Eu, que, quando a hora do soco surgiu, me tenho agachado Para fora da possibilidade do soco; Eu, que tenho sofrido a angústia das pequenas coisas ridículas, Eu verifico que não tenho par nisto tudo neste mundo.
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11:33 PM
by Cassiano Leonel Drum
Toda a gente que eu conheço e que fala comigo Nunca teve um ato ridículo, nunca sofreu enxovalho, Nunca foi senão príncipe - todos eles príncipes - na vida...
Quem me dera ouvir de alguém a voz humana Que confessasse não um pecado, mas uma infâmia; Que contasse, não uma violência, mas uma cobardia! Não, são todos o Ideal, se os oiço e me falam. Quem há neste largo mundo que me confesse que uma vez foi vil? Ó príncipes, meus irmãos,
Arre, estou farto de semideuses! Onde é que há gente no mundo?
Então sou só eu que é vil e errôneo nesta terra?
Poderão as mulheres não os terem amado, Podem ter sido traídos - mas ridículos nunca! E eu, que tenho sido ridículo sem ter sido traído, Como posso eu falar com os meus superiores sem titubear? Eu, que venho sido vil, literalmente vil, Vil no sentido mesquinho e infame da vileza.
Voces tem consciência de que não precisaria chegar a tanto o cidadão ai em cima, mas face as circunstâncias, deve ter lembrado daquela frase de efeito: "em legítima defesa da honra".
Ah o Vinicius é sempre Vinicius, e esse poeminha que não quer ser triste na verdade não deixa de ser.
E por falar em saudade, onde anda você Onde andam seus olhos que a gente não vê Onde anda esse corpo que me deixou morto de tanto prazer E por falar em beleza onde anda a canção Que se ouvia nas noites dos bares de então Onde a gente ficava, onde a gente se amava em total solidão Hoje eu saio na noite vazia, numa boemia sem razão de ser Na rotina dos bares, que apesar dos pesares me trazem você E por falar em paixão, em razão de viver Você bem que podia me aparecer nestes mesmos lugares Na noite, nos bares, onde anda você
AMIGOS
Tenho amigos que não sabem o quanto são meus amigos. Não percebem o amor que lhes devoto e a absoluta necessidade que tenho deles. A amizade é um sentimento mais nobre do que o amor, eis que permite que o objeto dela se divida em outros afetos, enquanto o amor tem intrínseco o ciúme, que não admite a rivalidade. E eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos! Até mesmo aqueles que não percebem o quanto são meus amigos e o quanto minha vida depende de suas existências... A alguns deles não procuro, basta-me saber que eles existem. Esta mera condição me encoraja a seguir em frente pela vida. Mas, porque não os procuro com assiduidade, não posso lhes dizer o quanto gosto deles. Eles não iriam acreditar. Muitos deles estão lendo esta crônica e não sabem que estão incluídos na sagrada relação de meus amigos. Mas é delicioso que eu saiba e sinta que os adoro, embora não declare e não os procure. E às vezes, quando os procuro, noto que eles não tem noção de como me são necessários, de como são indispensáveis ao meu equilíbrio vital, porque eles fazem parte do mundo que eu, tremulamente, construí e se tornaram alicerces do meu encanto pela vida. Se um deles morrer, eu ficarei torto para um lado. Se todos eles morrerem, eu desabo! Por isso é que, sem que eles saibam, eu rezo pela vida deles. E me envergonho, porque essa minha prece é, em síntese, dirigida ao meu bem estar. Ela é, talvez, fruto do meu egoísmo. Por vezes, mergulho em pensamentos sobre alguns deles. Quando viajo e fico diante de lugares maravilhosos, cai-me alguma lágrima por não estarem junto de mim, compartilhando daquele prazer... Se alguma coisa me consome e me envelhece é que a roda furiosa da vida não me permite ter sempre ao meu lado, morando comigo, andando comigo, falando comigo, vivendo comigo, todos os meus amigos, e, principalmente os que só desconfiam ou talvez nunca vão saber que são meus amigos! A gente não faz amigos, reconhece-os.
Não sei se sou bairrista, até pode e que mal há em ser, mas continuo esse espaço de poemas de hoje, quarta-feira, por ser o dia internacional do sofá com o Poeta Gaúcho Mario Quintana e até talvez continue postando, com ele ou com outros.
A CANÇÃO DA VIDA
A vida é louca a vida é uma sarabanda é um corrupio... A vida múltipla dá-se as mãos como um bando de raparigas em flor e está cantando em torno a ti: Como eu sou bela amor! Entra em mim, como em uma tela de Renoir enquanto é primavera, enquanto o mundo não poluir o azul do ar! Não vás ficar não vás ficar aí... como um salso chorando na beira do rio... (Como a vida é bela! como a vida é louca!)
Desejo mesmo a voces que aqui veem, muito carinho meu que é a frase final desse texto do Drumond. E tudo o mais que ele também deseja.
DESEJOS
Desejo a vocês... Fruto do mato Cheiro de jardim Namoro no portão Domingo sem chuva Segunda sem mau humor Sábado com seu amor Filme do Carlitos Chope com amigos Crônica de Rubem Braga Viver sem inimigos Filme antigo na TV Ter uma pessoa especial E que ela goste de você Música de Tom com letra de Chico Frango caipira em pensão do interior Ouvir uma palavra amável Ter uma surpresa agradável Ver a Banda passar Noite de lua cheia Rever uma velha amizade Ter fé em Deus Não ter que ouvir a palavra não Nem nunca, nem jamais e adeus. Rir como criança Ouvir canto de passarinho. Sarar de resfriado Escrever um poema de Amor Que nunca será rasgado Formar um par ideal Tomar banho de cachoeira Pegar um bronzeado legal Aprender um nova canção Esperar alguém na estação Queijo com goiabada Pôr-do-Sol na roça Uma festa Um violão Uma seresta Recordar um amor antigo Ter um ombro sempre amigo Bater palmas de alegria Uma tarde amena Calçar um velho chinelo Sentar numa velha poltrona Tocar violão para alguém Ouvir a chuva no telhado Vinho branco Bolero de Ravel E muito carinho meu.
Clarice Lispector "Quando eu era criança, durante muito tempo pensei que os livros nascessem como as árvores, como os pássaros. Quando descobri que existiam autores, pensei: também quero fazer um livro."
"Tenho várias caras. Uma é quase bonita, outra é quase feia. Sou um o quê? Um quase tudo".
"Eu só escrevo quando eu quero, eu sou uma amadora e faço questão de continuar a ser amadora. Profissional é aquele que tem uma obrigação consigo mesmo de escrever, ou então em relação ao outro. Agora, eu faço questão de não ser profissional, para manter minha liberdade."
"E como nasci? Por um quase. Podia ser outra. Podia ser um homem. Felizmente nasci mulher. E vaidosa. Prefiro que saia um bom retrato meu no jornal do que os elogios." "Escrever é procurar entender, é procurar reproduzir o irreproduzível, é sentir até o último fim o sentimento que permaneceria apenas vago e sufocador. Escrever é também abençoar uma vida que não foi abençoada."
"Antes dos sete anos eu já fabulava e já inventava histórias. Por exemplo, inventei uma história que não acabava nunca, é muito complicado explicar esta história. Quando eu comecei a ler e a escrever, eu comecei a escrever também pequenas histórias."
"Eu misturei tudo, eu lia livro, romance para mocinha, livro cor de rosa, misturado com Dostoievski, eu escolhia os livros pelos títulos e não por autores, porque eu não tinha conhecimento...fui ler aos 13 anos Herman Hesse, tomei um choque: O Lobo da Estepe. Aí comecei a escrever um conto que não acabava nunca mais. Terminei rasgando e jogando fora."
"Quando eu me comunico com criança é fácil porque sou muito maternal. Quando me comunico com adulto, na verdade estou me comunicando com o mais secreto de mim mesma, daí é difícil... O adulto é triste e solitário. A criança tem a fantasia muito solta."
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10:34 PM
by Cassiano Leonel Drum
"Em uma outra vida que tive, aos 15 anos, entrei numa livraria, que me pareceu o mundo que gostaria de morar. De repente, um dos livros que abri continha frases tão diferentes que fiquei lendo, presa, ali mesmo. Emocionada, eu pensava: mas esse livro sou eu! Só depois vim a saber que a autora era considerada um dos melhores escritores de sua época: Katherine Mansfield."
"É preciso coragem. Uma coragem danada. Muita coragem é o que eu preciso. Sinto-me tão desamparada, preciso tanto de proteção...porque parece que sou portadora de uma coisa muito pesada. Sei lá porque escrevo! Que fatalidade é esta?"
"Eu escrevo sem esperança de que o que eu escrevo altere qualquer coisa. Não altera em nada... Porque no fundo a gente não está querendo alterar as coisas. A gente está querendo desabrochar de um modo ou de outro..." Clarice Lispector
Adorei essa iniciativa do Judiciário, porque efetivamente muitas das questões judicias ou que chegam até lá nada tem a ver comaspectos de direito. Nada por exemplo que um bom Assistente Social, um Psicólogo de plantão ou um Psiquiatra não resolva. Fantástico, desconheço outros lugares que já esteja sendo feito isso, de toda a sorte os que ainda não o fizeram logo, logo deverão copiar.
CORREIO DO POVO PORTO ALEGRE, QUARTA-FEIRA, 23 DE OUTUBRO DE 2002 Judiciário necessita de voluntários Exercerão atividades nas áreas de psicologia, psiquiatria e assistência social na Justiça de 1º grau
O Poder Judiciário do Rio Grande do Sul está em busca de voluntários para poder dar atendimento às demandas relacionadas ao atendimento da comunidade que busca na Justiça a solução para os seus problemas. O convite para os candidatos foi publicado na edição do Diário da Justiça de ontem, na qual também consta a regulamentação de como será prestado esse auxílio.
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11:29 AM
by Cassiano Leonel Drum
As áreas profissionais para os voluntários serão, inicialmente, as de psicologia, psiquiatria e assistência social, para atuar junto à Justiça de 1º grau. Poderá ser voluntário qualquer cidadão maior de 16 anos, inclusive aposentados da própria instituição, em atividades técnicas que não acarretem ônus. A decisão do Conselho da Magistratura, que editou a resolução para atrair voluntários, levou em consideração a enorme carência de pessoal e as restrições orçamentárias impostas pela Lei de Responsabilidade Fiscal. Entre os projetos que se ressentem, atualmente, da falta de pessoal especializado, figuram o Núcleo de Apoio à Família (NAF) e o Centro Interdisciplinar de Apoio para Encaminhamento à Rede de Tratamento Biopsicossocial (Ciarb).
O voluntário poderá se cadastrar na direção do foro da comarca para preenchimento de ficha cadastral, que deverá ser entregue acompanhada dos seguintes documentos: foto 3x4, cópia do documento de identidade, CPF e comprovante de residência, curriculum vitae e plano que deverá ser desenvolvido no trabalho.
As entrevistas serão feitas pelo diretor do foro ou pelo dirigente do setor onde será prestado o serviço. A carga horária poderá variar de duas a cinco horas semanais e será acompanhada por uma Comissão de Supervisão do Serviço Voluntário. O trabalho é de um ano, prorrogável por mais um. Ao final, será expedido Certificado de Conclusão, contendo o período e a tarefa cumprida.
Isso é só mais um pouco sobre o Grenal. Espero que até ele acontecer voces não se cansem. ruy.ostermann@zerohora.com.br 23/10/2002
Decisivo, claro
Está provado: o empate vai ser ruim para o Grêmio e péssimo para o Inter. A derrota do Grêmio, em que pese todas as depilações que ela possa acarretar na convivência não anula todas a chances de classificação. Mas a derrota do Inter será simplesmente fatal. Nenhum dos dois com empate, vitória ou derrota deve temer um rebaixamento. Não se cogita dessa instância. Ela não é perceptível na fartura dos cálculos e das simulações que possam ser feitos.
Nem sei bem por que escrevo sobre essas virtualidades. Ah, lembro agora: porque o professor Tristão esteve a meu convite no Sala de Redação, abriu sua caixa de ferramentas (o laptop, claro, mas o que é um computador senão apenas uma ferramenta como uma torquês é uma ferramenta indispensável? Bom, talvez um pouco mais do que uma torquês, digamos, uma chave inglesa) e foi implacável nas suas projeções. Em resumo, estas. Portanto, o Gre-Nal será decisivo. E precisava escrever isso?
Miguel
É jogo da experiência. Ela conta muito. Quem a tiver, dela fará uso sem se importar com algum muxoxo de platéia. Por isso, Carlos Miguel, se puder, joga. Altos e baixos sempre foram sua paisagem de jogador, mas é dele a melhor experiência colorada. Quem mais? Olhem ao redor: um dos garotos, um dos que chegaram agora? Nenhum, só Carlos Miguel.
Mas está com problemas, tem dificuldades. Tudo nas pernas, nada na cabeça ou na memória. Se melhorar das pernas, joga. A dúvida de Celso Roth não é a dúvida que não sabe o que escolher. É a do médico e do fisicultor. Só.
Vale para o Grêmio na mesma medida. A experiência vai contar muito. E os gols de cabeça de Luiz Alberto. Joga Claudiomiro, joga Polga no lugar de Adriano, suspenso, que poderiam ser dúvidas. A experiência é uma dimensão do futebol que deve ser respeitada. Só a experiência, não, me dizem por cima do ombro. Nada que não for completado com outras virtudes serve. Um homem experiente só fez uma boa experiência de sua vida se soube vivê-la bem. Jogador de futebol é a mesma coisa. Só tem experiência quem tem qualidade como Nenem Prancha exigia que fosse um jogador bom: deveria ser como sorveteria, ter muitas qualidades. É o que o Tite mais sabe.
Inveja
O Instituto Sigmund Freud me escala para uma mesa. É o Sig-Cultura, esta noite na Mário Quintana. Devo falar sobre a inveja, sabidamente um dos pecados capitais, matéria vivíssima para psicanalistas. Anteontem, na Universidade Federal, estava falando sobre alguma coisa que fosse a essência da vida. Me decidi por uma pequena palestra sobre Filosofia. Foi ótimo para mim que voltei a lidar com esse pensamento. Ninguém jogou pedras ou ovos nem levantou antes. A inveja... Vou continuar minha fala sobre alguns filósofos que tratam dessa usurpação do outro. Não é isso mesmo que é a inveja?
Adoro a Martha por esse e outros motivos e o Caetano idem, idem por essa música e por tantas outras...
martham@terra.com.br 23/10/2002
A idade do dane-se
¿Coitada da perereca dela/é tão bela/é tão bela/coitado do meu passarinho/tão sozinho/tão sozinho...¿ Essa é a letra de uma música que eu escutei pela primeira vez num show a que assisti duas semanas atrás. Não foi num espetáculo caipira, ou erótico, ou infantil. Foi no show do big boss da tropicália, Caetano Veloso.
Se envelhecer traz algum benefício, este é um dos poucos: não precisar provar mais nada pra ninguém. Eu sei, eu sei que Caetano não é uma unanimidade, tem gente que torce o nariz para ele, mas que torçam. Caetano pode cantar até Baba Baby que vai parecer uma ópera de tão lindo. Tendenciosa, eu? Mais que tendenciosa. Absolutamente rendida.
Poucas pessoas chegam a uma etapa da vida com tantos serviços prestados como ele. Poucos podem abrir mão de se submeter aos índices de audiência, ao gosto padrão, às exigências de mercado, à opinião pública. São meia dúzia de seres acima do bem e do mal, que já deram seu recado e que podem fazer unicamente o que estão a fim, na hora e da maneira que bem entenderem. Quem não celebra isso?
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11:08 AM
by Cassiano Leonel Drum
Caetano está em atividade desde que saiu da adolescência. Cantou de tudo. Compôs de tudo. Opinou sobre tudo. Escreveu um livro, fez um filme. Ficou mais bonito com o tempo. Mantém-se ativo e criativo. E cada vez mais generoso, homenageando amigos e parceiros. Já esteve em todos os palcos do mundo, já concordou e discordou, já conquistou prêmios e desafetos, e está com 60 anos nas costas. Dane-se a crítica, danem-se os caretas. Ele pode cantar ¿coitada da perereca dela¿ e mandar uma banana para os mal-humorados.
Outro exemplo, rapidinho: Woody Allen. Escreve e dirige um filme por ano desde sei lá quando. Trabalhou com todos os atores que quis, também já ganhou prêmios e desafetos, e não tem 60, e sim 67 anos nas costas. Seus filmes não andam tão bons? Concordo, se compararmos com ele mesmo, anos atrás. Seguem, no entanto, sendo melhores do que a maioria dos filmes atuais. Ele não decaiu, está apenas se divertindo, fazendo só o que quer e o que gosta.
Eu não acho fascinante envelhecer nem tenho pretensão de um dia ser assim tão poderosa. Mas celebro porque é de liberdade que se trata, porque é isso que a gente persegue e porque é muito prazeroso testemunhar, rir e aplaudir a galhofa, aplaudir o descompromisso, aplaudir os desacorrentados.
Bom pessoal, para quem é daqui sabe bem o que significa um Grenal, mas para os leitores de fora há que ser melhor explicado. A capital se divide em azul e vermelho mas não somente no dia do jogo, na semana que antecede esse clássico as coisas já são mais ou menos assim, nas ruas, nas escolas e por ai vai. Como já é quarta-feira e o jogo é no sábado em função das eleições voces já imaginam como estão essas ruas por aqui. E hoje começam a venda dos trinta e cinco mil ingressos, e para os gremistas apenas e tão somente sete mil e quinhentos já que o jogo será lá no campo do rival. Tudo bem a gente entende...
david.coimbra@zerohora.com.br 23/10/2002
Ele só dançou três músicas na vida
O Marcelo Perrone, repórter aqui da Zero, só dançou três músicas na vida. E, segundo ele próprio, ¿nenhuma soltinha¿. O curioso é que o Perrone não lembra das três músicas. Acha que uma delas foi ¿meio uma valsa¿, o que será que é meio uma valsa?
Outro Marcelo, o Rech, nosso diretor de Redação, ele também não dança. Acha que dança é um troço de viés tribal, não consegue se ver dando pirueta na pista ou fazendo biquinho num rock furioso. É provável que o Marcelo Rech nunca tenha dançado sequer lentas, que coisa.
Tem também o Napoleão. Certa feita, o Napoleão bailava com uma dama francesa num daqueles salões rutilantes do Louvre do século 19. Dançava canhestramente, e a dama começou a rir. Ao que, Napoleão tascou:
¿ Cara senhora, minha profissão não é dançar; é fazer os outros dançarem.
Tóim.
Quanto a mim, eu danço. Mas, embora já tenha sido chamado de O Travolta do IAPI, confesso: sempre dancei mais para me aproximar das mulheres do que para demonstrar minhas extraordinárias habilidades. Porque, as mulheres, essas sim, elas gostam de dançar. Toca uma musiquinha animada e elas já se levantam e ondulam e jogam os bracinhos para cima e fazem uuuuu. É algo dentro delas, maior e mais forte do que sua vontade, elas não conseguem resistir.
Assim como não conseguem compreender certos aspectos do futebol. Por mais apaixonadas por seus clubes, por mais que freqüentem os estádios, por mais até que joguem bola, elas não têm paciência para prestar atenção ao jogo. São muito práticas, sabe. A vida real, com seus problemas comezinhos, que aliás são os verdadeiros problemas, isso lhes interessa mais.
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11:00 AM
by Cassiano Leonel Drum
Gostei como ele escreve xopins
Pensava assim até a semana passada, quando fui à festa de aniversário do meu amigo Sérgio Lüdtke. Ocorreu que, lá pelo meio do convescote, um grupo de homens dançava, enquanto as mulheres, num canto, conversavam e bebiam cerveja.
Foi um choque.
O que estará acontecendo com a nossa civilização? Será que estamos chegando a um tempo em que as mulheres se irritarão porque os homens não param de entrar em lojas nos xópins? Será que elas finalmente saberão o que é um passe de trivela? Será que ainda veremos uma mulher presidente de Grêmio ou Inter?
Só um fato me leva a crer que as coisas ainda estão postas em seus lugares tradicionais: o Perrone estava na festa do Sérgio e não dançou. Nem soltinha, nem lenta. O Perrone continua só tendo dançado três músicas em toda a sua vida, sim, senhor.
Ultimamente, têm nascido muitas crianças à minha volta. Aí todos os meus amigos pais dizem assim:
¿ Oh, como é lindo o nenê, tu tens que ver o nenê, vai lá em casa ver o nenê.
Ninguém nunca me disse:
¿ Meu filho nasceu. É tão feinho. Precisa ver como ele é feinho. Tem cara de joelho.
O fato de os pais não dizerem isso significa que todas as crianças serão Fernandas Limas e Brads Pitts no futuro próximo?
Não! Essa ilusão familiar é fruto das noites insones, da preocupação a cada tosse, dos gastos insanos que os pais têm com seus rebentos. Quanto mais trabalho passam os pais com os filhos, mais eles os amarão um amor incondicional. O sacrifício só faz crescer o amor.
Da mesma forma, as grandes religiões e os grande partidos políticos vicejaram na luta. Bem como os clubes de futebol. Hoje, a torcida do Inter sofre. Mas esses anos todos de angústia têm fanatizado a sua torcida. Não importa, para os maiores colorados, se o time do Inter tem cara de joelho. O amor assim doído virou incondicional. Às vezes, vale a pena sofrer.
Ontem, relatei algumas das histórias do Salim sobre loucuras de torcedores no Gre-Nal. Mas não contei a principal. Que não aconteceu com o Salim, e sim com um amigo dele. Esse amigo era ainda mais gremista que o Salim. Eles se encontravam em todos os jogos, ainda no tempo das arquibancadas de madeira da Baixada.
Um dia, num jogo importante, o amigo do Salim não apareceu. O Salim estranhou. Foi lá, no trabalho do amigo, perguntar o que tinha acontecido.
¿ Nunca mais irei a um jogo de futebol ¿ explicou o amigo, contristado.
¿ Mas o que houve?
O amigo explicou. Dias antes, o Grêmio havia perdido um Gre-Nal. O amigo ficou desesperado, passou horas chorando.
Naquele mesmo dia, a mãe dele morreu. E o amigo percebeu que sentira mais a derrota do Grêmio do que a morte da mãe. O remorso foi tão grande que ele teve de se penitenciar. Tinha sido demais. O futebol, depois daquele dia, nunca mais.
Aqui no sul para esse folgado ai, só se fosse numa piscina térmica, caso contrário com essa temperatura que está fazendo ele não ficaria nessa pose toda, com certeza.
No texto abaixo, já dizia o Pe Antonio Vieira que gasta-se o ferro com o uso quanto mais o amor... Será que ele continua com razão...
AMOR MENINO
Tudo cura o tempo, tudo faz esquecer, tudo gasta, tudo digere, tudo acaba. Atreve-se o tempo à colunas de mármore, quanto mais a corações de cera!
São as afeições como as vidas, que não há mais certo sinal de haverem de durar pouco, que terem durado muito. São como as linhas, que partem do centro para a circunferência, que, quanto mais continuadas, tanto menos unidas.
Por isso os antigos sabiamente pintaram o amor menino: porque não há amor tão robusto que chegue a ser velho. De todos os instrumentos com que o armou a natureza, o desarma o tempo. Afrouxa-lhe o arco, com que já não atira; embota-lhe as setas, com que já não fere; abre-lhe os olhos, com que vê que não via; e faz-lhes crescer as asas com que voa e foge.
A razão natural de toda essa diferença é porque o tempo tira a novidade às coisas, descobre-lhe os defeitos, enfastia-lhe o gosto, e basta que sejam usadas para não serem as mesmas. Gasta-se o ferro com o uso, quanto mais o amor? O mesmo amar é causa de não amar e ter amado muito, de amar a menos. Pe Antonio Vieira
Gostei desse texto retirado ha algum tempo de um blog, sem a devida anotação da origem. Se souberem o autor me enviem que terei imenso prazer em dar a autoria.
Quem quer morrer? Quem quer morrer? Vamos trocar o ¿budim¿?
Quando Manezinho, o mecânico, diz que o automóvel anda rateando por culpa exclusiva do ¿budim¿ da vareta de transmissão dianteira, você acredita, coça o queixo, pergunta quanto vai custar a reposição do maldito ¿budim¿, e acaba autorizando o conserto. Essa confiança depositada no Manezinho pode lhe causar grandes prejuízos financeiros... Entretanto, como você não entende quase nada de mecânica automobilística, nem jamais soube da existência de um ¿budim¿, só lhe resta preencher o cheque e, secretamente, rezar para que o Manezinho seja um mecânico honesto.
Se o seu corpo resolve ratear, lá vai você em busca de um médico e, ao menos num primeiro momento, irá acreditar no diagnóstico que ele fizer, da mesma forma que costuma acreditar nos pareceres de Manezinho, o mecânico. Se o doutor lhe disser que a culpa toda é do ¿budim¿ do seu epitélio vesicular biliar... você torna a coçar o queixo e pergunta: ¿Mas... isso é grave?¿ O médico, é quase certo, não se comprometerá além daquele mínimo inevitável. ¿Bem¿ - ele dirá -, ¿vamos fazer uma série de exames...¿ ¿Céus!¿ ¿ você pensa ¿ ¿Será que o problema do meu ¿budim¿ do epitélio vai ter jeito?¿
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10:36 PM
by Cassiano Leonel Drum
Acalme-se, todos os médicos sabem que seus pacientes sempre acabam recebendo alta. Se não for alta ambulatorial, se não for alta hospitalar... há de ser a famosa e definitiva ¿alta celestial¿. Mas você se pergunta, agora: ¿Pra que discutir sobre médicos e ¿budins¿ em plena quarta-feira de cinzas?¿ Eu respondo: apenas para você fazer uma pausa e lembrar que nem tudo são bundas e peitos purpurinados; Depois do Carnaval é importante examinar coisinhas que normalmente deixamos enfiadas numa gaveta mofarenta do nosso miolo pensante. E, de mais a mais, ainda tenho alguns questionamentos sérios para colocar aqui... Portanto, tenha um pouco de paciência e termine a leitura deste texto.
Fala-se muito em saúde, em Medicina Preventiva e coisas do gênero. Fala-se muito em auto-exame e auto-observação corporal. Porém, até que ponto é psicologicamente saudável uma mulher apalpar as mamas, quase diariamente (pois muitas o fazem), em busca de pequenos nódulos que indiquem formações tumorais incipientes? Ela se toca e pensa algo como: ¿Será que tem algum carocinho por aqui? Será que vou achar um comecinho de cancer? Ai, tomara que não!¿
O que esses mórbidos pensamentos ¿caça-câncer¿ poderão causar a longo prazo? Lembremo-nos de que toda idéia repetida e todo sentimento recorrente... acabam provocando impressões ativas no Inconsciente. Essas impressões são decisivas na qualidade da vida emocional das pessoas. O Inconsciente, meus caros amigos, é o leito da nossa personalidade. Somos o que somos, por conta e obra do nosso desconhecido Inconsciente. Não estou, aqui, negando a eficácia ou o valor utilitário dos auto-exames corporais, mas acredito que a saúde do corpo deva andar de mãos dadas com a saúde da mente. Ou estarei errado?
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10:29 PM
by Cassiano Leonel Drum
Atualmente tem crescido a incidência de distúrbios neuróticos, como hipocondrias, compulsões, desordens alimentares... justamente na proporção direta em que o Corpo vem sendo mais valorizado do que a Mente. As nossas avós e bisavós não se apalpavam tanto na hora do banho, não viviam raspando periodicamente o útero, a fim de fazer exames sofisticados, não se submetiam à reposição dos hormônios, nem tinham que depilar ¿bigodes¿ e ¿cavanhaques¿ por conta dessas mesmas suplementações hormonais.
Talvez morressem mais freqüentemente de câncer, sei lá... mas, pelo menos, não pensavam tanto em mortes, em tumores, e acho que até viviam mais felizes, naquela santa ignorância de assuntos médicos. Ah... lembro agora de um amigo meu, que costumava dizer: ¿Sempre que o ¿Fantástico¿(o programa de TV.) coloca no ar alguma reportagem sobre doenças e disfunções... no dia seguinte os consultórios médicos se congestionam com batalhões de pseudos enfermos. É matemático que isso aconteça!¿ A saúde, para mim, começa dentro da Mente, nos estados psicológicos que ela produz, estados estes que repercutem diretamente no organismo, pelo chamado processo de somatização. E quem acredita que basta trocar um ¿budim¿ ou outro, para que tudo volte a funcionar bem... cedo ou tarde descobrirá que há mais ¿budins¿ entre o Céu e a Terra, do que sonham os nossos médicos e os nossos mecânicos.¿
Sabedoria de minha mãe: "O corpo humano é uma máquina que nunca funciona 100% bem!"
Recebemos tantas mensagens por e-mail, que esse não lembro de quem recebi, mas agradeço mesmo anonimamente, pois é bem interessante para refletirmos.
Responda sinceramente:Primeira questão: Supondo que você conheça uma mulher que está grávida, mas que já tem 8 filhos, dos quais 3 são surdos, 2 cegos e um é retardado mental. Além disso a mulher tem sífilis.Você recomendaria que ela fizesse aborto ?
Responda mentalmente, depois Leia a segunda questão.
Segunda questão: Está na hora de eleger o Presidente do Mundo, e o seu voto será determinante. A seguir, os dados dos três principais candidatos:
O candidato A está associado a políticos corruptos e consulta astrólogos. Tem duas amantes. Fuma como uma chaminé e bebe de oito a dez Martinis por dia.o candidato B já foi destituído duas vezes, dorme até meio-dia,fumava ópio na escola e bebe um quarto de litro de whisky todas as noites. O candidato C é um herói de guerra condecorado. É vegetariano, ocasionalmente toma uma cerveja e nunca teve casos extraconjugais.
Entre esses três candidatos, qual você escolheria (honestamente)? Primeiro faça sua escolha, não cole, depois leia os comentários abaixo:
O candidato A é Franklin D. Roosevelt. O candidato B é Winston Churchill. O candidato C é Adolf Hitler. ...e, a propósito - a respeito da questão do aborto - Se você respondeu ``sim``, você acaba de matar Beethoven o maior músico da História. Isto é só para fazer pensar antes de fazermos julgamentos em nossas vidas.
Já dizia Vinicius que ser feliz é viver morto de paixão. Foi esse um mal de que nunca pereci tão docemente como entre os 15 e os 18. Pertenço à geração das cartas e, antes que alguma jovem representante da era dos e-mails imagine que fui um jogador incurável, me apresso a esclarecer que me refiro a epístolas. A missivas. Tudo bem. A umas folhas pautadas que os rapazes de então preenchiam com excelente caligrafia e botavam num envelope junto com seu coração e aí selavam e postavam.
O que é caligrafia? O que é selar? O que é postar? Coisas antigas, senhorita, assim feito eu, o verbo perecer ou as folhas pautadas. Que desempenhavam um papel importante, pois se minhas cartas atingiam o alvo ¿ no geral um alvo móvel, dotado de sandálias cai-cai, laquê e um certo gosto por The Platters ¿ a resposta me chegava perfumada de Toque de Amor. Não senhorita, nada disso. Era apenas um inebriante produto da Avon. Continua
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12:50 PM
by Cassiano Leonel Drum
A cada vez que eu sucumbia a uma paixão, o que sucedia com admirável constância, em especial quando ia a Cachoeira e as garotas eram tão gentis e num único fim de semana havia boate no Comercial, baile no Rio Branco, bate-coxas no Caiçara, vesperal no Náutico, minha correspondência crescia. Dois boleros de Lucho Gatica dançados cheek to cheek, três palavras cúmplices trocadas ao som de Sidney e seu Conjunto decretavam, instantâneos, minha rendição a Cupido.
O que é sucumbir? Quem é Cupido? Bom, senhorita, recomendo que corra à Internet mais próxima e já decifre também a trêfega expressão bate-coxas, que não é isso, não.
Ah, o que é trêfega? Trêfega é a senhorita, se continuar me interrompendo.
Voltando às cartas, jamais esqueço de umas que me prometeram em Santaclara, naquela praça da Igreja Matriz. Era fevereiro, eu veraneava em Capão, onde não tinha carteiros. Eu ia todas as manhãs ao chalé dos Correios, onde não havia sombra de epístolas ou missivas dirigidas a mim. Foi quando chegou uma prima de Santaclara e me entregou três envelopes perfumados de Toque de Amor.
Corri ao Meu Pontinho Bar, ordenei um Guaraná Caçula, me embriaguei instantaneamente de paixão. Naquele dia começava o Carnaval. Decidi que não ia.
Mas como é feio mentir, confesso que, pelas três da madrugada, a orquestra atacando com Tanto riso, / tanta alegria, morri de novo de paixão.
Ótimo para os municipários da Prefeitura de Porto Alegre e os demais clientes do banco por esse Brasil a fora e que de certo modo investem ou mantém suas economias no banco..? Por que não abrir uma linha de crédito geral então para todos os clientes do banco, sim porque eu não quero crer em corporativismo puro.. Me nego..
CORREIO DO POVO PORTO ALEGRE, TERÇA-FEIRA, 22 DE OUTUBRO DE 2002 Banrisul amplia financiamento habitacional
Túlio Zamin diz que plano cobrirá até 90% do valor
O Banrisul e a Prefeitura de Porto Alegre vão estender o financiamento habitacional oferecido pelo banco aos municipários da Capital. O convênio foi assinado ontem, liberando a nova operação nas agências da instituição. O presidente do Banrisul, Túlio Zamin, destacou que o diferencial, frente aos empréstimos habitacionais disponíveis no mercado, 'é a possibilidade de financiar até 90% do valor do imóvel, novo ou usado'. Além disso, destacou o dirigente, a taxa de juros nominais se distingue das estabelecidas pelos demais bancos, com uma redução de 1,5%. 'Para um prazo de 20 anos, a taxa de juros será de 10,5% ao ano', explicou.
O valor do financiamento vai depender da renda do municipário, com aproveitamento também da renda familiar do servidor. Poderá ser utilizada ainda a conta vinculada do FGTS para o financiamento habitacional. Segundo Zamin, a medida prevê que o débito das parcelas possa ser efetivado na conta-corrente, quando autorizado, o que permite a aplicação de um juro mais reduzido.
O Banrisul, em parceria com a Secretaria Municipal da Administração, está também estendendo o Cartão de Crédito do Servidor Público aos municipários. A taxa de manutenção do cartão é mensal, de R$ 3,00. 'Por isso, é 50% menor do que as demais anuidades cobradas pelas administradoras', salientou o dirigente. O Cartão de Crédito do Municipário mantém uma taxa de juros, atualmente de 5,8%, para compras parceladas e crédito rotativo, e de 4,8% para saques parcelados.
CORREIO DO POVO PORTO ALEGRE, TERÇA-FEIRA, 22 DE OUTUBRO DE 2002 Universidades públicas oferecem vagas
Uergs, UFSM e UFPel inscrevem no vestibular de verão
As universidades federais de Santa Maria (UFSM) e de Pelotas (UFPel) e a Universidade Estadual do Rio Grande do Sul (Uergs) são as únicas instituições públicas de Ensino Superior com inscrições ainda abertas ao vestibular 2003. A Uergs oferece 1.160 vagas em nove cursos de graduação, distribuídos em 22 cidades. Abertas ontem, as inscrições terminam dia 8 de novembro. Podem ser feitas nas agências do Banrisul, mediante taxa de R$ 55,00; ou pela Internet (www.uergs.rs.gov.br), com taxa de R$ 48,00. As provas ocorrerão nos dias 18 e 19 de janeiro de 2003. Informações sobre a Uergs e o vestibular de verão podem ser obtidas no site e pelos telefones (51) 3316-7174 e 3316-7230.
A UFPel, que oferece 1.392 em 34 cursos, encerra as inscrições no próximo dia 31, via Internet (www.ufpel.tche.br), com taxa de R$ 70,00; ou na agência do bairro Fragata, em Pelotas (taxa de R$ 100,00). As provas ocorrerão nos dias 7 e 8 de dezembro, às 8h. Detalhes no site da instituição ou pelo telefone (53) 222-4060.
Na UFSM, o prazo se estende até 8 de novembro e as inscrições poderão feitas nas agências da Caixa Econômica Federal (CEF), nas casas lotéricas ou pela Internet (www.ufsm.br/cooperves), com taxa de R$ 48,00. O Manual do Candidato, que custa R$ 5,00, já está disponível nas agências da Caixa. As provas da UFSM serão realizadas no período de 11 a 14 de fevereiro. Mais informes podem ser obtidos através do fone (55) 220-8000.
Agora voces já podem acompanhar a previsão do tempo aqui pelo Blog e saber a temperatura que está nesta city.
CORREIO DO POVO PORTO ALEGRE, TERÇA-FEIRA, 22 DE OUTUBRO DE 2002 Temporal causa estrago, e frio retorna ao RS Chuva com ventania deixou casas destelhadas e derrubou postes na região Metropolitana. Previsão é de temperaturas baixas
Mau tempo pode voltar a ocorrer nesta sexta-feira
A chuva e o vento forte, acompanhados da diminuição da temperatura, assustaram os porto-alegrenses na manhã de ontem. As rajadas de vento chegaram a quase 100 km/h na região metropolitana, onde choveu forte e houve intensa tempestade elétrica. Em Esteio, chegou a cair granizo. A mudança no clima foi provocada pela passagem de uma frente fria que se intensificou na região de Uruguaiana às 18h de domingo e que à meia-noite já alcançava a Grande Porto Alegre. Com a previsão de mais chuva e possibilidade de vento sul, órgãos municipais estão em alerta, segundo o coordenador do Centro Administrativo Regional Ilhas, Anderson Luís da Silva.
No início da manhã, o trânsito ficou lento em áreas da Capital. O Departamento de Esgotos Pluviais (DEP) registrou poucos pontos de alagamentos. Foram deslocadas equipes para atender chamados na Vila dos Papeleiros, na avenida Voluntários da Pátria, na avenida Silva Só e na Vila dos Sargentos. O telefone do DEP para emergências é: 3289-2200.
A Secretaria Municipal do Meio Ambiente atendeu a oito chamados de árvores tombadas e seis de galhos caídos em via pública. Na rua Ferreira Vianna esquina com a Felizardo Furtado, um cinamomo caiu sobre um carro. A CEEE - que atende à Capital e algumas cidades da região Metropolitana - registrou falta de luz em pontos isolados. A AES Sul teve problemas em São Leopoldo e Novo Hamburgo, devido à queda de um poste e de árvores na rede. Segundo a Rede de Climatologia Urbana de São Leopoldo, a temperatura mínima para hoje na região Metropolitana será de 9 graus centígrados. Amanhã fará ainda mais frio, chegando a 7 graus. Novos temporais podem ocorrer nesta sexta-feira.
La Fontaine sempre esteve certo, e aliás continua sendo válido aquela assertiva de quem vê cara não vê coração.
PORTO ALEGRE, TERÇA-FEIRA, 22 DE OUTUBRO DE 2002 Flávio A. Gomes
Ó MONO E O LEOPARDO
'Assistindo ao programa eleitoral gratuito, lembrei-me de uma fábula de La Fontaine, versejada por Silva Ramos, que resumo: 'O Mono e o Leopardo - O leopardo e o mono mostravam-se nas feiras, enchendo as algibeiras. Bradava o leopardo com entono: 'É conhecida a história da minha imensa glória. O próprio rei quis ver o meu pêlo esquisito e, ao contemplá-lo, ordenou que, no dia em que eu morrer, lhe façam um regalo da minha pele ondeada, zebrada, mosqueada'. Cada qual ia, olhava e nada mais, depois saía. E o macaco a gritar: 'Vinde, senhores, ver o rei dos escamoteadores. Deixai gabar-se o leopardo, que ele só tem variedade à flor da pele. Eu sei falar, cantar e rebolar, fazer caretas e partes, tudo isso por poucos vinténs e, o que importa, se alguém não agradar, ensino-lhe a porta'.' Conclui La Fontaine: 'Dou razão ao macaco. Na verdade, não me cativa a variedade no exterior. Ela chega a cansar a vista. O espírito, sim, não há quem lhe resista'.
Gostei desse e-mail que recebi da dona Carla Zanetti, continue enviando mensagens assim dona Carla e como diz no final do texto É preocupante que coisas grotescas, vulgares e obscenas cruzem livremente o ciberespaço, mas se voce decidir passar adiante esta mensagem, não a enviará para muitos de sua lista de endereços, porque não está seguro quanto ao que eles acreditam, ou o que pensarão de você.
Vale a pena.
Parem alguns minutos e leiam, e pensem sobre isso
Onde está a Perfeição de Deus?
No Brooklyn, Nova Iorque, Chush é uma escola que se dedica ao ensino de crianças especiais. Algumas crianças ali permanecem por toda a vida escolar, enquanto outras podem ser encaminhadas a escolas comuns. Em um jantar beneficente de Chush, o pai de uma criança fez um discurso que nunca mais seria esquecido pelos que ali estavam presentes. Depois de elogiar a escola e seu dedicado pessoal, perguntou ele: "Onde está a perfeição em meu filho Shaya? Tudo o que DEUS faz, é feito com perfeição. Mas meu filho não pode entender as coisas como outras crianças entendem. Meu filho não pode se lembrar de fatos e números como as outras crianças.
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12:13 AM
by Cassiano Leonel Drum
Onde está a perfeição de Deus?" Todos ficaram chocados com a pergunta e com o sofrimento daquele pai. Mas ele continuou: "Acredito que quando Deus traz uma criança especial ao mundo, a perfeição que Ele busca está no modo como as pessoas reagem diante desta criança". Então ele contou a seguinte história sobre o seu filho Shaya:
"Uma tarde Shaya e eu caminhávamos pelo parque onde alguns meninos que Shaya conhecia, estavam jogando beisebol. Shaya perguntou-me, você acha que eles me deixariam jogar"? Eu sabia das limitações do meu filho e que a maioria dos meninos não o queria no time. Mas entendi que se Shaya pudesse jogar com eles, isto lhe daria uma confortável sensação de participação. Aproximei-me em um dos meninos no campo e perguntei se Shaya poderia jogar. O menino deu uma olhada ao redor buscando a aprovação de seus companheiros de time.
Mas, mesmo não conseguindo nenhuma aprovação, ele assumiu a responsabilidade e disse: "Nós estamos perdendo por seis rodadas e o jogo está na oitava. Acho que ele pode entrar em nosso time e tentaremos colocá-lo para bater até a nona rodada ". Fiquei admirado quando Shaya abriu um grande sorriso ao ouvir a Resposta do menino. Pediram então que ele calçasse a luva e fosse para o campo jogar. No final da oitava rodada, o time de Shaya marcou alguns pontos, mas ainda estava perdendo por três. No final da nona rodada, o time de Shaya marcou novamente e agora com dois fora e as bases com potencial para a rodada decisiva, Shaya foi escalado para continuar. O time deixaria Shaya de fato rebater nesta circunstância e jogar fora a chance de ganhar o jogo? Surpreendentemente, foi dado o bastão Shaya. Todo o mundo sabia que isto seria quase impossível, porque ele nem mesmo sabia segurar o bastão. Porém quando Shaya tomou posição, o lançador se moveu alguns passos para arremessar a bola de maneira que Shaya pudesse ao menos rebater. Foi feito o primeiro arremesso e Shaya balançou desajeitadamente e o perdeu.
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12:08 AM
by Cassiano Leonel Drum
Um dos companheiros do time de Shaya foi até ele e juntos seguraram o bastão e encararam o lançador. O lançador deu novamente alguns passos paralançar a bola suavemente para Shaya. Quando veio o lance, Shaya e o seu companheiro de time balançaram o bastão e juntos rebateram a lenta bola do lançador. O lançador apanhou a suave bola e poderia tê-la lançado facilmente ao primeiro homem da base, Shaya estaria fora e isso teria terminado ojogo. Ao invés disso, lançador pegou a bola e lançou-a em uma curva, longa e alta para o campo, distante do alcance do primeiro homem da base.
Então todo o mundo começou a gritar: "Shaya, corra para a primeira base. Corra para a primeira". Nunca em sua vida ele tinha corrido... Mas saiu em disparada para a linha de base, com os olhos arregalados e assustado. Até que ele alcançasse a primeira base, o jogador da direita teve a posse da bola. Ele poderia ter lançado a bola ao segundo homem da base o que colocaria Shaya para fora, pois ele ainda estava correndo. Mas ojogador entendeu quais eram as intenções do lançador, assim, lançou a bola alta e distante, acima da cabeça do terceiro homem da base. Todo o mundo gritou: "Corra para a segunda, corra para asegunda base".
Shaya correu para a segunda base, enquanto os jogadores à frente Dele circulavam deliberadamente para a base principal. Quando Shaya alcançou a segunda base, a curta parada adversária, colocou-o na direção de terceira base e todos gritaram: "Corra para a terceira". Quando Shaya contornou a terceira base, os meninos de ambos os times correram atrás dele gritando: "Shaya, corra para a base principal".
Shaya correu para a base principal, pisou nela e todos os 18 meninos o ergueram nos ombros fazendo dele o herói, como se ele tivesse vencido o campeonato e ganho o jogo para o time dele. "Naquele dia, "disse o pai com lágrimas caindo sobre a face "aqueles 18 meninos alcançaram a Perfeição de Deus". Eu nunca tinha visto um sorriso tão lindo no rosto do meu filho!"
O fato é verdadeiro e ao mesmo tempo nos causa tanta estranheza! Entretanto, há pessoas que enviam mil piadas por e-mail e elas se Espalham como fogo, mas quando enviamos mensagens sobre algo bom, as pessoas pensam duas vezes antes de compartilhá-las. É preocupante que coisas grotescas, vulgares e obscenas cruzem livremente o ciberespaço, mas se voce decidir passar adiante esta mensagem, não a enviará para muitos de sua lista De endereços, porque não está seguro quanto ao que eles acreditam, ou o que pensarão de você.
Estamos mais preocupados sobre o que as outras pessoas pensam de nós, do que com o que Deus espera de nós. Mas, tenhamos a certeza que, se quisermos, poderemos transformar nossas vidas e fazer sempre o melhor para todas as pessoas.
No dia 26, próximo sábado temos festa do halloween no CCAA. Como domingo haverá eleições é bom não exagerar na fantasia, caso contrário correr-se-á o risco de não se achar o caminho da zona eleitoral e até da urna. Mas não deixa de ser outra oportunidade para o povo se integrar e aproveitar a noite de sábado que aliás como as demais passam céleres.
Na verdade a segunda começou assim com aquela chuva outra vez, que já é uma constância. Agora a noite caiu muito a temperatura e amanhã deverá estar super frio para essa primavera. Enfim retomamos as aulas de ingles depois do feriado do dia do professor e as notas da prova não foram muito legais, contudo administráveis, é só melhorar para a segunda prova. Como tenho que estudar deixo-as com essas figurinhas que espero voces gostem.
Recebido por email da kelly Coimbra. Boa semana dona kelly espero que com menos chuva no nosso Estado.
Superando as Dificuldades do Amor!!!
São diversas as causas em relacionamentos difíceis: dificuldades sexuais, incompatibilidade de temperamento, diferenças religiosas, influencia de terceiros, cultura, faixa etária e etc. Nem sempre a solução para um relacionamento é adequada para um outro. Para resolver problemas no relacionamento, é preciso ter um pouco de tato, quando a gente entra em um relacionamento, acredita que ele vá da certo, acredita na confiança, no dialogo e na dedicação do outro. Se não encontrar alguma razão pra esse amor sofrido, um afastamento temporário pode ser a solução. Muitas pessoas só dão valor a um amor quando perdem. Saiba que sentimentos podem ser mudados. Você que não esta dando a devida atenção à pessoa amada pense nisso! A vida é tão dinâmica que essa pessoa pode se cansar de sofrimento, de longas ausências, ou desrespeito e sair da sua vida. Já pensou nisso??? Todos nós temos nosso limite para dor e sofrimento. Depois que a pessoa amada for embora, não adianta chorar... Nós somos feitos de carne e osso. Somos frágeis e fortes ao mesmo tempo. A esperança tem que fazer parte da nossa vida sempre!!! Esperança de encontrar um Amor e um relacionamento saudável, onde nenhum dos parceiros domina o outro, mas onde haja respeito, vinculo e confiança. O perdão é um dom divino. Muitas vezes por causa do orgulho mesquinho, evitamos o perdão e desistimos de alguém que amávamos. Pense sempre em você, na sua auto-estima. Sofrimentos em nossa vida são passageiros, você é responsável por suas escolhas e pelos seus acertos e erros. Só você é responsável por sua Felicidade!! A vida a dois pode ser muito boa se, mesmo sendo romântico(a), tiver os pés fincados na realidade, vendo seu companheiro(a) como uma pessoa querida, mesmo com seus defeitos, assim como você. Sabendo que todo relacionamento nem sempre vive todos os dias em instantes maravilhosos. Momentos de paixão se alternam com outros mais serenos, dias de desentendimentos, mau humor, diferenças de opinião, fases prósperas e fases difíceis. A superação de todos esses obstáculos será o termômetro que medira o Amor do Casal!!!!!
Aprenda a Ser Feliz, você consegue!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Voces verificam que mesmo com chuva o número de pessoas superou em muito a expectativa. Foram 35 mil pessoas ao Show. Parabéns a dupla que consegue isso embora a situação adversa do tempo.
CORREIO DO POVO PORTO ALEGRE, SEGUNDA-FEIRA, 21 DE OUTUBRO DE 2002 Sandy e Junior levam fãs ao delírio no Beira-Rio A versatilidade da dupla foi conferida por cerca de 35 mil pessoas
A chuva não diminuiu a animação das crianças, maioria do público de 35 mil pessoas, no show de Sandy & Junior, sábado à noite, no Estádio Beira-Rio. A cada passagem de som, sombra na cortina ou aparições da dupla nos telões, a gritaria era geral. O tempo parece ter se compadecido e, às 19h50min, com a lua brilhando no céu, a platéia clamava o 'vim aqui só para te ver'. Diferentes figurinos e cenários ilustravam o espetáculo dos irmãos que, em 12 anos de carreira, conquistaram um fiel público.
Crianças e adolescentes se desesperavam para levar presentes (muitos ursinhos) até o palco e terem seus cartazes lidos pelos ídolos. A 'musa' não deixou por menos e leu alguns, inclusive de uma menina de 17 anos que estava de aniversário e pediu uma foto ao lado da dupla. Nestas conversas com a platéia, Sandy falou do novo hobby: 'meu irmão está me ensinando e o violão foi meu pai que me deu.' O fundo musical é da canção de Roberto Carlos, 'Como é Grande o Meu Amor Por Você', que levou pais dos fãs a cantarem junto. Os dotes do irmão também surgiram em competição travada com o baterista do grupo. A percussão eletrônica de Junior fez a platéia feminina ir ao delírio.
Para você que tem conta em banco ou pretende te-la a matéria abaixo é bem esclarecedora sobre os custos que isso representea.
CORREIO DO POVO PORTO ALEGRE, SEGUNDA-FEIRA, 21 DE OUTUBRO DE 2002 Tarifas bancárias variam 2.000% Preços cobrados por instituições financeiras mostram fortes disparidades, revelam as pesquisas
Comparar preços é importante para o consumidor
São Paulo - Desde 1996, as instituições financeiras do país estão autorizadas a cobrar o que quiserem pela maioria dos serviços que podem ser tarifados. A liberação das taxas bancárias, porém, acabou provocando uma grande disparidade entre os valores cobrados pelos bancos. Pesquisas realizadas pelo Instituto Brasileiro do Consumidor (Idec), Procon e outras instituições apontaram variações de valores superiores a 2.000% para o mesmo serviço. Comparar as tarifas tornou-se, portanto, um cuidado indispensável para que o consumidor não acabe perdendo o seu dinheiro.
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11:20 AM
by Cassiano Leonel Drum
O Idec identificou serviços e comparou as cestas oferecidas, em maio deste ano, por quatro bancos privados - Bradesco, Itaú, ABN/Banco Real e Banespa/Santander - e dois públicos - Banco do Brasil (BB) e Caixa Econômica Federal (CEF). Conforme o levantamento, as diferenças de preços entre as cestas variam principalmente pela freqüência de utilização dos serviços. Entre as instituições citadas, a CEF oferece a melhor relação custo x benefício, ou seja, o melhor valor em relação aos serviços oferecidos. Levando em conta o preço das cestas no caso de um correntista com movimentação limitada a saques e depósitos, o Bradesco tem a opção mais barata, de R$ 2,80, e o Itaú a mais cara, R$ 4,50.
Em quantidade de serviços, os bancos públicos trazem mais opções aos correntistas do que os privados. Se o cliente costuma usar muitas folhas do talão de cheques, é útil saber que algumas instituições financeiras cobram pela emissão de cheques a partir de determinado número de transações. A Cesta Básica do Itaú, por exemplo, permite emissão de oito cheques e cobra R$ 0,90 por documento emitido a partir do nono. Já o BB e o Itaú não cobram custo adicional pelo talão de cheques, mas o ABN/Amro fixou o valor de R$ 15 pelo serviço.
Os bancos também respondem por algumas particularidades. Uma é a chamada Cesta Especial da CEF, que permite ao correntista emitir dois 'cheques inferiores' e um doc. O ABN/Banco Real é o único que limita o número de consultas de saldo nos caixas. O Idec orienta o consumidor pelo telefone (11) 3874-2152 ou via site www.idec.org.br.
Para aqueles leitores de mais longe e que muitas vezes teem dúvidas sobre o termo "Gaúcho".
PORTO ALEGRE, SEGUNDA-FEIRA, 21 DE OUTUBRO DE 2002 Flávio A. Gomes
O GAÚCHO
Li nesse fim de semana 'A Saga dos Guaranis', bela obra do colega Paulo Ramos Derengoski, que trabalha em Lages. Nela, uma referência ao gaúcho. Comentei-a com Paixão Côrtes, que a achou fiel e apropriada. Há vários gaúchos: os preados nas estâncias, os serranos, os de Corrientes e Buenos Aires, os de Urquiza, os soldados de Rosas, Garibaldi, Rivera, Lopes, Campbell, de Saraiva e os de Artigas. A origem do termo 'gaúcho' sequer conhecemos. Viria do canto triste do grilo - o guahú dos guaranis, ou do basco gauche, o lado esquerdo do corpo. Ou do terneiro sem mãe, o 'guacho'. Ou, talvez, de alguma corruptela quíchua. Só se sabe que o gaúcho simboliza a civilização do couro. Desgarrava o gado alçado para retirar-lhe o couro e o sebo dos rins. Era esplêndido cavaleiro e mereceu de Garibaldi a frase famosa: 'Dai-me um esquadrão de cavalaria gaúcho e eu conquistarei o mundo'.
De onde vem o tiro Nosso tiro vem de uma arma roubada, de um moleque drogado, de um assalto besta. Não há um psicopata solto treinando tiro ao alvo
¿Eu vivo sem saber até quando ainda estou vivo/sem saber o calibre do perigo/ eu não sei de onde vem o tiro." Com estes versos começa a música O Calibre, que abre o novo disco dos Paralamas do Sucesso. Uma boa letra, que reflete a vulnerabilidade geral. Hoje estou aqui escrevendo, mas amanhã um tiro pode me subtrair, e olha que eu nem moro nos arredores de Washington.
Você lerá esta crônica quase uma semana depois de ela ter sido escrita. Como a polícia norte-americana é reconhecida por sua eficiência, há uma razoável chance de o franco-atirador, que até agora matou aleatoriamente nove pessoas, já estar preso enquanto você lê este jornal. No entanto, pra mim ainda é dia 15, ele ainda está solto, ele ainda é uma ameaça para os moradores da capital dos Estados Unidos, ele ainda faz a população se recolher em casa, já que ninguém por lá sabe de onde vem o tiro. Eu e você ao menos sabemos de onde ele vem.
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11:12 AM
by Cassiano Leonel Drum
Nosso caso é um pouco diferente. Não há um psicopata à solta usando a gente pra treinar tiro ao alvo, nossa violência não tem esses refinamentos: um único disparo, uma van branca, recompensas em dinheiro. Nosso tiro vem de uma arma roubada, de um moleque drogado, de um assalto besta em que a gente se assustou, deixou o carro engatado, o moleque desconfiou e, por estar com mais medo que nós, apertou o gatilho: bang.
Nosso tiro vem da estrada, vem de uma sinalização deficiente, de um buraco fundo no asfalto, de um acostamento que não existe, de um motorista alcoolizado que entra em pista dupla: lá vem ele na contramão, à bala.
A gente sabe de onde vem o tiro. O tiro vem de uma série de omissões, o tiro vem do desvio de verbas e do desvio de vidas, o tiro vem da falta de investimento em segurança, o tiro vem do crescimento do tráfico de drogas, o tiro vem do fácil acesso às armas, o tiro vem da deseducação, do stress, da histeria coletiva. Que saudade quando ¿dar um tiro" era apenas uma gíria para cantada.
Os moradores de Washignton estão passando por uma crise momentânea de insegurança, estão reféns de uma única e alucinada criatura, e contando os dias para ter sua normalidade de volta. Terão, cedo ou tarde. Nós, a menos que muita coisa mude nesse país, continuaremos na mira.
Todo mundo já ouviu falar em ¿lounge¿. A palavra de origem inglesa entrou no dicionário dos modernos para definir tendências e também um estado de espírito. No dicionário, lounge significa ¿um aposento dentro de casa particular ou de edifício público destinado ao lazer¿ ou ¿um divã comprido¿.
O termo lounge surgiu na moda como um sinônimo de um som relaxante de bases eletrônicas, no princípio da cena rave inglesa, no final dos anos 80. Após uma noitada de sons chapantes e hipnóticos, nada melhor do que aproveitar um clima relaxante atirado em confortáveis sofás. A tendência foi parar em Ibiza. Foi pelo Café Del Mar que o conceito foi difundido.
A decoração também é importante nesse conceito. Espaços comerciais, lojas, bares, hotéis, restaurantes e residências adotaram ambientes amplos e jogos de sofá com design para acomodar com um toque atual os velhos encontros entre amigos.
Hoje o termo é usado como sinônimo da modernidade e elegância em muitos momentos e até a moda começa a absorver os requisitos básicos do lounge: conforto, design e utilidade. As coleções internacionais lançadas para o inverno 2003, abaladas pelos atos terroristas na América, mostraram roupas convencionais, sóbrias na modelagem e cores. Uma valorização para as peças básicas e clássicas consagradas de outras estações em uma leitura relaxadamente elegante.
As feras já estão em todas as vitrinas, prontas para o ataque. Quem não consegue resistir ao apelo do mundo selvagem terá o verão ideal. Como nunca, as estampas animais dominam tudo, da roupa ao acessório. Mas nem todos os animais selvagens são fáceis de domar. Algumas estampas exigem cuidados para não arranhar o bom senso.
Onça ¿ a onça é a mais tradicional das estampas animais. É menos chamativa por apresentar discrição no desenho e menor contraste entre suas cores. É a estampa animal que melhor aceita coordenações com cores fortes ou outros desenhos. Combina com jeans e tecidos naturais.
Tigre ¿ utiliza diversos tons de marrom que podem se aproximar do preto ou do alaranjado, que a tornam mais sóbria. Ideal para combinar com jeans, naturais, tonalidades de marrom, preto, laranja, ocre, bege e outras cores claras.
Zebra ¿ fazendo curvas ou em linhas retas, as listras zebradas não formam um desenho uniforme e chamam a atenção. Por isso, são indicadas para detalhes ou pequenas peças. Aceitam cores fortes e estampas florais. Podem ser coordenadas com preto e tons neutros, como o cáqui. Em detalhes, pode ser usada com outras estampas animais.
Cobra ¿ de todas as estampas animais, é a padronagem mais discreta. Em acessórios ou roupas, combina com as mais variadas cores e estilos e é sempre considerada de muita classe. Existe o lézard (lagarto) e o crocodilo, que também entram na categoria ¿fácil de usar¿.
Vaca ¿ nada selvagem, mas perigosa no uso. As grandes manchas irregulares aumentam a silhueta. Ao usar, adote em pequenas peças, sempre combinadas com uma das cores principais.
A Bélgica, um país menor que o Rio Grande do Sul, é o maior centro de novos estilistas. Mesmo com nomes difíceis de pronunciar, os belgas tornam-se cada dia mais conhecidos. Anote alguns fundamentais: Ann Deemulemeester, Walter van Beirendonck, Véronique Branquinho, Olivier Theysken (darling da Madonna), Martin Margiela, Dirk Bikkembergs, Dries van Noten, Dirk van Saene e Marina Yee. Alguns já têm o status de grifes como Saint Laurent ou Dior.
Todos esses talentos vivem entre os 450 mil habitantes de Antuérpia, segundo maior município do país, cidade natal de outros artistas, como Rubens e Van Dyck, e rival histórica da Inglaterra no comércio de têxteis. O fato de a cidade ser um catálogo de novos estilistas tem outro motivo: é a sede de uma das melhores escolas de arte do mundo, a Escola Real de Belas Artes da Antuérpia. Nos anos 60, a instituição criou um departamento de moda, que seria um alinhavo para o estilo belga virar mania no universo fashion. A escola é rigorosíssima. Dos 160 estudantes de todo o mundo que participam do curso, apenas oito se formam ao fim de quatro anos.
Estilistas e jornalistas de moda visitam Antuérpia não só em busca de novos talentos e idéias, mas também para absorver todo o conceito inovador que os designers utilizam na decoração das lojas e na comercialização das peças.
É meu caro Barrinuevo, a situação não está crítica, deverá ficar, só o tempo dirá.
barrionuevo.colunistas@zerohora.com.br 21/10/2002 Radicais gaúchos ganham repercussão nacional Revista Veja destaca influência de Raul Pont, Luciana Genro e outros no governo Lula
A revista Veja desta semana retrata o desafio que terá Lula pela frente para conter as alas revolucionárias, que representam em nível nacional algo em torno de 30% do PT, que ficaram silenciosos durante a campanha e que vão cobrar a fatura. A brigada vermelha tem sua principal base no Rio Grande do Sul, com o controle de mais de 60% do partido, através de correntes como a Democracia Socialista, Articulação de Esquerda, o Movimento Esquerda Socialista e outras facções menores. Na bancada federal, dos oito deputados do RS, seis integram o grupo radical. Estarão em Brasília para cobrar de Lula a promessa feita no Fórum Social de fazer um governo de transição para o socialismo.
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10:58 AM
by Cassiano Leonel Drum
Trotskistas e leninistas vão cobrar fatura de Lula
¿Marxistas, leninistas e trotskistas que compõem o coração radical do PT se preparam para cobrar sua fatura¿, destaca a revista a partir do silêncio obsequioso da ala vermelho-vivo, que pretende assegurar no mínimo um ministério. As tendências radicais, que chegarão fortalecidas se houver uma aprovação nas urnas do governo Olívio, têm bandeiras em comum. Segundo Veja, defendem a expropriação do patrimônio da grande burguesia, a reestatização de empresas privatizadas, o amordaçamento da imprensa (sob o eufemismo de ¿controle social dos meios de comunicação¿), a abolição final do mercado.
¿A recente conversão de Lula às regras do capitalismo soa como heresia imperdoável a esses apóstolos do socialismo. Eles esperam, sinceramente, que tudo não tenha passado de teatrinho. Caso contrário, se preparam para cobrar sua fatura do companheiro presidente¿. É o que tem dito Luciana Genro.
Luta eleitoral é apenas uma etapa para a conquista do poder
A reportagem que ocupa sete páginas e a capa de Veja, diz: ¿Para os extremistas, a luta eleitoral seria apenas uma etapa necessária na conquista do poder. Depois de vencida essa fase, seria possível prescindir da democracia representativa. Nenhum petista hoje em dia fala abertamente nesses termos, mas alguns não escondem seu desprezo pelas instituições da República e afirmam que, para aprovar seus projetos, Lula deveria contar com a voz das ruas em vez de tentar construir a maioria no Legislativo¿. Entrevistado, o ex-prefeito Raul Pont ¿espera que Lula não tente fazer mais alianças espúrias¿. Luciana Genro, outro destaque da reportagem de capa, já lançou João Pedro Stédile, líder do MST, como candidato a presidente da República. A revista lembra texto da filha de Tarso Genro em que define as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), recebidas em audiência pelo governador e convidadas para o Fórum Social Mundial, como ¿principal expressão da luta dos camponeses da Colômbia e do movimento de massas¿. Veja também refere a ¿inspiração radical¿ do governo Olívio, mesmo não estando hoje alinhado a nenhuma tendência.
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10:57 AM
by Cassiano Leonel Drum
Vinho bom para fazer sagu
Depois que Lula degustou um Romanée-Conti de R$ 6 mil para festejar o bom desempenho no último debate (no primeiro turno), o vinho passou a fazer parte da campanha dos dois presidenciáveis em visita ao Estado, sexta-feira.
No comício em Porto Alegre, o petista ironizou seus críticos:
¿ Ninguém nunca escreveu quando o Lulinha tomava Capelinha, aquele vinho bom para fazer sagu. Mas muita gente pensou: como esse pernambucano de Garanhuns pode tomar um vinho tão caro? O que é um grande preconceito.
Alguém da platéia alcançou uma garrafa de plástico contendo, segundo Lula, ¿vinho do bom¿. Precavido, Lula tirou a tampa, cheirou o que tinha ali dentro e passou o presente ao governador Olívio Dutra, um connaisseur. Decepcionou os fotógrafos, que esperavam que um dos dois empinasse a garrafa provando o vinho que, segundo Lula, ¿era do tipo bom para fazer sagu¿.
No almoço, Serra fez questão de provar um cabernet sauvignon da Miolo, destacando a qualidade do vinho gaúcho.
Mirante
¿ O PPS desativou a equipe jurídica deixando candidatos com processos na Justiça jogados à própria sorte. Apenas o presidente do partido, Nelson Proença, e o ex-governador Antônio Britto, derrotado no primeiro turno, serão atendidos pela equipe que tem à frente Sérgio Porto.
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10:57 AM
by Cassiano Leonel Drum
¿ Quando o grupo do PMDB tomou conta do PPS, foram alijados antigos companheiros, com menos peso político. Poderosos e despontando nas pesquisas com possibilidade de governar o RS, os egressos do PMDB levaram suas assessorias, seus advogados. Há um clamor contido até domingo. Alguns remanescentes entendem que o PPS foi usado como sigla de aluguel.
¿ O deputado João Osório (PMDB) vai à tribuna denunciar hoje o uso de um grupo da Colônia São Pedro (antigo Hospital Psiquiátrico) em campanha no Parque da Redenção, ontem. Deficientes mentais teriam sido usados numa manifestação.
¿ Houve um encontro secreto, sexta-feira, no Rio, no apartamento de Brizola, reunindo Pedro Ruas, Vieira da Cunha e o presidente estadual do PMDB, Cezar Schirmer. Em entrevista a Lasier Martins, Brizola deixou clara sua preferência por Rigotto, com o objetivo de mostrar que a opção de Pedro Ruas não traduz a sua opinião.
¿ Pedro Ruas anuncia hoje seu apoio a Tarso. Se Tarso for eleito, deverá integrar a equipe de governo do petista.
¿ Ruas foi o único secretário do PDT que deixou o governo Olívio, acompanhando o partido. Foi, seguramente, uma decisão muito sofrida.
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10:56 AM
by Cassiano Leonel Drum
Se for efetivada a opção pública por Tarso, é provável que Ruas siga a postura de Vieira da Cunha, que renunciou à presidência no momento em que suas restrições ao apoio à Britto no primeiro turno não traduzia o pensamento do partido.
Serra se articula para agredir o Estado e o povo gaúcho, num exemplo de amizade política clara com Rigotto.
Ele (referindo-se a Rigotto) posa como se fosse o candidato da paz e da união, mas opera como o candidato do ódio, demonstrando que quer radicalizar a política no Estado.
O que Rigotto pensa do Rio Grande e do povo gaúcho não está sendo dito por ele, mas, a pedido dele, pelo candidato Serra.
Eles estão enganados se acham que vão nos intimidar agindo como Fernando Collor. Vamos responder a eles com propostas, processos judiciais e nas ruas, com a nossa militância.
Isto é a pior baixaria política que ocorreu aqui no Estado. Nem Antônio Britto chegou a tanto, mas seu discípulo sim.
Nem a tempestade que caiu em Santa Cruz do Sul, no Vale do Rio Pardo, na tarde de ontem, afastou o senador eleito Paulo Paim (PT) de seus simpatizantes. Na saída do Parque de Exposições da Oktoberfest, Paim foi cercado pelos militantes do partido e não foi poupado de um banho de chuva.
O secretário Luiz Marques é um dos dirigentes culturais convidados para o ato de lançamento do programa de Lula, que contará com intelectuais e artistas de todo o país, hoje, no Rio de Janeiro. O secretário tem conduzido a cultura no Estado e, ao mesmo tempo, participado ativamente da campanha de Tarso Genro, com capacidade de elaboração teórica e prática. Aproveitará o encontro para recolher adesões nacionais para o candidato petista ao governo gaúcho.
O meu amigo Eduardo Delgado, fumante contumaz, quando ele vai comprar cigarro e o vendedor lhe entrega a carteira com essa foto aí, ele devolve:
¿ Essa, não. Quero aquela que dá câncer, por favor.
Quer dizer: a campanha está funcionando. Mas talvez seja porque o Eduardo não olha bem para a foto, de tanto medo que tem da ameaça. Se olhasse, repararia que o drama ali estampado é de natureza diferente de um simples caso de impotência.
Veja.
O marido falhou, certo. Vê-se que está chateado. No entanto, não parece desesperado. Ele apenas fita o Nada (sem ironia), tristonho, meditabundo. Já a mulher... A mulher prende a cabeça entre as mãos, arrasada. Mais: está irritada. Como se pensasse:
¿ Não acredito que esse cara broxou de novo!
É provável inclusive que eles tivessem acabado de sair de uma discussão.
¿ Eu te disse pra tu parar de fumar!
¿ Ah, mulher, não me enche o saco...
¿ Impossível. Esse saco está sempre vazio.
¿ A culpa não é só minha. Essa tua mania de andar sempre de abrigo. Como é que vou ficar excitado com uma mulher que anda sempre de abrigo?
¿ A culpa não é do abrigo, é do cigarro, seu broxa!
¿ Que é isso, mulher???
¿ Broxa! Broxa! Broxa!
Você compreendeu, não? Ela não deu o mínimo apoio ao coitado nessa hora tão difícil. Poderia ter sido compreensiva:
¿ Isso acontece, nada no mundo é como a gente quer, da próxima vez funciona...
Mas, não. Ela foi inflexível. Ela foi cruel. Lembrou-me a minha amiga Denise.
A Denise era linda. Cabelos e pele da cor do mel. Pernas compridas e fortes, que ela cuidava de manter sempre bem expostas. Denise. Os homens uivavam quando a viam. Sentiam-se atraídos instantaneamente por ela. Era alguma coisa animal, algum cheiro, algum gesto dela que fazia os homens rosnarem de desejo.
Bem.
Certa feita, Denise seduziu um homem mais velho. Um executivo. Daqueles sujeitos charmosos, com uma aparência de bom sucesso que impressiona os homens e atrai as mulheres.
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10:53 AM
by Cassiano Leonel Drum
Ele levou a Denise para um jantar suntuoso. Em seguida, foram para um hotel cinco estrelas, que ele previa uma noite de prazeres nababescos. Tiraram as respectivas roupas. A Denise em sua nudez de fanfarras e fogos de artifício, e ele... ele apresentou-se com um pequeno membro, vazio, desanimado, sem elã, sem viço. Denise olhou para aquela vírgula anêmica e desatou a rir. Subiu na cama, pulava no colchão, ria, apontava para suposta virilidade do executivo e mangava:
¿ É isso aí? É isso aí?
Claro que o pobre foi acometido pelo mesmo mal que o fumante aí ao lado: broxura total.
Por quê?
Porque a Denise debochou da masculinidade dele. Foi tão malvada quanto a mulher do nosso fumante flácido.
Nessas situações constrangedoras, o homem precisa de apoio, não de críticas. Apoio, entendem?
É o que digo à torcida colorada. Nesse momento em que tudo parece perdido, a vaia sistemática só piora as coisas.
Façam esse time ficar ereto. Dêem-lhe apoio. APOIO!
Que semana
A semana começou estranha. Segunda-feira, fiquei sabendo da história do: Continua
Existe um tarado por pé, aqui em Porto Alegre. Atua nas imediações da Praça da Encol. Ele se aproxima das meninas, geralmente ninfetas, e oferece:
¿ Te dou cem reais, se tu me deixar beijar o teu pé.
A princípio, a reação delas é de repulsa.
¿ Sai pra lá, meu!
Mas ele insiste, mostra o azul da cédula.
¿ É só beijar, nada mais.
A garota vacila:
¿ Só beijar?
¿ Só.
¿ Mas não vou tirar o sapato.
¿ Não precisa.
¿ Passa o cenzinho.
Ele entrega a nota. Ajoelha-se. E fica:
¿ Smac, smac, smac. Que delícia! Mnnnn, smac, smac, que delícia! Mnnnnnnn...
Enquanto a menina mostra a nota para a torcida, vitoriosa.
Algumas, donas de pés mais formosos, chegam a regatear até conseguir um preço melhor. O Tarado do Pé paga, dá lá suas lambuzadas no pé da moça e vai embora sem maiores reivindicações. É inofensivo, parece. Na terça a da: Roleta Gay
É que os gays agora estão fazendo uma espécie de roleta russa. Eles se reúnem para uma festa. Alguns dos convivas têm AIDS. Só que ninguém sabe quem está contaminado e quem não está. No decorrer da noite, uns transam com os outros, que coisa. Saem da festa em dúvida ¿ quem terá sido sorteado com o vírus mais famoso do século 21?
E na quarta, durante o jogo do Grêmio, vi o seguinte: a certa altura do primeiro tempo, o Coritiba imprimiu uma pressãozinha e um jogador gremista, em estado de pânico, resolveu afastar a bola para longe dele. Estavam ambos, o jogador e a bola, na intermediária de defesa do Grêmio. Ele deu um chutão na pobrezinha. Ela subiu, subiu, mas subiu! Olha, eu moro no nono andar. Se aquele chute tivesse sido dado na calçada do meu edifício, eu poderia ter pego a bola da janela.
Depois de subir tudo isso, como imaginei que aconteceria, a bola desceu. Desceu, desceu, desceu.
Gostei desse David Brooks com seu livro "Bubos no Paraíso" da Editora Rocco e que custa sem os descontos R$32,00 e tem apenas 268 páginas. E é Bubos mesmo, não Bobos como coloquei abaixo.
No Brasil, caras-pintadas sumiram depois do episódio que terminou com, a renúncia de Fernando Collor LUIZ ZANIN ORICCHIO
Brilhantes, agradáveis, charmosos - e muito, muito conformistas.
São assim os universitários norte-americanos, descritos pelo jornalista David Brooks em longo artigo da Atlantic Monthly. Brooks faz questão de frisar que fala não de jovens comuns, médios, mas de estudantes de Princeton, a elite americana, os futuros dirigentes do país. Gente que, provavelmente, estará no poder daqui a 20 anos.
Como vivem esses estudantes? São dominados por uma agenda sobrecarregada.
Dormem tarde da noite (ficam navegando na Internet, claro) e acordam cedo.
Madrugam para praticar esportes, ir às aulas, estudar, freqüentar cursos paralelos, etc. Workaholics, define o jornalista. A tal ponto que confessam não ter tempo para ler jornais ou se interessar pela política nacional. Continua
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7:31 PM
by Cassiano Leonel Drum
Militar politicamente, então, nem em sonho. Os estudantes estão preocupados mesmo é em digerir a enorme massa de informações disponível. Sobra pouco tempo para debater o que aprendem. Aliás, não discutem entre si. O jornalista ficou espantado ao ver que os rapazes e as moças almoçam rapidamente e vão cuidar dos seus afazeres. Ninguém perde tempo à mesa discutindo fórmulas para mudar o mundo. Aliás, além de não terem tempo para perder, não têm nenhum desejo de modificar um mundo no qual se sentem à vontade, e ao qual estão perfeitamente adaptados.
O diagnóstico do jornalista: mais do que aconteceu com qualquer geração norte-americana anterior, inculcou-se nesta uma idolatria do sucesso a qualquer preço. Brooks fica chocado com "esta ética do êxito e a calma aprovação da ordem estabelecida que domina a elite estudantil". Os jovens não se revoltam contra o "sistema". Desejam se apropriar desse sistema e se dobram sem pudor às exigências da ascensão social. Em outros termos, respeitam as regras do jogo e não têm a menor intenção de mudá-las.
E por que o fariam? Nasceram entre 1979 e 1982. O muro de Berlim caiu quando tinham menos de 10 anos. Foram poupados de qualquer experiência direta de conflitos mundiais mais sérios e da guerra fria. O Vietnã não é nem um retrato na parede. E não dói. Cresceram num mundo de prosperidade, o dos Estados Unidos durante os anos 80 e 90. Esse mundo, segundo o jornalista, criou categorias mentais diferentes, que precisam ser entendidas.
Não se trata mais de conflito ou abismo de gerações (generation gap), mas de algo mais profundo. Uma mudança radical de cosmovisão. Nos anos 60, as discussões estudantis se davam entre os "engajados" e os "alienados". Hoje, nem mesmo essas categorias existem mais. Nem em termos políticos nem culturais: "Eles cresceram num mundo no qual a contracultura e a cultura de massa se dissolveram uma na outra e terminaram por se amalgamar", escreve.
Desse modo, fica difícil dizer se os jovens são conservadores ou rebeldes.
Não são nem uma coisa nem outra, pois ultrapassaram essas qualificações. Continua
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7:31 PM
by Cassiano Leonel Drum
Decepção - Não há condenação explícita, ou julgamento moral, nessa constatação de Brooks. Apenas - sente-se isso no texto - certa decepção. Brooks acha que o país estará em boas mãos quando esses jovens assumirem os postos de comando no futuro. Estarão bem preparados, são inteligentes, generosos, informados. Mas falta-lhes alguma coisa, em sua opinião. Um certo grão de sal. "Naquele mundo onde o bem afrontava o mal, os desafios eram mais importantes, as conseqüências dos atos de cada um eram mais sérias, e os objetivos, mais nobres." Os jovens americanos, diz Brooks, perderam esse sentido nobre da existência, a vontade de mudar o mundo e se opor a uma sociedade que lhes pareça injusta. Trocaram a épica juvenil pela madura prática do êxito.
Diferentemente dos colegas americanos de Princenton, os nossos não atravessaram duas décadas de prosperidade, não sabem o que é estabilidade econômica prolongada e nem têm motivos concretos para vislumbrar um futuro pessoal brilhante. Como os americanos, os brasileiros também se revoltaram durante os sixties. Aqui vivia-se uma ditadura militar, a esquerda estudantil radicalizou e parte dela ingressou na luta armada. Com o refluxo do movimento estudantil pós-AI-5, só se voltou a ouvir falar em rebeldia juvenil em 1992, com os caras-pintadas pedindo a renúncia de Collor. Com Collor fora, voltaram aos livros, por assim dizer. Recentemente, o protesto ganhou a forma inédita (aqui) da bunda pintada, versão tupiniquim do "kiss my ass" americano, expressão que não pode ser traduzida literalmente.
Não dá para transportar uma realidade para outra. Mas seria interessante ver a quantas anda o coeficiente de rebeldia/conformismo dos universitários brasileiros. Afinal, se a realidade descrita por Brooks é bem diferente, sua preocupação vale em qualquer latitude. Ele acha que uma sociedade em que jovens de 20 anos já se encontram conformados pode estar paradoxalmente ameaçada. Por excesso de unanimidade.
Voces viram que há solução pára o aumento da produtividade nas empresas. Já que os textos abaixo se referem aos Mauricinhos bicho-grilo, cujo assunto integral está no livro "Bobos no Paraíso" de "David Brooks".
Numa não tão recente matéria na Veja (27.06.01) mostra, partir de pesquisa feita no início do ano pela Faculdade de Psicologia de Cornell, nos Estados Unidos, que a média de inteligência da população, em escala global, tem subido nos últimos anos. Naquilo que se refere à compreensão do mundo e à solução de dilemas da vida, os jovens estariam mais preparados que no passado. Algumas razões para que isso esteja ocorrendo são as seguintes: no plano doméstico, as famílias são menores e parte significativa do lúdico está nos videogames e na Internet, que possibilitam o contato intenso com imagens e a renovação de coisas conhecidas sem sair de próprio espaço privado; fora do plano doméstico, a exposição constante a informações, as exigências competitivas do mundo do trabalho e novos modelos de escola que possibilitem aos jovens mostrar e desenvolver seus interesses, funcionam como imperativos para que estes se ajustem (sim, menos que formação, trata-se de um ajuste) à lógica global.
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7:21 PM
by Cassiano Leonel Drum
Continua É interessante contrapor essa matéria com um artigo publicado pelo jornalista americano David Brooks na Atlantic Monthly de junho. Brooks procura saber o que fazem os universitários americanos e chega ao seguinte diagnóstico: os jovens americanos são Workaholics. Estão sempre ocupados: madrugam para praticar esportes, ir às aulas, estudar, freqüentar cursos paralelos e assim por diante. Para Brooks, mais do que aconteceu com qualquer geração norte-americana anterior, inculcou-se nesta uma idolatria do sucesso a qualquer preço. A ética do êxito e a calma aprovação da ordem são, justamente, palavras de ordem. E se levarmos em conta a etiqueta global, não há razões para vermos diferença entre alguns jovens americanos e brasileiros. Lá e cá os códigos são os mesmos ¿ do contrário, a palavra globalização carece de referente ¿, ou seja, os jovens tornaram-se reverentes à ordem das coisas; trocaram a épica juvenil pela madura prática do êxito. Por conseguinte, para quem está afinado com essa mentalidade, o jovem Carlo Giuliani, de 23 anos, morto nos protestos anti-globalização em Gênova, está na contramão da história.
Apresentado o quadro, é interessante levantar alguns pontos sobre as duas matérias. Se é certo que a inteligência média da população está aumentando, que os jovens vivem num mundo que os prepara melhor, há uma palavra-chave nessa história: competitividade. Os jovens estão melhor preparados para a melhor performance possível num mundo excessivamente pragmático e utilitarista. Se isso é certo, é certo também que qualquer conhecimento que não entre na competição está fora do jogo. Não vale como moeda de troca. O problema, então, é: que conhecimentos fazem parte do jogo? Pois são esses que possibilitam saber quem está por dentro; quem é in e quem é out.
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7:16 PM
by Cassiano Leonel Drum
Continua De modo que, quando a matéria da Veja fala de inteligência, ela não está se afastando da ética do êxito de que Brooks reclama. Inteligência e êxito são, por assim dizer, palavras permutáveis nas regras do jogo globalizado. O incremento de inteligência só pode ser creditado às regras do jogo global. Fora delas é falso, ou absurdo, falar que houve aumento de inteligência. Não é o caso, óbvio, recorrer às pesquisas realizadas pelos psicólogos de Cornell (vale dizer: desconfiar de uma metodologia X ou Y), mas, tão-somente, de pensar nas regras; são essas que tornam eficaz afirmar que a média de inteligência da população tem subido. Essa afirmativa é válida, justamente, porque se ajusta às regras do jogo global. Visto que, em oposição, seria interessante saber se na ausência de computadores, informática e Internet os jovens teriam esse acréscimo (onde não há computador há um incremento global da inteligência?). Se os condicionantes determinam o acréscimo, então qual o sentido em afirmar que jovens de qualquer época são mais inteligentes? Como comparar uma escultura talhada com pedra lascada e outra a laser? Se tal comparação faz sentido é porque estamos pensando como a rainha branca de "Alice no País das Maravilhas", que pergunta se é possível dividir faca por pão.
Não se trata, portanto, de sobrepor uma geração a outra, para afirmar que a média de inteligência tem subido; tampouco, uma vez que a palavra-chave é a competitividade, se está a indagar, como os filósofos iluministas, se há perfectibilidade no gênero humano, se caminhamos progressivamente pelo uso da razão. Uma indagação nesses termos está fora de foco nas regras que possibilitam afirmar que a população global está mais inteligente. Com essa afirmação, porque se tem em vista a parafernália tecnológica, não se está fazendo referência aos possíveis progressos do espírito humano, mas sim à melhor performance possível num mundo globalizado.
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7:14 PM
by Cassiano Leonel Drum
ContinuaçãoEntão, o problema da pesquisa divulgada pela Veja não está em sua eventual credibilidade, nem no fato mesmo de que não seja possível fazer tal aferição, e sim que, guardadas as condições, trata-se de um incremento de inteligência bastante específico (não deve ser menos certo, igualmente, que os jovens no passado eram inteligentes em coisas que são totalmente estranhas aos de hoje). Que tal uma pesquisa para ver como, no passado, os jovens usavam o raciocínio para efetuar as operações fundamentais da matemática? Sabe-se que, por causa do computador, os procedimentos do passado estão fora do jogo. Qual a diferença entre quem aperta uma tecla para chegar a um resultado e quem usa a razão para chegar ao mesmo resultado? Ora, se a pesquisa divulgada pela Veja não for entendida em sua especificidade, corre-se o risco de enxergar a floresta e perder de vista que ela é feita de árvores; e, com isso, não se quer dizer outra coisa senão que alguns jovens, hoje, devem estar bem preparados para enfrentar os desafios do mundo globalizado, nada mais que isso.
Certo! Contudo, talvez seja o caso matizar um pouco mais a afirmativa, e o artigo de David Brooks oferece um bom caminho. Se é certo que alguns jovens hoje estão mais preparados para enfrentar o mundo em que vivem, paradoxalmente, esses mesmos jovens não só são alheios aos problemas do mundo em que vivem como desdenham dos poucos que resistem à ordem global; esta é vista como uma fatalidade: lutar contra ela é um investimento vão. O jovem Carlo Giuliani e a onda anti-globalização não propõem uma nova revolução. Nada de maio-68; isso é apenas um leve desajuste que se explica pela sazonalidade comportamental. Algo como aquele personagem que deu errado em conseqüência de um erro de cálculo, no memorável "Admirável Mundo Novo", de Aldous Huxley. Ocorre, porém, que se estamos no cenário descrito por Huxley, há bons motivos para vermos com apreensão os inteligentes e belos jovens calculados para dar certo no mundo globalizado. A ética do êxito e a calma aprovação da ordem têm seu preço, a cartas estão na mesa e a moral huxleyniana é carta fora do baralho. Mas, creio, uma certa irreverência não é de todo má; que os jovens globalizados sejam tão inteligentes que possam aprender as singelas lições do velho e bom Huxley.
Os empreendedores da nova economia, esses que procuram com luta e com apostas o rótulo e o respeito de um "empresário ponto com", parecem mesmo que são seres que cultivam a crença. Pudera, faltam alternativas, mas deve sobrar fé. Faltam investidores e fé em dias melhores é a expressão mais usada. Sua grande idéia começa a dar água confirmando os rumores e estatísticas sobre quebras de empresas de Internet e ele triplica sua fé, aumenta as orações. Agora, parece que é científico. Agências divulgaram que médicos norte-americanos comprovaram que a "fé faz bem a saúde. "
Por meio de 42 estudos que entrevistaram cerca de 125 mil pessoas, foram comprovados milhares de casos de cura de doenças. Fé registrada em cartório. Os médicos justificam o caso, um pouco sem convencer, afirmando "achar" (atenção para aspas) que, orando, os fiéis estimulam a parte do cérebro responsável pelo sistema imunológico. Segundo esses dados, "quem reza, freqüenta a igreja ou medita, vive 29% mais do que os ateus."
Americanos gostam de pesquisas, teorias e análises. A mais recente é o ensaio "Bobos in Paradise", que nada tem a ver com o significado da palavra na língua nacional, pelo menos teoricamente. O termo são as iniciais de "Bohemians (boêmios) e Bourgeos (burgueses), classificação da nova classe alta americana formada, em grande parte, pelos milionários "Ponto com" surgidos com a revolução digital.
O "Bobo" é um termo criado pelo jornalista e ensaísta norte-americano David Brooks, que teve entrevista na capa do Caderno Mais! da Folha de São Paulo. Ele conceitua a expressão como uma um "modo de vida" que é a fusão "de conservadores que rejeitaram os anos 60 com os liberais democratas que rejeitaram a cultura de fazer dinheiro." Brooks completa o raciocínio dizendo que termos como "empreendedores intelectuais no mercado de idéias" e "propriedade intelectual" levam a uma realidade: o intelectual na era do "bobo" virou apenas um vendedor.
Ironia ou estudo sério, ou a mistura de ambos, é divertido conhecer as características desse novo "animal social", que são gostar de dinheiro como qualquer mortal e ter aquela aura "descolada", "intelectualizada" e preocupada com grandes causas. Segundo as idéias de Brooks, um "bobo" gasta uma fortuna para uma viagem ao Tibet, mas é incapaz de divulgar que passou o fim de semana em Punta del Leste com um grupo de investidores. Diz o pensador: "Pessoas que cresceram na cultura dos anos 60 e agora que estão ganhando rios de dinheiro tentam conciliar seus ideais com estilo de vida."
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7:09 PM
by Cassiano Leonel Drum
Admito: começar um artigo falando de fé e sobrevoar teorias sobre a transformação da sociedade norte-americana não parece o melhor tema em uma semana que não teve heróis para serem exibidos no "Globo Repórter" e o que predominou foi o sangue na capa do jornal, vítimas e algozes, o conhecido show da mídia com julgamentos, condenações e execuções. Nossas feridas sendo expostas novamente na Reuters." Ei, essa é uma revista de nova economia, só faltava você começar falar de polícia.". Grita o editor chefe da consciência.
De fato, ser um articulista é função arriscada . É correr o risco de estar desviando do assunto, sendo "off-topic", blefando em palpites. Mas a cabeça não é segmentada. Funcionamos como grandes portais e somos alimentados por alarmante fluxo de informações contraditórias e valores pertubadores. Ora é o oprimido, primitivo e louco - na capa de jornais - entrando com olhos bem abertos no "camburão" , ora é a manchete do UOL que grita "asfixia à caminho do hospital", com rima amadora por aqui não tem nada de poesia. Só fica indiferente quem já morreu. "Ô, redator, olha o espaço, a linguagem, você tem que ser enxuto e conciso."
Pelo ICQ, converso com um amigo empreendedor, estudioso de teologia. Pergunto o significado de fé. "Fé é depositar as suas ansiedades nas mãos daquele que pode todas as coisas", disse o meu amigo tendo mais argumentos que os cientistas americanos. Aliás, os Estados Unidos são especialmente competentes em criar modas. Atualmente, um homem e uma mulher norte-americanos estão percorrendo o país e reunindo milhares de pessoas em torno de um novo esporte: corridas de cortadores de grama. Ganhou destaque no New York Times.
No Brasil, "país de fé" aclamado pela grande mídia, burgueses e boêmios se confundem com a grande massa em alamedas, favelas e bancas de jornais. Uma auto-análise pública em palcos, pratos e camas da sociedade. Convivência cordial e pacífica, com exceções às pedradas, ovadas e do "cumprimento do dever pela tropa de choque."
É mesmo insano entender o significado de palavras, valores, iniciativas e pesquisas. Em São Paulo, um ex-foragido trocou a liberdade de sem-teto e se entregou a um policial. Terá direito a três refeições, um colchonete em uma cadeia superlotada, com 163 presos onde caberiam 50: todos revoltados com a atitude do detento. " Dizem que ele faltou com a ética ao se entregar, pois ladrão que é ladrão rouba para viver.", explicou o delegado de plantão.
Nem burgueses, nem boêmios, mas merecedores de ensaios.
Manoel Fernandes Neto, jornalista, é editor responsável pela revista digital www.nova-e.inf.br e diretor editorial de MFN Comunicação .
Geração Pós-Yuppie Chegaram os bobos ou bourgeois bohemians (burgueses boêmios), a nova leva de jovens bem-sucedidos Angela Oliveira Fotos: Ricardo Giraldez
ESPAÇO Paula e Marchetti resolveram morar num loft, um dos objetos de desejo dessa tribo Depois dos yuppies e mauricinhos, surgem agora os bobos. Mas o sentido da palavra é muito diferente daquele conhecido pelos brasileiros. Bobo significa bourgeois bohemians ou burgueses boêmios. Com a primeira sílaba de cada uma daquelas palavras, o jornalista americano David Brooks criou o apelido. Com 38 anos, Brooks acaba de escrever o bestseller Bobos in paradise (Simon & Schuster), no qual explica essa atitude diferenciada entre os novos-ricos que não passam dos 45 anos. Eles querem um estilo de vida diferente. Pretendem transgredir sem agredir e gastar sem culpa o que ganham. Têm um pé na contracultura dos anos 60 e outro, bem acelerado, no capitalismo selvagem dos anos 80 e 90. Por exemplo, os bobos americanos compram jipões caros porque são veículos utilitários. Nesses carros, carregam seus equipamentos para praticar esportes radicais. Não querem ostentar automóveis parecidos com os dos pais, talvez um Mercedes esportivo. Seria fútil, embora eles também sejam fúteis. É uma maneira de eles se diferenciarem da geração anterior, mas, no fundo, são a mesma coisa em vitrines diferentes. Não compram caviar como a mãe, mas oferecem aos amigos um pão integral assinado por um padeiro famoso. O dinheiro gasto no pão será em prol de alguma causa política do Terceiro Mundo. Dessa forma, com uma tacada só eles se alimentam com fibras e ajudam os países pobres. Sentem-se generosos em sua opulência.
BOBOS BRASILEIROS
Esse mesmo tipo surge também por aqui. A incorporadora American Properties e seus associados resolveram construir um edifício de lofts luxuoso no bairro do Morumbi, em São Paulo. Antes de colocar em prática a idéia, a empresa fez uma pesquisa de mercado entre 500 pessoas. Queria saber se havia consumidor para esse tipo de empreendimento. Descobriu jovens entre 25 e 40 anos, independentes, exigentes e ricos. Era o perfil ideal para os moradores dos lofts. Tanto que, nos últimos 12 meses, foram lançados com sucesso mais de dez projetos com apartamentos integrados, perfeitos para solteiros, recém-casados ou recém-separados. Diante desses fatos, a American Properties colocou em prática seu projeto com a promessa de o edifício ficar pronto em dois anos.
BOBOS AMERICANOS Mania ¿ Embora não seja possível determinar quantos são os solteiros endinheirados, a pesquisa revelou que essa parcela da população ¿ equilibrada no pico da pirâmide social, a chamada classe A ¿ está aflita por um espaço só seu, dentro de um estilo próprio de curtir a vida. O jeito loft de viver explica quase tudo. Essa idéia de moradia surgiu nos anos 50 e 60, quando jovens artistas de Nova York e Londres invadiram sótãos antigos e os transformaram em grandes apartamentos, que funcionavam também como ateliês. Hoje, o apê integrado é mania mundial entre a geração pós-yuppie. Como os brasileiros adoram qualquer coisa que venha da terra do Tio Sam, imitaram, de carona, o mesmo gênero. São bobos inconscientes, no sentido da sigla em inglês, que dificilmente terá uma tradução à altura. Como os bobos americanos, os brasileiros trabalham duro, mais de dez horas por dia, com muito prazer. As profissões mais em alta estão ligadas à informática, claro. Os bobos locais também querem um estilo de vida diferente do de seus pais. Nada de empregados, jardins para regar, quartos, copinhas e cozinhas separadas. Num loft, o quarto pode estar ou não dentro da sala e cozinha. Apenas o banheiro tem suas próprias paredes.
A maioria veio de família classe média alta e teve uma formação rígida. Eles estudaram em boas universidades, algumas fora do País. Falam bem inglês e se preocupam com o corpo: malham ou praticam esportes radicais. Gastam em viagens ao Exterior, adoram objetos de casa com design arrojado e a grife da roupa tem peso. Estão disponíveis, solteiros. Por enquanto. Um dia pensam em casar, mas primeiro desejam curtir a independência e o dinheiro que o trabalho lhes dá.
Geração Pós-Yuppie - Continuação
Ricardo Giraldez
A decoradora Yone Giannini mora em companhia de seus cachorros, adora a vida de solteira e almeja comprar um loft Independente ¿ Paula Naomi, 33 anos, engenheira, solteira, comprou um dos apartamentos do Openhouse Loft Panamby, esse mesmo que a America Properties idealizou. Paula é um exemplo típico de jovem independente, sem mea-culpa. Ex-sócia da Academia Raia 4, de natação, Paula se encantou com o loft e mais ainda com a piscina de 25 metros, aquecida e coberta, ideal para nadar. Comprou 105 m2, com dois quartos para fazer de um deles o seu escritório, por R$ 235 mil.
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7:03 PM
by Cassiano Leonel Drum
¿Tem uma academia completa na área social e fica perto do parque Burle Marx¿, explica Paula. ¿Que qualidade de vida melhor eu poderia ter em São Paulo?¿ Dois andares acima dela, vai morar outro engenheiro, Mário Sérgio Marchetti, 27 anos, que trabalha na internet. Fez curso na universidade de Harvard, em Boston, e na volta tentou morar com irmãos e irmãs, mas não se adaptou. Quer viver sozinho, ama seu trabalho, adora viajar, malhar, comprar roupas e fazer happy hour com amigos em bares da moda. Quando se mudar, vai reuni-los em volta do fogão de inox novinho em folha e cozinhar a sua especialidade: ravioli com recheio de mussarela de búfala. ¿Sou fera na cozinha¿, assegura Mário. Foi pensando nos mestres-cucas que o chef Alex Atala projetou as cozinhas dos lofts. ¿Eles adoram pilotar um fogão¿, afirma Atala. ¿É uma nova maneira de cortejar as moças.¿ Atala elaborou também várias receitas para os jovens gourmets ¿ aquelas que enchem os olhos e passam a impressão de ter dado muito trabalho. A decoração dos apartamentos ficou a cargo da arquiteta Patrícia Anastassiadis, 29 anos. Logo que ela assumiu o projeto, percebeu um mercado enorme para essa geração, além dos lofts. Butiques femininas que vestem a mulher da cabeça aos pés e ainda decoram a casa ¿ Patrícia é dona de uma delas ¿ já são comuns. ¿Ninguém tem tempo para ir atrás de uma blusa numa loja, de sapato em outra e de sofá numa terceira¿, conta ela.
Ricardo Giraldez
Carbone quer construir um edifício para viver perto dos amigos A sala de fitness do luxuoso loft do Morumbi foi idealizada pelo treinador da seleção brasileira de triatlo Marcos Paulo Reis, uma grife na área. ¿Essa juventude faz esporte por prazer e saúde¿, diz Marcos. Um de seus pupilos é Carlos Eduardo Carbone, 29 anos, engenheiro civil. Seu maior sonho? Construir um edifício de lofts, mais acessível, para morar sozinho e viver ao lado de amigos. Se ele conseguir realizar o seu objetivo, outra atleta de Marcos Paulo, a decoradora Yone Giannini, 29 anos, candidata-se a comprar um. ¿Por enquanto, moro sozinha numa casa de vila com meus dois cachorros¿, conta ela. ¿Adoro a minha vida de solteira. Casar? Pode ser. Ainda não pensei nisso.¿
Aos poucos, essa turma vai mudando os hábitos de toda uma geração privilegiada. ¿O problema do bobo¿, decreta Brooks, ¿é que a sua vida está dividida. Ele adota alguns programas da direita e outros da esquerda. O resultado é uma mistura ideologicamente vazia, que não leva a nada¿. Para Brooks, essa atitude é global. Aqueles que pensam que tudo o que é bom para os Estados Unidos é bom para o Brasil são os primeiros a assumir a nova postura boba.
Olhando os jornais ainda de hoje, essa também é do Sinovaldo do Jornal NH de hoje. Deixo-a com voces e espero que tenham um ótimo domingo que agora vou ver se arranjo um rango por ai. Rango aqui nessa terra ainda é almoço mesmo.
E não esqueçam aqueles que levantaram tarde que hoje é dia de passear no parque, sabe como é quem mora num lugar onde não se tem o mar assim na frente da janela. O jeito é pegar a bike e ir e quem não tem bike a pé mesmo assim caminhando e falando, falando e caminhando.
Voces sabem que aqui mesmo em Porto Alegre, como chove seguidamente, e aliás continua, se bem que agora ao meio dia desse domingo está querendo aparecer um solzinho dá tranquilamente para montar um negócio assim e ganhar uma boa grana.
Nesse vasto espaço cibernétco encontramos cada uma e esse é um exemplo. Para quem quiser ouvir as músicas bem legais e outras poses como essa está nesse endereço: http://www.sendthefun.com/pumpkinmoon/. Bom proveito e aqui mesmo ainda trarei outras poses como esta para vocês.
Nessa coluna do Malu, tem histórias bem interessantes, experimente ir até o fim e você verá.
PARANá- Coluna do Malu
Mainardes, o vendedor Rogério Mainardes, diretor de marketing da Rede Paranaense de Comunicação, foi na juventude, um ativo vendedor na cidade de Castro.
Nas férias escolares saía de manhã para vender as verduras produzidas por uma vizinha e já recebia a primeira instrução:
¿ Venda ligeiro senão murcha!
Na hora do almoço vendia pastel para a dona Lola ¿ tia do publicitário Elon Garcia ¿ de quem recebia mais orientação:
¿ Venda ligeiro senão esfria!
E mais tarde vendia sorvete e lá vinha mais uma dica:
¿ Venda ligeiro senão derrete!
Depois dessa só podia ser mesmo um vendedor...
Chocolate do Sex-Shop
Diversos vereadores acompanhavam o Beto Richa na sua campanha pelo bairro do Boqueirão, em Curitiba, e entraram num shoping ao lado do terminal de ônibus.
Entravam nas lojas e cumprimentavam proprietários e vendedores. Num dos corredores encontraram um sex-shop e as moças, muito simpáticas e risonhas, convidaram todos a entrar e alertaram:
¿ Aqui não discriminamos ninguém!
Beto e os amigos deram uma olhada geral e foram saindo quando uma delas lhes ofereceu chocolates em forma de bonecos de homens e de mulheres nus.
Conta o vereador Mário Celso que o presidente da Câmara, João Cláudio Derosso, pegou um de forma feminina enquanto o também vereador Osmar Bertoldi preferiu o do homem.
Beto quis saber a razão da sua preferência e ele informou:
Conta o Luiz Fanchin, hoje morando em Guaratuba, que o Gervário, figura conhecida na cidade, morreu em janeiro, num dia de intenso calor. O encarregado da arrumação do corpo pediu para alguém da família trazer um terno.
Sentino, cunhado do falecido, exclamou:
¿ Terno pra quê?! Com um calorão desse...
Brisola, o grande caçador
Marlon Maues, executivo da Volvo, conta que seu amigo, o importador Márcio Brisola, foi caçar rolinha (ou pararú, como queiram), na fazenda do Mário Bofer, no Paraguai.
Lá pelas tantas encontrou um bando pousado em fios de alta tensão. No de cima, uma rolinha. No debaixo, umas 12.
Mirou na de cima e atirou. Assegura o Marlon, que não sabe como, mas houve um curto circuito, os fios se entrelaçaram e Brisola acabou matando 13 peças num só tiro.
Consolo do Jaime
O governador Jaime Lerner visitava uma das obras de duplicação de estradas quando ouviu de um cidadão, que, com as obras, fechou seu negócio.
Jaime lamentou, mas foi consolado em seguida.
¿ Fechei minha funerária, Sr. governador, mas abri um bailão que dá muito mais dinheiro...
O Idi Amim de Floripa
O jornalista Pedro Franco, considerado elegante, excelente repórter, mas distraído, na década de 70, trabalhava na revista Veja.
Recebeu incumbência de entrevistar o então candidato a governador de Santa Catarina, Esperidião Amim sobre uma pesquisa onde não aparecia bem.
Franco acordou Esperidião em plena madrugada, apresentou os números e indagou:
¿ A revista que ouvir sua opinião, Sr. Idi Amim. Por que o Sr. não decola na pesquisa?
O candidato, conhecido pelo seu humor ferino, respondeu:
¿ Meu caro jornalista, o Sr. me acorda de madrugada, me dá números negativos e ainda por cima me chama de Idi Amim, o maior ditador africano. O que o Sr. quer que eu responda?
Apesar de tudo, são amigos até hoje.
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11:21 AM
by Cassiano Leonel Drum
O prestativo Justilino
O Justilino do Valle, trabalhador da Servopa, morador de São José dos Pinhais, é tido como figurinha carimbada, especialista em pregar peças nos amigos.
Em uma delas atendeu a um pedido de um colega que queria fazer uma surpresa para a esposa, presenteando-a com uma assinatura da revista Cláudia.
Solícito, Justilino garantiu:
¿ Deixa comigo, amigão!
Alguns dias depois entregou-lhe um pacotão, cheio de fitas adesivas e carimbos, dando a impressão de remessa via correio e afirmou:
¿ A editora mandou o primeiro número com algumas edições antigas, como brinde.
Dia seguinte a turma avisada ficou atenta à chegada da vítima.
Ele tinha levado para casa uma coleção, velha, da revista Playboy... conta o odontólogo José Carlos Ferraro.
Cordeiro no forno
Meio cordeiro de mais ou menos cinco quilos, cortado ao meio no sentido do comprimento. Temperar com galhos de alecrim, várias fatias de alho, azeite de oliva; pimenta calabresa seca; duas colheres de sal e um copo de vinho branco seco.
Coloque o cordeiro numa forma untada com óleo. Faça cortes pequenos no pernil, entre as costelas e na paleta onde devem ser enfiadas as fatias de alho. Regar com azeite, pimenta (de leve) e sal.
Espalhar os ramos de alecrim por cima da carne e colocar em fogo médio por hora e meia, mais ou menos. Para acompanhar aproveite e coloque batatas inglesas descascadas, e levemente temperadas, na forma, para assarem.
Na metade do cozimento regar o cordeiro com o azeite da forma e despejar o vinho para aromatizar mais ainda o assado.
É um dos pratos preferidos do meu amigo José Antônio da Fontoura.
A coluna é dedicada aos hoteleiros Douglas Borcath e Douglas Filho, amigos de todas as horas.
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11:18 AM
by Cassiano Leonel Drum
Que eles acompanhem voces meus caros leitores por esse domingo e na próxima semana e sempre.
Não sou do Paraná, já estudei e vivi em Curitiba algum tempo e os leitores desse Blog de lá tem ai na coluna do Carlos Nasser, alguns conselhos e sugestões. Usem o que entenderem melhor e o resto, é o resto.
DOMINGO, 20 de outubro de 2002
POLíTICA- Carlos Nasser
Raciocínio lógico Quando você acorda sabe para onde vai? Você planeja o seu dia? Segue uma rotina constante? Ou não toma nota de nada e dispersa seu tempo? Às vezes quando vemos o dia passou rápido e não executamos nem a metade do que precisávamos fazer. Será parte da nossa cultura este tipo de comportamento? São questões que me pergunto e fico sem resposta. A maioria das pessoas não tem iniciativa e fica com dificuldade de decidir e cai na inércia, paralisados a espera de que decidam por ele. Não sou afirmativo pessoalmente, ao contrário das minhas crônicas, não discuto nem futebol. No final da tarde, passo no Cartagena e quase não falo, ouço discussões variadas entre meus amigos. Tomo coca-cola light e me tira da sintonia geral escocesa (lá bebem whisky a partir das 5 horas).
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11:14 AM
by Cassiano Leonel Drum
O Antônio Braga é o mais polêmico, o Carneiro Neto o mais enfático, o Mello o mais retrospectivo e o presidente Braga o mais ponderado. Quem não tiver roda de amigos está perdido, vai ficar sob o efeito das novelas. De lá, vou para casa, vejo os noticiários das tvs, reflito, leio um pouco e tento dormir. Nem sempre sem a ajuda de um tranqüilizante. Ando agitado, sou capricorniano, organizado, e por formação cultural, procuro ver o segundo e o terceiro lance do jogo da vida. Quem me acompanha sabe o que penso. Sou um brasileiro quase em pânico, só quase porque trabalhei 25 anos no mercado financeiro e já passei por tudo. Vivi os planos e as mudanças de moedas certas e fracassadas. Nunca perdi a cabeça e tenho sangue frio na hora do tumulto, sempre procuro a saída possível. Muitas vezes nenhuma e sentei no chão vendo o desastre se consolidar. No fundo sou um analista que procura entender a vida. Não haverá tempo útil. Outros superpreparados já tentaram em vão. Talvez por isso, aumenta a minha religiosidade com o passar do tempo.
A única explicação que conheço está no evangelho, e na Igreja Católica. Respeito as outras religiões, cada um com a sua. Mas se existe alguma coisa que ainda me causa horror é a mentira. "O mentiroso subestima nossa inteligência" Bernard Shaw que mente acha que você é burro suficiente para acreditar no que ele diz sem lógica e sem uma base racional. Meu caro leitor, não espere mudar sua vida a opinião de que jamais pensou em você e na sua família. Vou concluir com algumas observações necessárias, porque voto em Álvaro Dias e deixo claro. Existe uma grande diferença entre um plano de governo e propostas para governar. Álvaro tem um plano, consistente, sério, estudado em minúcias pela sociedade paranaense (professores, advogados, médicos, industriais e agricultores), Requião tem propostas para dar emprego sem saber como criá-los. Um sabe como executar, gerir e concluir, o outro é disperso, discursivo, e muito arrogante. Conflita com todo mundo e não chega a lugar nenhum. Álvaro soma, une, agrega a sociedade paranaense. É uma pessoa bem humorada, não agride ninguém, não carrega mágoas e principalmente é um homem de diálogo. Tem uma equipe formada, percorreu o Paraná discutindo o plano de governo em todas as regiões. Mas se não houvesse todos esses argumentos, para mim bastava um, Álvaro é equilibrado. A vida e a história me mostrou que quem lidera tem que ter equilíbrio acima de tudo. É impossível você comandar sem ser altamente equilibrado. Reflita no que escrevi, somos iguais, meu destino esta ligado ao seu. Pertencemos ao mesmo grupo social. E precisamos sobreviver juntos. Vamos com o melhor.
Mais um ato de covardia Os acontecimentos em Bali significaram um duro golpe na indústria do turismo.
Bali é uma das 12 mil ilhas que formam o arquipélago da Indonésia, um dos mais belos lugares do mundo, com clima tropical, inúmeras atrações culturais e, sobretudo, um dos mais sossegados locais para quem procura beleza e descanso.
O golpe aplicado pelos terroristas na semana passada matou 180 pessoas e feriu mais de 200 ¿ todos inocentes ¿ ao explodir uma casa noturna onde se dança o "barong", uma expressiva mistura de religião e folclore.
O atentado foi um recado direto para a indústria do turismo, uma das mais promissoras em termos de geração de renda e emprego. Segundo a Organização Mundial do Turismo, nos últimos 50 anos, o número de pessoas que viajaram por lazer e descanso aumentou 28 vezes, tendo atingido a marca de 698 milhões no ano 2000. A receita gerada com os turistas teve um crescimento 35% superior ao crescimento da economia como um todo. Hoje em dia, o turismo gera US$ 5 trilhões anuais, aproximadamente 10% do PIB mundial, e emprega cerca de 300 milhões de pessoas.
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11:06 AM
by Cassiano Leonel Drum
Ao atacar a ilha de Bali, os terroristas buscaram simbolizar o que realmente pretendem, ou seja, assustar os turistas do mundo inteiro e, com isso, afetar os negócios e os empregos de milhões de pessoas. O desastre provocado em Bali foi muito além do alvo atingido. Levará algum tempo até que a atividade turística naquele local retome o seu nível normal ¿ lembrando que, até hoje, Nova Iorque recebe muito menos visitantes do que recebia antes do fatídico 11 de setembro de 2001.
O Brasil tem uma enorme potencialidade no campo do turismo. No entanto estamos em 29.º lugar no ranking global. O número de visitantes estrangeiros tem ficado em torno de míseros 5 milhões de pessoas por ano, enquanto a França recebe 75 milhões, a Espanha, 52 milhões e os Estados Unidos, 48 milhões.
É claro que um ataque desse tipo é imprevisível e, ainda que indiretamente, acaba afetando o fluxo de estrangeiros para o Brasil. A luta contra o terrorismo é uma tarefa de todos, até mesmo de nós, brasileiros. Mas o mais triste é verificar que problemas administráveis nacionalmente acabam se tornando um espantalho ao turismo no Brasil. Esse é o caso da ousadia de presidiários e de traficantes no Rio de Janeiro ¿ uma das mais belas cidades do planeta.
Neste momento difícil da vida nacional, o turismo constitui uma alternativa produtiva, pois o setor pode gerar um grande número de empregos decorrente de investimentos caros, mas que foram realizados ao longo dos últimos 20 anos. O que se necessita, agora, é treinar a mão-de-obra para saber receber os turistas com cordialidade, educação, informações adequadas e em língua inteligível. Ademais, não se pode prolongar indefinidamente o estado de intranqüilidade que domina as cidades mais turísticas do Brasil a começar pelo Rio de Janeiro.
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11:05 AM
by Cassiano Leonel Drum
Voces viram o que umamulher bonita pode provocar, até inconscientemente.
A atriz Regina Duarte foi a principal estrela das eleições na semana passada porque disse, no horário eleitoral gratuito, estar temerosa de que Lula esfarele as conquistas do Plano Real e de que não tire do papel nenhuma promessa social. Virou alvo da pancadaria de muitos artistas, que a acusaram de terrorista e até de venal.
Num discurso articulado pelo PSDB para mostrar que, com Lula, a crise vai aumentar, ela expressou o temor do eleitor desconfiado das qualificações do candidato do PT e atormentado com as perspectivas econômicas.
A julgar pela pesquisa do Datafolha publicada hoje, não existe um só sinal de que esse discurso tenha abalado os eleitores a ponto de suscitar, mesmo timidamente, uma virada. A uma semana do pleito, a avalanche Lula mostra que os brasileiros estão várias vezes mais dispostos a ter esperança do que a ter medo. As advertências sobre as possíveis dificuldades esvaem-se numa festa do tipo "paz e amor", em meio às promessas de milhões de empregos e de crescimento econômico.
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11:01 AM
by Cassiano Leonel Drum
Nas conversas reservadas, articuladores do PT já se sentem com um pé no Planalto e outro fora do palanque, trabalham mais com as previsíveis agruras do futuro próximo do que com as festas da esperada vitória e levam tão a sério o discurso do medo, de Regina Duarte, quanto o da esperança, de Lula. De verdade, estão mais para medo que para esperança.
Por isso querem anunciar, ainda neste mês, logo depois da esperada vitória, os nomes de quem vai comandar o Banco Central e o Ministério da Fazenda, ambos obrigatoriamente aceitáveis pelo chamado "mercado".
Quem tem informação tem medo ¿ e sabe que, no primeiro ano de governo, se a situação não piorar e só continuar como está, já terá sido uma conquista e tanto.
A situação econômica está tão delicada e a conjuntura internacional, tão desfavorável (tem-se como quase inevitável uma guerra contra o Iraque, enquanto as economias de países ricos capengam) que Serra também não chega a ser um calmante. Eleito, terá de governar com a maioria dos brasileiros frustrados, decepcionados com a falta da sonhada mudança em que acreditaram, instigados pelas ilusões eleitorais.
As promessas de crescimento econômico do candidato do governo têm, pelo menos nos dois primeiros anos de mandato, as mesmas chances de sair do papel do que as de Lula.
Serra terá de montar uma ofensiva de comunicação ¿ o que, como se vê na campanha, não é o seu forte.