Voces encontrarão aqui muitas figuras construidas em Flash, Fireworks, Swift3D e outros aplicativos. Comentários de Livros, revistas e de jornais que já li e que por julgá-los interessantes postarei aqui, espero, todos os dias para que você sempre tenha algo que lhe facilite no seu dia a dia ou nas suas atividades. Se ele cumprir parte desses objetivos, estarei feliz por ter podido repartir essas conquistas.
Email: cassiano.leonel@terra.com.br
Créditos:http://www.giffs.hpg.ig.com.br/
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1:06 PM
by Cassiano Leonel Drum
Para voce leitor que gosta da Revista Isto É independente, a capa é essa ai, também estará nas bancas amanhã bem cedinho e tras uma série de reportagens interessantes inclusive esta que coloco ai. Mas como ela está toda online, se vocês quiserem saber mais é só acessar o link. Boa leitura.
Capa EXCLUSIVO
Esquema milionário BC já confirmou que a Anacor faz parte de uma rede de lavagem de dinheiro
FACHADA A Norte Câmbio e Turismo funciona na mesma sede e com os mesmos funcionários da Anacor No final de agosto, chegou à Procuradoria da República em Pernambuco um dossiê com cinco mil páginas produzido pela fiscalização do Banco Central. A papelama relata a existência de uma rede milionária suspeita de acolher operações de desvio e lavagem de dinheiro. A teia, que movimentou mais de R$ 200 milhões nos últimos seis anos, envolve diretamente a Anacor, Josebias Vitorino da Silva e o deputado Luciano Bivar (PFL-PE), além de outras agências de câmbio, laranjas e empresários nordestinos. Os documentos comprovam que, como relatou Alexandre Magero Araújo ao Ministério Público na Paraíba, Josebias era sócio-gerente da Anacor até 8 de dezembro de 1998, quando foi excluído da empresa. A mudança ocorreu 45 dias depois que o BC descredenciou a Anacor como instituição autorizada a trabalhar com troca de reais por dólares e remessas ao Exterior. No entanto, como também mostra a documentação reunida pelo BC, nem a Anacor se afastou de operações cambiais, nem Josebias, dos negócios da agência. Em fevereiro de 2001, a Anacor foi flagrada tentando trazer o equivalente a US$ 155 mil do Exterior. A operação foi recusada porque a conta da empresa que seria usada para receber o dinheiro estava paralisada há anos. Três meses depois, Josebias recebeu um cheque em nome da Anacor, no valor de R$ 336 mil. O esquema revela a participação de outras empresas do ramo de câmbio e turismo que, suspeitam BC e Ministério Público, integram a mesma lavanderia, embora no papel pertençam a sócios diferentes. Depois da destituição da Anacor como operadora de câmbio, emerge no esquema a Brasicor Agência de Viagens, com escritório no mesmo shopping onde funcionava a irmã mais velha. Além de clientes e movimentação financeira, as duas empresas também dividiam outras coincidências: o sócio-gerente da Brasicor, Rubens Barbosa Filho, conforme a ficha de uma das quatro contas correntes identificadas em seu nome, já foi diretor da Anacor. Com um rendimento de R$ 6,5 mil mensais, recebeu depósitos de quase R$ 3 milhões apenas em 1996 e 1997, descompasso que chamou a atenção do Banco Central. Junto com Barbosa, surge um terceiro personagem, apontado como peça-chave em todo o esquema: Jorge Torquato David da Costa, dono de uma movimentação de pelo menos R$ 50 milhões entre 1997 e 2001 e também ligado à Brasicor. Torquato, sob investigação da Receita Federal em Pernambuco desde o ano passado, chegou a tentar impedir a quebra de seu sigilo bancário na Justiça, mas o pedido foi sumariamente indeferido. Na pendenga judicial com o Fisco, informa ser um ¿músico, autônomo e estar passando por grandes dificuldades econômico-financeiras¿. Por falta de rendimentos, nem sequer apresentou declaração de Imposto de Renda em 1997. Depois da derrota judicial, sumiu.
Na teia identificada pelo Banco Central, Torquato, Josebias e Rubens dividem a função de receptadores de depósitos junto com outros sete laranjas. De lá, o dinheiro partia para destinos igualmente surpreendentes e boa parte dos trajetos leva ao deputado Luciano Bivar. Entram nas contas dezenas de cheques da Sasse, a Seguradora da Caixa Econômica Federal, o que aponta para a suspeita de um esquema de desvio de recursos originários do pagamento de indenizações em sinistros de imóveis da CEF. Privatizada no ano passado, a empresa é responsável pelo seguro contra danos de milhões de imóveis financiados pela Caixa. Coincidentemente, há dez anos, a Gerencial Brasitec, pertencente a Bivar, administra os serviços de vistoria, avaliação de danos e execução de reparos em casas, prédios e apartamentos construídos com empréstimos da instituição, segurados pela Sasse. A Brasifactor e a Brasitur, também de Bivar, aparecem como beneficiárias de recursos movimentados pelo esquema. Há ainda rumores de que Bivar também é ligado à Brasicor e a Rubens Barbosa.
O deputado Luciano Bivar é tido como um dos líderes do esquema da Anacor, mas diz que não tem nada a ver com as mutretas investigadas pelo BC Relações ¿ Até o Sport Club Recife, o principal time de futebol pernambucano e presidido por Bivar até 1999, recebeu pelo menos R$ 1 milhão em depósitos que transitaram por contas de laranjas ligados à rede. Por enquanto, no nome do próprio deputado, apareceu apenas um cheque de R$ 18 mil. Também integra o mesmo esquema a Norte Câmbio Turismo, herdeira dos negócios da Anacor. Especialistas da área e procuradores que investigam o caso dizem que o mesmo gerente Manolo, conhecido nos bastidores do mercado de câmbio do Recife e citado por Araújo como o administrador da Anacor, é o responsável pela Norte Câmbio. Agora, a pedido do Ministério Público, o BC vai se debruçar sobre o braço da rede dedicado a remessas de recursos para fora e ao leva-e-traz de malas de dinheiro revelado por Araújo em seu depoimento aos procuradores.
Na quinta-feira 21, o deputado Bivar afirmou que não conhece Araújo nem possui relações com a Anacor, Brasicor ou Rubens Barbosa Filho, a quem diz só conhecer de nome. Também assegurou que não participa de nenhum esquema irregular e não sabe de nenhuma investigação em que esteja envolvido. ¿Pode ser que algum cheque meu tenha ido parar em alguma empresa dessas, porque elas trabalham com isso, mas não tenho nada com a área de câmbio¿, concluiu.
Esses são os destaques da Revista Veja que amanhã bem cedinho estará nas bancs de todo o País e essa acima é a capa da mesma especialmente preparada para vocês leitores deste Blog.
Especial Tudo que ela anuncia vira sucesso, tudo que ela faz repercute. Gisele Bündchen é há algum tempo a modelo mais famosa, mais bem paga e mais requisitada do mundo da moda. Nem mesmo o escorregão de assinar um contrato com fabricantes de casacos de pele comprometeu sua carreira. No site: acesse galerias de fotos da modelo.
Sucessão Para ganhar a eleição o PT costurou o apoio de forças políticas que no passado recente o partido não deglutia. O problema daqui por diante é saber até quando a harmonia reinará entre políticos com histórias e objetivos tão diferentes. No site: leia noticiário diário sobre política.
Posse Sem conseguir mudar a data, o PT prepara uma cerimônia formal e uma festança popular para o dia primeiro de janeiro. A expectativa é de que Brasília reúna 1 milhão de pessoas nas ruas.
Entrevista Eric Beumard, um dos grandes sommeliers do mundo, diz que a democratização do consumo de vinho é boa, mas não se deve banalizar a bebida nem uniformizar seu sabor. Ele também desfaz alguns mitos sobre o bom vinho.
Imprensa Jornalistas estrangeiros que trabalham no Brasil são em geral profissionais de muita influência e levam a vida que pediram a Deus. Eles moram em lugares privilegiados, viajam com freqüência e têm muito tempo livre para ir ao cinema, ler e se divertir.
Automóveis O objetivo dos carros do futuro não será reproduzir a tecnologia de naves espaciais, mas copiar o aconchego do lar. Alguns modelos atuais já possuem minigeladeira, massageador, aparelho de DVD e outros luxos para garantir o conforto da família.
Sociedade Japonesas gastam fortunas em peças de grifes caríssimas como Prada, Louis Vuitton e outras. A maioria torra tudo que ganha, muitas vão além e se endividam para andar de acordo com as regras da última moda. No site: acesse galeria de fotos com alguns dos modelos exóticos.
Saúde Adolescentes obesos começam a recorrer à cirurgia de redução de estômago para perder peso e garantir saúde e qualidade de vida. O recurso, porém, só é recomendado em casos de obesidade mórbida, aquela que traz problemas de pressão, diabetes e até apnéia de sono. No site: leia mais sobre obesidade infantil.
Medicina Um novo exame de sangue, que mede a intensidade dos processos inflamatórios nos vasos sangüíneos, é em alguns casos mais eficaz que o exame de colesterol para detectar risco de ataques cardíacos.
Beleza A corrida para deixar o corpo em ordem no verão já começou. Conheça os prós e contras dos novos produtos e tratamentos estéticos que serão usados nas clínicas nesta temporada.
Artes e Espetáculos
Livros - Num trabalho monumental, o jornalista Elio Gaspari reconstitui os anos de chumbo do regime militar e desnuda a anarquia que o caracterizava. A Ditadura Envergonhada e A Ditadura Escancarada são os dois primeiros volumes de uma série de cinco com os quais Gaspari se debruça sobre a época. No site: leia trechos de A Ditadura Envergonhada.
Música - O cantor inglês Robbie Williams assinou com a EMI o terceiro maior contrato de todos os tempos: 130 milhões de dólares pela gravação de seis discos. Ele é um dos principais nomes do cenário musical inglês, mas não consegue emplacar no resto do mundo, principalmente nos EUA. No site: acesse clipes e ouça os sucessos do cantor.
DVD - Para comemorar os 40 anos do espião mais charmoso do cinema, chega ao mercado uma caixa com nove DVDs e algumas das principais aventuras de James Bond. Entre elas, 007 contra Goldeneye e O Mundo não é o Bastante. No site: acesse trailers e galerias de fotos de algumas produções e dos cinco intérpretes do agente secreto.
O mestre das agulhas Médico do governador Geraldo Alckmin, da apresentadora Luciana Gimenez e da cantora Elba Ramalho, o chinês Jou Eel Jia é o acupunturista mais requisitado da cidade
Fasano à Carioca Sinônimo de tradição e requinte na gastronomia de São Paulo, Rogério Fasano abre em Ipanema o Gero, seu primeiro restaurante no Rio
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12:27 PM
by Cassiano Leonel Drum
A Capa da Revista veja é a nossa querida e gaúcha Gisele Bundchen, que coloco para voces em primeira mão. Mas na revista tem tudo, dezenas de fotos, papéis de parede e muito mais. Aproveitem e leiam a reportagem que coloco aqui porque ela está em área reservada aos assinantes.
O furacão Gisele Anna Paula Buchalla e Paula Neiva
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12:22 PM
by Cassiano Leonel Drum
Jamais me levanto da cama por menos de 10.000 dólares." A frase, atribuída à modelo canadense Linda Evangelista, no início dos anos 90, demarcou o início de uma era: a das supermodelos. Além de Linda, Cindy Crawford, Claudia Schiffer, Elle MacPherson, Kate Moss, Christy Turlington e Naomi Campbell fulguravam nas passarelas da década passada. Elas foram muito mais do que rostos belíssimos e corpos perfeitos a servir de cabide para as criações de estilistas famosos. Conquistaram o status de estrelas, ganharam mais notoriedade do que as roupas que desfilavam e entraram para o rol das celebridades milionárias. Na segunda geração de supermodelos, ninguém é páreo para a brasileira Gisele Bündchen, de 22 anos. Dizer que ela reina absoluta não é força de expressão. Gisele foi incluída na lista das 100 maiores celebridades do planeta, elaborada pela revista Forbes. Desde 1998, quando foi alçada ao estrelato, a brasileira faturou cerca de 100 milhões de reais, o equivalente a 30 milhões de dólares. Nunca houve uma modelo que ganhasse tanto. Para se ter uma idéia, segundo a publicação inglesa Business Age, a americana Cindy Crawford e a australiana Elle MacPherson foram as que conseguiram amealhar as maiores fortunas. Cindy tem hoje 36,3 milhões de dólares e Elle, 35,2 milhões. São valores maiores do que o de Gisele. Ambas, no entanto, levaram dez anos para juntar esse dinheiro. Gisele conseguiu faturar quase o mesmo na metade do tempo. E, do jeito que seus negócios prosperam, deverá superar a marca dos 40 milhões de dólares. Linda, rica (e absoluta, e necessária, e vitaminada), ela não sai da cama por menos de 16.000 verdinhas.
Gisele, que é um colírio para os olhos de todo mundo, virou uma pedra no sapato dos ecologistas. Isso porque ela aceitou ser garota-propaganda de um fabricante de casacos de pele, a Blackglama. Nas fotos da campanha, que começou a ser veiculada nos Estados Unidos há coisa de vinte dias, Gisele, exuberante como sempre, aparece envolta em vistosos casacos e estolas de mink. Foi o estopim para que se declarasse uma guerra contra a modelo, que teve seu ápice há duas semanas. Durante a gravação do desfile da grife de lingerie Victoria's Secret para a rede de televisão americana CBS, no momento em que Gisele vinha em direção às câmeras, de cinta-liga preta e sapatos de salto alto vermelhos, quatro ativistas da organização People for the Ethical Treatment of Animals (Pessoas pelo Tratamento Ético dos Animais), a Peta, pularam na passarela. Elas carregavam cartazes com a frase "Gisele, a escória da pele" e xingavam a modelo. Profissional tarimbada, a beldade brasileira continuou a desfilar, enquanto seguranças do evento se encarregavam de tirar as manifestantes dali. Pouco depois da confusão, a entrada de Gisele foi regravada.
De anjo a vilã
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12:13 PM
by Cassiano Leonel Drum
Ao posar para a marca de casacos de pele Blackglama (primeira foto no alto), Gisele atraiu a ira dos ativistas da ONG Peta, que invadiram o desfile da Victoria's Secret com cartazes: "Gisele, escória da pele" (no centro). Em outro protesto da ONG, a cantora Sophie Bextor aparece num anúncio com uma raposa morta: "Aqui está o resto de seu casaco de pele"
Fosse outra modelo, os ecologistas não teriam ficado tão irritados. Mas Gisele é Gisele. Ao fazer a campanha da Blackglama, é como se ela, "o mais belo animal sobre a Terra", para usar o elogio que o diretor francês Jean Cocteau endereçou à atriz Ava Gardner, desse a chancela para que as mulheres pudessem usar sem culpa casacos que, para ser confeccionados, exigem a morte de dezenas de bichinhos. Com isso, acreditam os ecologistas da Peta, foram por água abaixo anos de luta pela conscientização contra essa indústria, considerada uma das mais cruéis do mundo. Muitos especialistas em marketing e consultores de moda se perguntam por que Gisele, dona de uma carreira tão bem pavimentada, aceitou emprestar sua imagem a algo tão malvisto e politicamente incorreto. A julgar pelo que Gisele tem dito a respeito, inclusive na entrevista que deu a VEJA, ela simplesmente não fazia idéia de que estava se metendo numa enrascada. "Fazemos força para acreditar que a participação de Gisele no anúncio da Blackglama ocorreu mesmo por ignorância, e não por falta de coração", diz Lisa Franzetta, coordenadora da Peta. "Se ela soubesse que, para fazer um único casaco, são necessários no mínimo cinqüenta minks, e visse esses animais sendo mortos por inanição, eletrocutados ou envenenados, não aceitaria anunciar casacos de pele."
O contrato de Gisele com a Blackglama tem dois meses de duração. Representantes da Peta procuraram a agência da modelo em Nova York, a IMG, para tentar fazer com que o acordo com o fabricante de casacos de pele seja rompido. É improvável que isso ocorra, mas Gisele afirma estar pronta a colaborar de alguma forma com a organização, que não lhe dá trégua. Uma das hipóteses cogitadas para reparar o dano à sua imagem e amainar a fúria dos ecologistas é uma doação financeira à Peta. Participar da campanha da Blackglama foi um deslize que poderia ter conseqüências mais funestas se Gisele tivesse uma concorrente para a qual pudesse perder contratos. Como ela não tem, pelo menos até o presente, é difícil que a trajetória da brasileira sofra turbulências.
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12:11 PM
by Cassiano Leonel Drum
O que, afinal de contas, faz de Gisele Bündchen uma modelo única? O 1,79 metro, os 51 quilos, os 89 centímetros de busto, 57 de cintura e 89 de quadris certamente são medidas embasbacantes. Os olhos azuis e a farta cabeleira dourada também são de outro mundo. Mas mulheres com aparência deslumbrante não são exatamente raridade no mundo da moda. Já que não existem instrumentos de aferição de graus de beleza, toda e qualquer resposta só é possível no terreno das aproximações. Pode-se dizer, então, que Gisele, parafraseando Shakespeare, "ensina as tochas a brilhar". De fato, o seu colorido de pele, cabelo e olhos, combinado às formas perfeitas, irradia luz e ofusca quem está do seu lado. Além disso, ela é dona de um estilo todo próprio, que foge às caras e bocas típicas das modelos. Gisele desfila de um jeito inteiramente singular, que ninguém consegue imitar. Quando chega à extremidade da passarela, toda modelo dá aquela paradinha de praxe, para que os fotógrafos façam a festa. Essa paradinha dura um segundo, no máximo, depois da qual a modelo dá uma volta e inicia o retorno aos bastidores. Pois bem, é nessa fração ínfima de tempo que Gisele é mais Gisele do que nunca. Com as mãos na cintura e um olhar oblíquo capaz de aquecer as almas mais gélidas, ela arqueia o corpo, lançando o tronco para a frente e empinando o derrière ¿ e é nesse vácuo posterior, onde deveria estar a sua coluna lombar, agora arqueada, que moram todas as fantasias masculinas, bem como a inveja feminina.
CHINELAS PODEROSAS Tudo o que ela anuncia vira sucesso. A sandália Ipanema Gisele Bündchen, o primeiro produto licenciado com a marca da modelo, superou as expectativas de venda do fabricante. Desde julho, foram vendidos cerca de 5 milhões de pares
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12:04 PM
by Cassiano Leonel Drum
Outra característica especial de Gisele, atestam os fotógrafos e maquiadores, é a sua capacidade de transmutação. Seu rosto, que não tem nada daqueles traços de bonequinha de luxo e apresenta como marca principal o nariz proeminente, permite que ela assuma os ares de diversos tipos de mulher nos ensaios fotográficos e desfiles que protagoniza ¿ seja o da vamp, o da jovem senhora ou o da profissional independente e liberada (veja quadro). Por último, mas não menos importante, Gisele chegou aonde chegou porque é de um profissionalismo ímpar. Um exemplo que encanta os estilistas: os códigos impregnados de narcisismo que permeiam informalmente o universo dos desfiles estabelecem que a primeira modelo a entrar na passarela ou a última a aparecer é a mais importante do evento. Nada afeita a estrelismos, Gisele não reclama quando deixa de ser escolhida para abrir ou fechar um desfile. Pontual, compenetrada, paciente e zelosa, Gisele cuida da carreira e das finanças pessoalmente. Conta com a assessoria de advogados e contadores nos Estados Unidos, Europa e Brasil e de duas empresárias ¿ uma americana e outra brasileira ¿, mas a última palavra é sempre dela. Ao contrário do que costuma fazer a maioria dos famosos brasileiros, Gisele mantém a família afastada de seus negócios. "Quero somente profissionais trabalhando para mim. O motivo é simples: se um deles não estiver fazendo um bom trabalho, é só dispensá-lo", explica ela. É assim, com pulso firme e um incrível tino para os negócios, que Gisele toca a sua carreira.
Os números de Gisele são todos faiscantes. O contrato para estrelar as campanhas da grife de lingerie americana Victoria's Secret lhe renderá, até 2005, 20 milhões de dólares. Em março do ano passado, Gisele foi contratada para fazer os comerciais da C&A. Recebeu em torno de 10 milhões de reais por um ano e meio de trabalho. Os executivos da loja de departamentos comemoram cada centavo investido em Gisele. No primeiro ano de campanha publicitária com a modelo, as vendas cresceram 20%. Com a marca de biquínis Cia. Marítima, ela selou um acordo estimado em 1 milhão de reais pela campanha e um desfile. Com a administradora de cartões de crédito Credicard, fechou outro contrato de 3,5 milhões de reais, aproximadamente. Em julho, em parceria com a fabricante de calçados Grendene, Gisele lançou as sandálias de dedo GB Ipanema ¿ G, de Gisele, e B, de Bündchen, claro. Foi um dos melhores negócios que a modelo fez. Até agora foram vendidos 5 milhões de pares, o que totaliza cerca de 70 milhões de reais. Embora os diretores da Grendene não falem no assunto, sabe-se que o acordo com Gisele estabelece que ela receberá no mínimo 5 milhões de reais de royalties. "Ela não dá ponto sem nó", comenta um alto executivo da indústria da moda. Não mesmo. As "chinelas", como Gisele se refere às sandálias, são o primeiro produto com a marca da modelo e servem de balão-de-ensaio. Em 2005, aos 25 anos, ela quer se aposentar das passarelas e se tornar empresária
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12:00 PM
by Cassiano Leonel Drum
Com esse objetivo no horizonte, Gisele vem reduzindo a participação em desfiles. Hoje, não faz mais de vinte por ano. Seu cachê é de 8.000 a 10.000 dólares por hora. A título de esclarecimento: o tempo começa a contar a partir do momento em que ela chega ao local do evento. Como permanece, em média, duas horas à disposição dos organizadores, isso significa que ela não sai de um desfile com menos de 16.000 dólares. Os estilistas pagam com prazer. Tê-la na passarela é garantia de fotos publicadas em revistas e jornais do mundo inteiro. Invariavelmente, as imagens são acompanhadas por adjetivos derramados. Gisele é The Body (O Corpo), na definição do estilista inglês Alexander McQueen. Encarna um novo padrão de beleza, o "padrão Bündchen", segundo a revista W, uma das bíblias da moda. É "a garota mais bonita do mundo", na acepção direta da revista Rolling Stone. Antes de assinar contrato com a americana IMG, uma agência especializada em trabalhar para celebridades, como o jogador de golfe Tiger Woods, Gisele fazia parte do elenco da Elite, a agência que a descobriu. O rompimento, em 1999, foi conturbado. Irritado com a saída de Gisele, justamente no momento em que a carreira dela decolava, John Casablancas, o então dono da Elite, chamou a brasileira de gananciosa e avara. "Ela é uma menina mimada e provavelmente a criatura mais egoísta que conheci", disse. Falou ainda que Gisele só conseguia entrar na passarela se fumasse maconha antes. Ela não deu pelota para Casablancas. A IMG não demorou a abrir uma filial brasileira, para garimpar novas beldades. Aliás, esse foi um efeito do sucesso de Gisele: chamar a atenção para o Brasil. A top das tops abriu as portas dos desfiles e campanhas internacionais para modelos como Caroline Ribeiro, Adriana Lima e Fernanda Tavares, entre outras (veja reportagem). Além disso, Gisele ajudou estilistas brasileiros a ganhar espaço no exterior. Carlos Miele, da M. Officer, Tufi Duek, da Forum, e Amir Slama, da Rosa Chá, foram beneficiados pelo fascínio despertado por ela nos grandes centros da moda.
Como ocorre em relação a qualquer celebridade, a vida particular de Gisele desperta curiosidade. Especialmente quando o assunto é companhia masculina. A verdade é que, de tão focada na carreira, a modelo deixou os namoros para terceiro plano. Gisele prefere "ficar", para usar o jargão dos adolescentes. Seu relacionamento mais sério foi com o ator Leonardo DiCaprio. Durou dois anos ¿ mais cheios de idas que de vindas. Ela já foi vista aos beijos com o empresário João Paulo Diniz, herdeiro do Grupo Pão de Açúcar, e andou jantando com o ator Rodrigo Santoro, de quem parece ser apenas amiga. Recentemente, conheceu ¿ em mais de um sentido ¿ o playboy Ricardinho Mansur, filho do enroladíssimo empresário Ricardo Mansur. Consta que o moço está apaixonado. Mas, para tristeza de Ricardinho, por enquanto só mesmo a cachorrinha "Vida" tem lugar cativo na cama de Gisele. Quem disse que ela não gosta de animais?
Não é fácil ser Gisele
DESDE 1998, QUANDO FOI LANÇADA AO ESTRELATO, GISELE JÁ PASSOU... 13 000 horas em estúdios de fotografia 2 000 horas sentada em uma cadeira de cabeleireiro 4 dias mergulhada em espuma, fotografando para uma campanha da francesa Dior
... JÁ DESFILOU... 4 800 modelos de roupas
... E JÁ PERCORREU... em mais de 600 desfiles, cerca de 200 quilômetros nas passarelas, o equivalente à metade do percurso entre Rio de Janeiro e São Paulo. E de salto alto
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11:52 AM
by Cassiano Leonel Drum
As mil faces de Gisele
Um dos aspectos que mais agradam a fotógrafos e maquiadores é a sua capacidade de transmutação. Seu rosto, que não tem nada daqueles traços de bonequinha de luxo e apresenta como marca principal o nariz proeminente, permite que ela assuma os ares de diversos tipos de mulher nos ensaios fotográficos e desfiles que protagoniza
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11:48 AM
by Cassiano Leonel Drum
Gisele não namora, fica
COMO VEIO, FOI Ela e o empresário paulista João Paulo Diniz já eram amigos quando rolou um clima. Eles ficaram juntos algumas vezes ¿ numa delas, a top apareceu de seios nus na sacada da casa de praia dele Ronaldo Ceravolo
SE ELE NÃO QUER, ELA MUITO MENOS Com o galã Leonardo DiCaprio, o namoro durou dois anos. No Carnaval passado, ela trouxe a mãe dele para visitar o Brasil. Dizem que foi a modelo quem pôs fim à relação, em junho último. A gota d'água? DiCaprio dispensou a companhia da bela para se divertir com amigos AP
VAI OU NÃO VAI? Se dependesse da torcida, a modelo já teria casado com o ator Rodrigo Santoro. Eles ensaiam um romance desde o Carnaval do ano passado. Recentemente, a boataria ganhou mais força, quando estrelaram juntinhos uma campanha de um cartão de crédito Rafael Campos
RICARDINHO ESTÁ NO PÁREO O mais novo aspirante a namorado de Gisele é o playboy Ricardinho Mansur. O rapaz tem-se esforçado. Faltou à própria festa de aniversário só para levar a namorada ao aeroporto. Ela foi, ele ficou
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11:44 AM
by Cassiano Leonel Drum
"O que fizeram comigo não foi ético"
Na quinta-feira passada, de um estúdio fotográfico em Nova York, Gisele Bündchen falou por telefone à subeditora Anna Paula Buchalla sobre sua participação na campanha dos casacos de pele da Blackglama e os protestos dos ecologistas da ONG Peta. A seguir, os principais trechos da entrevista:
Veja ¿ Por que você aceitou participar de uma campanha de um fabricante de casacos de pele? Gisele ¿ É importante que as pessoas saibam que eu estava apenas fazendo o meu trabalho. Os Estados Unidos são um país livre, onde todos têm o direito de opinar e cada um faz o que quer com a sua vida. Os manifestantes da Peta têm o direito de defender a sua causa, e eu tenho o direito de trabalhar no que bem entender.
Veja ¿ O que passou pela sua cabeça no momento em que as ativistas invadiram a passarela? Gisele ¿ É lógico que foi uma surpresa muito desagradável. De repente, apareceram aquelas mulheres raivosas, com cartazes nas mãos. Sinceramente, mal consegui ler o que estava escrito. Só vi o meu nome e pensei: "Mas o que é isso?" Só me restava manter a concentração e continuar desfilando. Foi o que fiz.
Veja ¿ A indústria das peles é considerada uma das mais cruéis. Isso não a incomoda? Gisele ¿ Eu adoro bichos. Tenho três cachorros e dois cavalos que são minhas paixões. Agora, se matam os minks, o que eu posso fazer? Matam galinhas e vacas e ninguém fala nada. Por que não protestam contra essas pessoas também? Só sei que o que fizeram comigo não foi nada ético. Além disso, invadiram o desfile de uma grife, a Victoria's Secret, que não tem nada a ver com a história das peles. No fim, eles é que fizeram papel ridículo.
Veja ¿ Mas mesmo depois dessa confusão você não se arrepende de ter posado com casaco de pele? Gisele ¿ Para mim, esse foi um trabalho como qualquer outro. Mas estou aberta ao diálogo. Fui informada de que a Peta procurou a minha agência, a IMG, em Nova York. Estou disposta a ouvir a reclamação deles e a colaborar no que for preciso.
Veja ¿ É verdade que, além de 500 000 dólares de cachê, você ganhou dois casacos para estrelar a campanha da Blackglama? Gisele ¿ Eu jamais falo sobre os valores de meus contratos. Agora, essa história de ganhar casaco como forma de pagamento é a coisa mais ridícula que já ouvi. Justo eu? Em primeiro lugar, não preciso disso. Em segundo, nunca usei casaco de pele. Esse tipo de roupa não faz o meu estilo. Sou adepta do jeans, camiseta e tênis. Salto alto, só para trabalhar, porque o meu pé dói. Fora do trabalho, ninguém jamais me viu ou vai me ver usando um casaco de pele.
Parabéns aos meus amigos queridos de Curitiba, Valdemar, Orbatiuk - grande Orbatiuk, Sirlei, Traudi, Dulce - você agora é Matogrossence ou Paranaense ou ainda é Gaúcha acima de tudo e a todos os demais amigos de lá. Vocês merecem essa obra e muito mais.
Presidente Fernando Henrique esteve na inauguração e visitou as sete exposições que abrem hoje ao público
Fernando Fenrique Cardoso, Oscar Niemeyer e Jaime Lerner na inauguração da obra. (Ivonaldo Alexandre)
O presidente Fernando Henrique Cardoso e o governador Jaime Lerner inauguraram ontem, no Centro Cívico, em Curitiba, o NovoMuseu ¿ o maior da América Latina. A cerimônia teve também a presença do arquiteto Oscar Niemeyer, que projetou o prédio original em que o museu foi instalado ¿ o antigo edifício Caselo Branco ¿ e criou o anexo do espaço, um edifício em forma de olho com 20 metros de altura.
A cerimônia iniciou perto das 19 horas, pouco depois de Lerner e Fernando Henrique terem visitado parte do complexo com mais de 30 mil metros quatrados de área construída que abrigam as sete exposições inaugurais. O presidente chegou à capital por volta das 17 horas e antes das 20 horas deixou o museu. Após os discursos, as exposições foram abertas para os mais de 3 mil convidados que compareceram ao evento. Em seu discurso (leia mais na reportagem abaixo), Fernando Henrique salientou a obra e o gênio de Oscar Niemeyer, "criador de espaços que possibilitam o encontro", e a quem se referiu como o maior artista e criador brasileiro. FH também fez referências à exposição de arte mexicana, que será aberta ao público a partir de hoje, em uma comparação da arquitetura do NovoMuseu com a de Brasília, cujo plano piloto é também de autoria de Niemeyer.
O governador Lerner, que discursou para uma platéia que contava com a presença de todo o conselho superior da União Internacional dos Arquitetos ¿ instituição internacional que ele presidirá a partir do ano que vem ¿, afirmou que o NovoMuseu se trata de "um centro irradiador de cultura e de nossa identidade". Em seu pronunciamento, Lerner citou todos os arquitetos envolvidos no projeto construído em tempo recorde e fez uma menção especial aos mais de 650 operários envolvidos na concretização do espaço "que fizeram esta obra cantando", segundo suas palavras.
Se dirigindo a Fernando Henrique, o governador sugeriu que o presidente voltasse para Brasília "com o carinho do povo paranaense e a imagem do imenso olho de Niemeyer". O governador também minimizou em sua fala os custos do projeto ¿ orçado em mais de 14 milhões de dólares ¿ o comparando com as obras de ampliação do Museu de Arte Moderna de Nova Iorque, o Moma, que custraram 400 milhões de dólares.
O maior
Construído em uma área total de 144 mil metros quadrados, que inclui um bosque (do Parque Papa João Paulo II) e um jardim criado por Roberto Burle Marx, o NovoMuseu é o maior do Brasil e da América Latina. Em sua inauguração, abriga sete mostras artísticas ¿ Curitiba, Inovação e Solidariedade; Matéria Prima; Trajetória de Niemeyer; Panorama da Arte no Paraná; Uma História do Sentar; Personagens e Paisagens Mexicanas; e Pátio das Esculturas ¿, que têm visitação gratuita até 31 de dezembro. Todas as exposições contemplam a área de atuação do museu, centrada em artes visuais, arquitetura e design. Sua estrutura ainda comporta reserva técnica, laboratório de restauração, auditório, bar, restaurante e uma rede de computadores.
Voces verificam que essas declarações não são feitas pelo Governador de São Paulo, de Minas, Paraná, RS, Bahia ou tantos outros estados, mas pelo Governador do Estado do Acre Sr Jorge Viana. Gosto dos nossos irmãos de lá, acho Rio Branco pelas suas características uma bonita cidade mas me parece que o Governador não quer essa transição pacífica. Há que se fazer alguma coisa para que ela seja conturbada. FHC, diz que vai entregar um presente, pode ser um presente de Grego, mas aí que seja recebido em paz, sem essas declarações que estão sendo feitas lá no Rio, por exemplo, e depois arrume-se o que estiver errado e imprima-se o próprio ritmo, é meu pensamento.
CORREIO DO POVO PORTO ALEGRE, SÁBADO, 23 DE NOVEMBRO DE 2002 Governador do Acre acha que a lua-de-mel acabará
O governador do Acre, Jorge Viana, do PT, disse ontem que a lua-de-mel entre o governo Fernando Henrique e o sucessor vai durar até a apresentação do diagnóstico do país, que está sendo elaborado pela equipe de transição. Viana lembrou que o governo FHC diz que entregará um presente, com a mudança do Brasil. 'Quem receberá afirma que terá muitos problemas', alegou. Para ele, há impressão equivocada de que está tudo bem no país.
Eu não esperaria, nem voces, acredito, pos mais inocentes que fossem uma afirmação dessas, diria provocação até, ainda mais do nosso nobre Garotinho, quase Pastor, Pai de família exemplar, ex governador, etc, etc. Mas enfim, as pessoas estão sempre surpreendendo.
CORREIO DO POVO PORTO ALEGRE, SÁBADO, 23 DE NOVEMBRO DE 2002 PT chama Garotinho de racista
O ex-governador do Rio Anthony Garotinho, do PSB, deu início na quinta-feira a uma crise com o PT por dizer que 'desinfetará o Palácio Guanabara', sede do governo fluminense, antes que sua mulher, a governadora eleita Rosinha Matheus, do PSB, tome posse no lugar de Benedita. Como Benedita é negra, setores do PT acusaram Garotinho de racismo, num confronto que poderá se refletir na aliança dos dois partidos no governo do presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva. O líder do PT na Assembléia Legislativa do Rio, Chico Alencar, exigiu explicações do comando estadual dos socialistas. 'Isso é parte da estratégia de Garotinho para disputar a Presidência em 2006', disse Alencar, que enviou carta ao presidente do PSB do Rio, deputado Alexandre Cardoso, e ao líder do partido na Casa, Manoel Rosa. No texto, ele expressou 'profundo desagrado' com as afirmações 'levianas e caluniosas'. Segundo ele, a frase de efeito choca ainda mais quando se pode inferir dela concepções racistas: 'Desinfetar é livrar do pestilento, limpar sujeira, eliminar mau cheiro e destruir micróbios'. Alencar exigiu que Garotinho se retrate para que o incidente seja superado.
O presidente nacional do PT, deputado federal reeleito José Dirceu, afirmou que as declarações de Garotinho não alteram em nada a relação política do PT com o PSB. Dirceu, porém, telefonou para Benedita para prestar-lhe solidariedade e lamentar o ocorrido.
Amilcar de Castro (1920 ¿ 2002) Morreu na quinta-feira o maior artista brasileiro contemporâneo
Foto Ronaldo Bernardi, Banco de Dados/ZH ¿ 5/12/01
Morreu na noite de quinta-feira, vítima de insuficiência cardíaca, o escultor mineiro Amilcar de Castro. Ele estava internado havia 15 dias no Hospital Felício Rocha, em Belo Horizonte. Tinha 82 anos.
Era o mais respeitado artista em atividade no Brasil. Era o maior deles, segundo o crítico Rodrigo Naves.
Na semana retrasada, Amilcar passara por uma angioplastia, cirurgia para desobstrução da coronária, mas não enfrentava bem a recuperação. Na última semana, o quadro se agravou com uma infecção. O artista foi sedado e respirava com a ajuda de aparelhos.
O enterro estava previsto para o final da tarde de ontem, no Cemitério do Bom Fim, em Belo Horizonte. Nascido em Paraisópolis, no interior de Minas Gerais, o artista vivia na capital mineira desde a juventude. Era casado com Dorcília Caldeira de Castro. Deixa três filhos: Rodrigo, Ana Maria e Pedro.
Nos últimos 12 meses, Amilcar esteve duas vezes em Porto Alegre. Em dezembro do ano passado, acompanhou uma exposição de trabalhos seus no Centro Cultural Aplub e fez uma série de gravuras em metal na Fundação Iberê Camargo. Na época, em entrevista a ZH, comentou:
O papel branco me dá grande alegria.
Amilcar voltou à capital gaúcha em janeiro de 2002. Vinha conferir uma retrospectiva de obras suas no Santander Cultural e a coletiva Tangenciando Amilcar, em que artistas de diferentes pontos do país propunham um diálogo com o trabalho do mestre.
O curador da mostra, o crítico paulista Tadeu Chiarelli, destacou então a profundidade da marca do escultor na cultura nacional:
Amilcar redimensiona o todo. Ele é todo certeza. Ele é um herói do modernismo. O herói de um único gesto. Ele está no auge de sua produção, mas já é um dado da história da arte no século 20. É impossível pensar a arte contemporânea no Brasil sem Amilcar de Castro.
Ao lado de Helio Oiticica e Lygia Clark, o artista foi um dos expoentes do neoconcretismo, movimento seminal da produção contemporânea nacional. Internacionalmente conhecido, com participação em nada menos que oito Bienais de São Paulo, ele pintava, desenhava e fazia gravura ¿ mas era célebre sobretudo pelas esculturas em que recortava e dobrava grandes chapas de ferro e aço.
Ele partia de um plano bidimensional ¿ chapa redondas ou quadradas ¿ para em seguida fundar nova geometria. O gesto era todo baseado na tensão entre a cisão e a torção. O ferro se submetia docilmente à indicação do artista. Amilcar obtinha ali, a partir de um movimento aparentemente simples, obras de grande força poética. Cada escultura continha em si uma lição de precisão, austeridade e concisão.
Já nos anos 60 o poeta e psicanalista Hélio Pellegrino chamava tais peças de ¿triunfo da vida sobre a morte¿ e ¿monumento à esperança¿. Esculturas dessa vertente foram vistas em Porto Alegre tanto na exposição da Aplub quanto na do Santander. Uma de suas esculturas em ferro está fixada no Parque Marinha do Brasil desde a 1ª Bienal do Mercosul, em 1997. Na época, a obra foi avaliada em R$ 50 mil.
O crítico Frederico Morais, curador da 1ª Bienal, associava a domesticação do metal a uma sexualização do gesto. O corte, dizia, continha a violência masculina. A dobra, o eterno feminino:
É como uma flor que nasce da rocha. Flor selvagem, viril.
A crítica argentina Irma Arestizábal identifica na obra de Amilcar um diálogo entre separação e equilíbrio:
Com a dobra, Amilcar imprime à superfície do ferro ritmos imprevistos, que dão dinamismo e espacialização ao seu trabalho, que cresce e se expande, mas fica, ao mesmo tempo, monumental, carregado de força.
Antes de se consagrar como escultor, Amilcar formou-se em Direito. Chegou a trabalhar na Secretaria de Segurança de Minas Gerais. Também foi diagramador e editor de arte, comandou a revolucionária reforma gráfica do Jornal do Brasil nos anos 50 e emprestou seu talento a publicações como Última Hora, Jornal da Tarde e a revista O Cruzeiro. Atualmente, respondia pela concepção gráfica do Jornal de Resenhas da Folha de S. Paulo.
Amilcar começou na arte estudando com Alberto da Veiga Guignard, também professor do gaúcho Iberê Camargo. Depois, foi aluno de Franz Weissmann e Max Bill, mas citava sempre Guignard como seu mestre:
Ele era severo. Nos obrigava a desenhar uma árvore, cheia de detalhes, com o lápis 7H, um lápis muito duro. Se você não for muito firme, ele não risca. Se depois você quiser apagar, ele não sai. Isso me ajudou muito.
Ao Mais Jovem Por Amilcar de Castro
Preste atenção às coisas mais próximas e mais simples E procure somente dentro de você mesmo A força e a grandeza para construir. Por exemplo: Olhe que beleza aquela forma redonda. É apenas uma laranja. Mas que força explode E canta o canto do ser no espaço pendurada.
Astro guardando sementes Contendo o futuro De milhares de laranjais E de laranjas iguais.
Sempre diferentes Em círculo e cor laranja Perseverança da geometria Harmonia das esferas ¿ Filosofia Colorida na mesma cor. Provocando imagens e imaginação Vida em tempo de terra Em tempo de verde Em tempo de sol Amarelo. Amarela. Laranja. De mistério tangente De um gesto de colheita. Ao alcance da mão.
Acredito que Deus sempre faz as coisas pela melhor forma e assim foi-se a Princesa, como foi a Baleia de Graciliano Ramos, para o céu dos cães. Não fosse e que seriam de todos os seus filhotinhos quando desse a luz? Como o sem teto sustentaria todos vez que já há um outro em sua companhia e na do menino que zanza com ele? Por isso acho que foi providencial a morte da Princesa, Deus pensando em tantas dificuldades futuras deve tê-la colocado frente ao automóvel. Pena. Mas são especiais assim, lidos numa manhã de sábado que fazem com que os quase R$ 40,00 da assinatura do jornal já valham pena.
ESPECIAL
Drama ignorado na rotina da cidade grande CARLOS WAGNER
Foto José Doval/ZH
Uma amizade de 10 anos entre um homem e seu cão terminou na manhã de ontem na movimentada Avenida Loureiro da Silva, esquina com Lima e Silva, bairro Cidade Baixa.
Seria mais um acidente de trânsito que sequer constaria nas estatísticas da Capital não fosse a cena comovedora que se verificou no local tão logo a cadela Princesa foi atropelada. Sem-teto, Clóvis Ferreira Rodrigues, que calcula sua idade em cerca de 30 anos, chorava ao lado do corpo do animal agonizante. Princesa, cor de tijolo, era sua mais antiga companhia, a mais fiel nas andanças sem fim e sem destino do andarilho pelas ruas da cidade. E estava grávida. Quando a acolheu, há cerca de uma década, tratava-se apenas de um cão raquítico, típico de rua, conta Clóvis. Faz ele uma descrição física do animal que parece o auto-retrato de um homem maltratado pela vida, que veio da região central do Estado para acompanhar os pais, a quem perdeu muito cedo. Desde lá nunca conseguiu se reerguer e passou a viver na rua.
Como faz todos os dias, Rodrigues empurrava um carrinho igual aos de supermercado, usado para transportar trapos velhos, garrafas plásticas, pedaços de madeira e outras bugigangas sem aparente utilidade. Ao seu lado estava um garoto com idade entre 10 e 12 anos, magricela, olhos arregalados, rosto assustado, arredio a conversas, igualmente sem-teto, que se juntou ao grupo há aproximadamente cinco anos, por um motivo que eles nem sabem mais contar.
Nos encontramos na rua simplifica Clóvis. E ficamos juntos.
Lenta e desajeitada devido ao peso da gravidez, a cachorra foi atraída por sabe-se lá o que até o meio da rua.
Alguma coisa atraiu o bicho para o meio da rua. Os carros começaram a buzinar. Princesa correu para o lado errado e acabou sendo atropelada ¿ descreveu o andarilho.
Depois do acidente e da agonia do animal, o amigo enrolou o corpo em um plástico, comovendo mesmo os apressados que passavam pelo cruzamento. Sem ter um local mais apropriado para o sepultamento da cachorra, Clóvis deixou-a em um terreno baldio, a cem metros do local do acidente.
Afastou-se com seu enferrujado carrinho de compras, ao lado do garoto e de um outro cachorrinho, que se agregou à trupe há apenas um mês.
Voces concordam com o Scliar de que "Sem um cuidador ou cuidadora, o interesse pela saúde e pela vida diminui, e com isso, a sobrevida e que por isso os casados teriam uma maior expectativa de vida"..?
Independentemente de todas as controvérsias sobre casamento ¿ uma instituição que sempre deu lugar a muito bate-boca ¿ uma coisa parecia certa: os casados teriam maior expectativa de vida. Que diminuiria bastante, aliás, quando da viuvez, o que confirmava a premissa inicial: quando as pessoas cuidam umas das outras, como acontece, ou deveria acontecer no casamento, as chances de viver mais são maiores. Sem um cuidador ou cuidadora, o interesse pela saúde e pela vida diminui, e com isso, a sobrevida.
Havia aí uma discussão do tipo o que vem primeiro, o ovo ou a galinha: as pessoas sobrevivem porque estão casadas, ou casam porque estavam destinadas de antemão a uma maior sobrevivência? Não haveria, no perfil dessas pessoas, uma atitude diferente em relação à existência que favoreceria tanto a aproximação amorosa com os outros, com uma maior disposição para o autocuidado? Questão muito difícil de responder, e à qual se associa agora um novo questionamento: será que o matrimônio é sempre bom para a saúde?
Nem sempre, dizem Janice Kiecolt-Glaser, professora de psiquiatria na Ohio State University, e Ronald Glaser (seu marido, por sinal), que é imunologista. Para esses pesquisadores, o casamento é bom ¿ desde que não haja brigas. A discussão entre marido e mulher tem efeitos fisiológicos: eleva os níveis de dois hormônios, a epinefrina, ou adrenalina, e o cortisol. E isso, por sua vez, aumenta a pressão sangüínea. O que não é exatamente uma novidade: desde 1998 sabia-se que a pressão arterial das mulheres sobe depois de brigas com os maridos. Brigas parecem também agravar doenças como artrite reumatóide, Parkinson e Alzheimer, e até a capacidade de cicatrização de feridas. O efeito das brigas é sempre mais intenso nas mulheres.
Que conclusão deve-se tirar desses estudos? Difícil dizer. A convivência nunca ocorre sem problemas, especialmente entre marido e mulher. Há muita coisa em comum: a cama, o banheiro, os filhos, as finanças. Portanto, há muita coisa que serve como motivo de conflito.
O importante é reconhecer que o conflito é inevitável, mas a briga não é. O conflito pode ser resolvido por uma palavra que torna-se cada vez mais importante em nosso mundo: negociação. No passado, esse termo era visto com aristocrático desprezo, porque lembrava negócio. Não mais. Hoje sabemos que a ausência de negociação acarreta riscos perigosos, dos quais o maior é a guerra: a guerra entre nações e a guerra conjugal, muito bem mostrada no filme A Guerra dos Roses, com Michael Douglas e Kathleen Turner, em que marido e mulher transformam a casa no cenário de uma feroz luta de guerrilhas (ao final da qual ambos morrem). ¿Vamos falar sobre isso¿ talvez seja a fórmula para evitar o arranca-rabo, a elevação da adrenalina e do cortisol e um enterro precoce.
Como é interessante quando o humano quer ser menos humano e quando o técnico quer ser menos técnico.E assim o equilibrio entre os dois quando acontece passa aser fantástico.
Luis Fernando Veríssimo 23/11/2002
O encontro
O começo foi difícil. Os dois meio sem jeito, tensos. Afinal muitas coisas tinham sido ditas, muitas coisas precisavam ser esquecidas. O ressentimento mútuo era palpável. Custaram a vencer as primeiras formalidades. Houve alguns desacertos iniciais. Pequenos, mas que só serviram para aumentar o mal-estar. Por exemplo: o PT pediu um uísque sour, para mostrar que também podia ser sofisticado. O FMI pediu uma caipirinha, para mostrar que não estava assim tão alheio ao popular. Acabaram os dois pedindo chope.
Mas chope vai, chope vem e a conversa não deslanchava. Comentaram o tempo, o futebol (e o Palmeiras, hein?), filmes vistos, livros lidos...
¿ Gostas do Paulo Coelho?
Finalmente o PT falou na família e o FMI se surpreendeu. Família? Por alguma razão, nunca imaginara o PT com uma família. Assim, mulher e filhos legítimos, essas burguesices. Mas o PT não só tinha família como fotos da família na carteira! Logo o FMI também sacara a sua carteira e os dois comparavam fotos. Jeitosa, a patroa. E não me diga que o júnior também usa brinco. Fazer o quê? Garçom, outra rodada aqui. E sai uns pastéis.
Em pouco tempo, estavam trocando confidências. O PT confessando que também nunca imaginara que o FMI gostasse dos filhos, tomasse chope em boteco ¿ enfim, essas humanices. Para dizer a verdade, sempre imaginara o FMI como um tecnocrata frio e distante, incapaz de um arroto, quanto mais de um sentimento. E o FMI confessando que viera ao encontro preparado para ser doutrinado por um chato dogmático e não conquistado por aquela simpatia toda. Foi nesse momento que os dois se abraçaram, quase derrubando a mesa.
Houve quase um desentendimento na hora de pagar a conta. O FMI insistindo que era com ele, o PT não querendo saber. No fim combinaram que o PT pagaria e o total seria descontado do superávit primário do ano que vem. Na rua, os dois, bêbados, ficaram discutindo o que fazer para que aquela noite não acabasse. A idéia de ir acordar o Malan com uma serenata foi do FMI. E saíram os dois pela noite de Brasília, um escorando o outro. Dizem até que fizeram xixi juntos, na Praça dos Três Poderes.
Meu vizinho faz barulhos estranhos pela manhã. É o vizinho do apartamento de cima. Bem cedo, lá pelas seis horas, ele desperta febril de energia. Então ouço um ruído esquisito, parece água enchendo uma chaleira, só que não pode ser água enchendo uma chaleira ¿ leva muito tempo, teria de ser uma chaleira do tamanho de um Fusca. Às vezes ele também usa aparelhos elétricos. Uma serra, talvez. Uma furadeira. Essas coisas delicadas.
Quarta-feira passada, dia do jogo do Brasil, meu vizinho resolveu serrar alguma coisa. Oito horas da manhã e ele ruec, ruec, ruec, ruec! Invejo tanta disposição matinal.
As horas de sono subtraídas me deixam meio moscão o dia inteiro, confesso, mas o que mais me preocupa não é isso. É algo horrível que tem acontecido comigo, sempre que o vizinho me acorda. Dá-se assim: ele faz lá aqueles ruídos, abro os olhos e, como se fosse um despertador soando, me vem à cabeça a música do Galeto do Régis.
Antes de pensar qualquer pensamento, antes de sentir qualquer sentimento, antes mesmo de saber que dia é, canto mentalmente a música do Galeto do Régis. Todos os dias, a primeira sensação do dia.
É medonho.
É desumano.
Você vai dizer que sou um inimigo dos galetos ou dos jingles comerciais. Não se trata disso. É que aí fico todo o dia com aquela melodia bimbalhando nos ouvidos, o coral a entoar com a galhardia típica dos imigrantes italianos:
Galeto do Régis! Galeto do Régis!
Oh, Deus.
Se pensasse na música do Galeto do Régis uma única vez no dia, tudo bem, sem problemas. Mas ela se repete e repete e repete, como certas flautas de gremistas em colorados e de colorados em gremistas. Como os imeils de xingamentos intertorcidas. Isso cansa. Vizinhos e torcedores cheios de energia, como conviver com eles?
A médica, o escritor e o Ibsen
Indagorinha na Feira do Livro, um muito bem-sucedido escritor gaúcho se deixou enlevar pelos encantos de uma funcionária da L&PM. Resolveu abordá-la. Aproximou-se e, com voz oleosa, mandou:
Não te dói ser tão linda?
Uau!
Só mesmo um muito bem-sucedido escritor para cerzir uma cantada dessas, feita com uma frase que poderia ter saído de entre os dentes do Ibsen Pinheiro. Como se sabe, o Ibsen é o barão das frases de efeito, um Churchill caboclo. Porque o Ibsen ama as frases de boa construção. As frases pensadas, de resultado calculado.
O que não quer dizer que uma frase casual não possa também ter lá o seu impacto. Até uma frase de natureza técnica é capaz de fazer parar um coração de emoção ou susto. Vou citar em seguida a frase de uma médica, frase esta que se inclui à perfeição na categoria das frases trepidantes. A tal frase, quando foi repetida aqui na Redação da Zero, fez o pessoal do Esporte uivar e ganir. O Benfica dava socos na mesa, o Serginho Villar se engasgou com o chimarrão, os óculos do Mário Marcos embaciaram, o computador do Boró apagou.
Que frase!
A médica que a proferiu é uma ginecologista. Informação fundamental, essa ¿ trata-se de UMA ginecologista, não UM ginecologista. Faz diferença. Afinal, um homem sempre tem seus motivos para ser ginecologista. Motivos nem sempre esconsos, nem sempre espúrios, nem sempre escabrosos, é verdade. Mas que sempre são motivos.
Enfim. Vamos à frase. A paciente que a ouviu é uma ex-namorada de um amigo meu, um jornalista conhecido. A frase foi cunhada depois de a moça, essa, ter se submetido a um criterioso exame ginecológico. Assim que deixou seu campo de trabalho, a médica enviou para a moça um olhar de indiferença científica, de isenção técnica, um olhar desprovido de emoção ou parcialidade, e disse, com perfeita e preocupante concordância verbal:
Tu vais dar muito prazer aos homens, pois és muito justa.
Nem o Ibsen Pinheiro seria capaz de elaborar uma frase dessas. Mas o Ibsen Pinheiro conta fábulas como a que usou para explicar a vitória do Inter sobre o Paysandu. É a fábula da lebre e do coiote: o coiote, que é um Luís Mário, um velocista, um ponta ortodoxo, que corre muito mais que a lebre, o coiote saiu atrás dela para devorá-la. Mas ela, ao se ver quase alcançada, reuniu forças e zzzum!, zuniu para a segurança da toca. Lá embaixo, as amigas lebres, admiradas, perguntaram:
Como você conseguiu???
E a lebre, arfante, explicou:
Ele estava correndo pela janta; eu, pela vida.
Muito bem dito, Ibsen.
Mas a frase da médica é melhor.
Dança do ventre na Redação
Fazer aniversário está ficando arriscado, nesta cidade. Os jogadores de futebol levam ovo e farinha na cabeça, e, para quem não é jogador, há aqueles carros de som. Jesus Cristo!, são alto-falantes possantes, nem sabia que um alto-falante podia ser tão poderoso. O carro estaciona na frente da casa da vítima e dê-lhe a render homenagens. O horror.
Aqui, na Zero, estamos nos sofisticando. Primeiro, passávamos o dia ameaçando cantar para o aniversariante a música mais odienta do planeta, o infalível Parabéns a Você.
Pá...
Só cantávamos mesmo ao final da tarde ou mesmo à noite. Uma tortura.
Depois surgiu o Jorge Correa. O Jorge Correa, além de ser um ótimo repórter de Economia, é dono de uma voz sonora, reboante. Não sei como a coisa começou, suponho que um dia, meses atrás, o Jorge foi cantar o tétrico Parabéns a Você para alguém e esse alguém se assustou com a tonitruância da voz dele. A partir de então, o Jorge é requisitado em todos os aniversários da Redação. Ele se esgueira por trás do inocente aniversariante e berra com uma força capaz de transformar ossos em maionese:
PARABÉNS A VOCÊ!!!
Aí, toda a Redação explode cantando, enquando o aniversariante tenta recuperar o fôlego.
Agora, ontem, ultrapassamos uma barreira importante.
Contratamos uma bailarina de dança do ventre. Ela irrompeu na Redação repleta, a eletricidade no ar, todos já sabedores da sacanagem, de pé, ansiosos, expectantes. Ondulou até a mesa do incauto aniversariante, o Ricardinho Stefanelli. E dançou para ele ali, diante de todos nós, sádicos e alegres, a bater palmas.
Que côsa.
Nos divertimos muito. O constrangimento do Ricardinho. A presença exótica da dançarina na Redação. Mas, terminada a festa, voltamos às nossas mesas inquietos. Algo se rompeu naquele momento. Como se rompeu com o exagero das provocações entre gremistas e colorados, ao cabo do episódio do cai-não-cai colorado. Até onde vão chegar os torcedores? O que será feito no próximo aniversário? Tempos perigosos, esses que vivemos.
Não entendi a razão de nessa sexta-feira que já está no ocaso, mais vinte minutos e será sábado, fui tão repetitivo com a primavera, mas também para que descobrir a razão se é que há..? O que importa é que é quase meia noite e
"Há quem diga que todas as noites são de sonhos. Mas há também quem diga nem todas, só as de verão e as outras das demais estações não. Mas no fundo isso também não tem muita importância.
O que é relevante mesmo não são as noites em si, são os sonhos.
Sonhos que nós sonhamos e as pessoas sonham sempre. Em todos os lugares, em todas as épocas do ano, dormindo ou acordado".
As pessoas ficaram reduzidas a isso, horas, minutos e segundos. Hora para isso, hora para aquilo. Ora ora, inventaram os relógios...
O tempo e o Relógio
Certa vez, o tempo e o relógio se encontraram (embora estejam todo tempo juntos).
O tempo, revoltado há muito tempo, disse ao relógio tudo aquilo que, há tempos, vinha guardando.
Que ele, tempo, tinha saudades daqueles tempos em que não existiam relógios e todo mundo tinha tempo. Mas, quando o homem, ingrato, fabricou o relógio que começou a marcar tempo, ninguém mais conseguiu ter tempo. O homem ficou reduzido a horas, minutos e segundos.
"Antes, naqueles bons tempos" - disse o tempo - "todo homem tinha tempo de curtir a natureza. Viviam com o sol de dia, dormiam com a lua à noite".
"Quando a lua caprichosa não queria aparecer, era um bando de estrelas que piscavam brincalhonas, dando tempo para o sol nascer".
"Mas agora, nestes tempos, ninguém mais tem tempo de ver se a lua vem sorrindo para a direita ou para a esquerda, se está de cara cheia ou de mau humor, sem querer aparecer".
O tempo prosseguiu com um sorriso de tristeza.
"Antigamente - que tempos! - os homens nasciam no tempo certo em que tinham de nascer. Não havia incubadeira para os fora de tempo nem cesariana para os que passam do tempo. A natureza sabia, em tempo, quando era tempo. Hoje, o homem já obedece a você, mesmo antes de nascer. Os médicos estão apressados e sem tempo para perder".
O relógio só ouvia e, apressado, prosseguia no seu tic-tac sem tempo de retrucar, com medo de se atrasar.
"Noutros tempos" - disse o tempo - "o homem crescia sem pressa, com tempo de amadurar. Comia sem ter horário, dormia quando tinha sono. Fazia amor ao relento, como flores que se beijam, como aves que se aninham. Envelhecia aos pouquinhos, como um calmo entardecer. Depois, dormia o sono profundo e, no outro despertar, abraçava-me com carinho, no infinito...no infinito...".
O tempo enxugou uma lágrima, talvez de orvalho. A voz que estava embargada, tomou uma conotação de revolta:
"Hoje, vai logo para a escola e traz para casa um horário. Quando aprende a ler as horas ganha do pai um relógio e, assim, ensinam-lhe bem cedo a maneira mais correta de nunca ter tempo na vida".
O tempo não se preocupava mais com o tic-tac do relógio que nada retrucava para não se atrasar. Continuou a sofismar com voz mais branda.
"Come apressado, sem tempo. Dorme ainda sem sono, pois, de manhã bem cedinho, você começa a gritar arrancando-o da cama, quando ainda queria dormir".
"Amor? Nem sei se ainda faz... há gente que nem tem tempo. Quando faz é no zás-trás. Quando vê, já envelheceu, sem ver o tempo passar".
"Na hora do sono profundo, enterram-no apressados, para a vida continuar. E no outro despertar, chega tão abobalhado que não consegue me achar".
Ao relógio, sem poder nunca parar, só restava se calar.
Além do sentimento de culpa que passou a carregar, a partir desse tempo, quando bate as doze badaladas no silêncio da meia-noite, o canto é tão melancólico que até parece chorar.
Quando começamos ouvir músicas de Natal nas lojas por onde passamos, no Shopping onde vamos, vem aquela necessidade de refletir sobre o que passou durante esse ano ou em outros ... ou apenas de refletir..
CRESCER É COMPARTILHAR
"Suas manhãs chegam, uma a uma... E você prossegue... Sua vida, sua conduta, suas confusões... Suas alegrias, suas tristezas, estados passageiros... Se olhar para traz verá quantas coisas já foram vividas. Quanto já chorou, quanto já sorriu, quanto já amou, quanto já se enfureceu... Quanto já ganhou, quanto já pareceu perder... Quanto cresceu! E, aos poucos, em seu curso, verá que os milagres estão presentes no dia a dia.
Um pouco de amor àquele que precisa, e saberá ter o amor em seu coração. Um pouco de compreensão àquele que necessita, e poderá compreender melhor a si próprio. Dar é receber. Este ciclo é o ciclo da vida, onde se aprende que crescer é compartilhar, que viver com amor é dar amor, que viver em paz é dar paz.
Desfrute dessa condição, ela foi feita para que você perceba a importância do compartilhar. Seja como as manhãs que acolhem a sua presença, compartilhando as suas cores, os seus ares, a sua leveza, para que o seu dia seja realmente lindo!"
Neste fim de tarde de sexta-feira nada melhor que escrever, compor versos e
Enquanto faço o verso, tu decerto vives. Trabalhas tua riqueza, e eu trabalho o sangue. Dirás que sangue é o não teres teu ouro E o poeta te diz: compra o teu tempo.
Contempla o teu viver que corre, escuta O teu ouro de dentro. É outro o amarelo que te falo. Enquanto faço o verso, tu que não me lês Sorris, se do meu verso ardente alguém te fala. O ser poeta te sabe a ornamento, desconversas: "Meu precioso tempo não pode ser perdido com os poetas".
Irmão do meu momento: quando eu morrer Uma coisa infinita também morre. É difícil dizê-lo: MORRE O AMOR DE UM POETA. E isso é tanto, que o teu ouro não compra, E tão raro, que o mínimo pedaço, de tão vasto Não cabe no meu canto.
Quando sai para almoçar, senti que a temperatura estava super agradável, nada parecido com os 25º constantes ai da página, mas olhando a previsão para o fim de semana a brisa fresca dará lugar para mais calor e a temperatura chegará aos 33º no domingo. Contudo é primavera ainda, que não virá conforme o poema abaixo do nosso imortal Fernando Pessoa porque já é presente.
Quando vier a Primavera,
Se eu já estiver morto,
As flores florirão da mesma maneira
E as árvores não serão menos verdes que na Primavera passada.
A realidade não precisa de mim.
Sinto uma alegria enorme
Ao pensar que a minha morte não tem importância nenhuma
Se eu soubesse que amanhã morria
E a Primavera era depois de amanhã,
Morreria contente, porque ela era depois de amanhã.
Se esse é o seu tempo, quando havia ela de vir senão no seu tempo?
Gosto que tudo seja real e que tudo esteja certo;
E gosto porque assim seria, mesmo se eu não gostasse.
Por isso, se morrer agora, morro contente,
Porque tudo é real e tudo está certo.
Podem rezar latim sobre o meu caixão, se quiserem.
Se quiserem, podem dançar e cantar à roda dele.
Não tenho preferências para quando já não puder ter preferências.
Antes de ficarmos contrariados e irritados com algumas coisas que não acontecem como gostariámos, seria interessante dar uma lida, ou pelo menos lembrar do que está escrito neste texto psicografado pelo Xico Xavier. Ah, pois acho que vocês como eu, vão simplesmente abrir o guarda-chuva e relaxarem.
Não estrague o seu dia Francisco Xavier
A sua irritação não solucionará problema algum.
As suas contrariedades não alteram a natureza das coisas.
Os seus desapontamentos não fazem o trabalho
que só o tempo conseguirá realizar.
O seu mau humor não modifica a vida.
A sua dor não impedirá que o Sol brilhe
amanhã sobre os bons e os maus.
A sua tristeza não iluminará os caminhos.
O seu desânimo não edificará a ninguém.
As suas lágrimas não substituem o suor que você deve verter em benefício da sua própria felicidade.
As suas reclamações, ainda mesmo afetivas, jamais acrescentarão nos outros um só grama de simpatia por você.
Logo após a 2ª Guerra Mundial, um jovem piloto inglês experimentava o seu frágil avião monomotor numa arrojada aventura ao redor do mundo.
Pouco depois de levantar vôo de um dos pequenos e improvisados aeródromos da Índia, ouviu um estranho ruído que vinha de trás do seu assento.
Percebeu logo que havia um rato a bordo e que poderia, roendo a cobertura de lona, destruir o seu frágil avião. Poderia voltar ao aeroporto para se livrar de seu incômodo, perigoso e inesperado passageiro.
Lembrou-se, contudo, de que os ratos não resistem a grandes alturas.
Voando cada vez mais alto, pouco a pouco cessaram os ruídos que quase colocaram em perigo a sua viagem.
Se o ameaçarem destruir por inveja, calúnia ou maledicência, VOE ALTO... . Se o criticarem, VOE MAIS ALTO...
Se fizerem injustiças a você, VOE MAIS LTO !!!
Lembre-se de que os ratos não resistem as grandes alturas.
A temperatura conforme se vê ai na página está agradabilíssima para esta sexta-feira ainda de primavera, só que em muitos lugares a população se refaz do susto dos ventos da semana.
Toque no coração
Não sei ... se a vida é curta ou longa mas sei que nada do que vivemos tem sentido, se não tocamos o coração das pessoas.
Muitas vezes basta ser: colo que acolhe, braço que envolve, palavra que conforta, silêncio que respeita, alegria que contagia, lágrima que corre, olhar que acaricia, amor que promove.
E isso não é coisa de outro mundo, é o que dá sentido à vida. É o que faz com que ela não seja nem curta, nem longa demais, mas que seja intensa, verdadeira, e pura ... enquanto durar ...
Eu não sei como enquadra-se o ler e o escrever, mas como aquele que escreve obrigatoriamente tem de ler repetidamente aquilo que escreve, até para haver aquela ajustadazinha necessária, por vêzes, acho que quem escreve acaba tendo lucros em relação ao que apenas lê.
Como ouvir por Altino Carabolante, Sylvio Benedicto Cruz
excertos
"Atraves da historia, inumeraveis vezes ouvir tem sido a unica maneira de aprender .
Ralph Nichola e Leonardo Stevens
Ouvir e mais produtivo que falar, em todos os niveis.A pessoa que sabe ouvir e mais simpatica, conquista o interlocutor e, acima de tudo, acrescenta ao seu patrimonio cultural, a informacao que o interlocutor exterioriza.
Geralmente ninguem se preocupa em ouvir. Ouvir nao e facil. Ouvir requer atencao, atitudes...
Para a pessoa que deseja aprender ou que participe de um curso, ha momentos para ouvir e momentos para falar. E necessario respeitar esses momentos e estar apto para exerce-los.
1. Uma pesquisa sobre as comunicacoes pessoais de 68 pessoas de ocupacoes diferentes demonstrou que, em media, 75% das horas que passamos acordados eram gastas em comunicacoes verbais - 30% falando, 45% ouvindo.
2. Um dos problemas que impedem que a pessoa seja um bom ouvinte e que falamos em geral na razao de 125 palavras por minuto, mas pensamos quatro vezes mais depressa. Isso quer dizer que, em cada minuto que alguem fala conosco, nos temoss normalmente disponiveis cerca de 400 palavras - de tempo para pensar.
3. Ouvir e muito mais complexo de que escutar. Enquanto que escutar pode ser descrito como um processo neurofisiologico, ouvir implica um processo intelectual e emocional. E a sintese de muitas atividades, incluindo o escutar. Um microfone escuta, mas nao ouve.
4. Ouvir e, de fato, uma pericia adquirida atraves de praticas conscientes e inteligentes. Nao ha conexao automatica entre a acuidade de audicao e o ato de ouvir. Alguns dos que escutam melhor sao os piores ouvintes.
5. Interromper constitui violacao do principal objetivo da comunicacao humana na audicao: fazer com que o outro fale. Observacoes e comentarios podem ser guardados ate o final da exposicao.
6. "Seja rapido no ouvir, lento no falar" (Sao Tiago i, 19).
7. A aprendizagem e feita, em grande parte, atraves do ouvido: ouvindo, aprendemos.
8. Ouvir e renunciar. E a mais alta forma de altruismo, em tudo quanto essa palavra signifique de amor e atencao ao proximo. Talvez por essa razao, a maioria das pessoas ouve tao mal, ou simplesmente nao ouve.
9. Ouvir e um ato voluntario e consciente. A pessoa ouve porque quer ouvir e nao ouve porque nao quer ouvir.
10. Se o orador diz alguma coisa com a qual estamos de acordo, o seletor desperta-nos uma alegria intima, que nos leva a murmurar: "E isso ai", e emocionados, deixamos de ouvir.
11. Antagonismo apaixonado impossibilita a audicao. A concordancia, tambem. A maior dificuldade, na audicao, esta em nos comportarmos objetivamente
12. Ouvimos melhor sempre que precisamos compreender um assunto de interesse, sempre que nossa curiosidade for despertada ou alguem se referir a qualquer assunto que nos afete pessoalmente.
13. Saber ouvir paga bons dividendos. O bom ouvinte e tao raro,que adquire prestigio capaz de influenciar pessoas e mover acontecimentos. Ouvir, e frequentemente, mais persuasivo do que falar.
Voces verificam que querendo complicar a gente pode. Ai descobrimos que existem três tipos de amizade e teremos que encaixar nossos amigos num dos três. E eu gostaria de saber em qual deles você me encaixa..? Bom e ai acima, gostei desse marketing, só que procurando na página deles para melhorar a qualidade da imagem, vez que essa é scaniada não há isso. Que pena, como eles não exploram o que há de lindo.
Um tratado geral sobre a amizade João Camillo Penna
''Isso que chamamos comumente amigo e amizade não passam de ligações familiares, travadas ao sabor da oportunidade e do interesse'', escreve Montaigne, no ensaio clássico sobre o tema, ''Da amizade''. A crítica à confusão entre as relações de amizade e as familiares remete, no entanto, a uma distinção rigorosa entre as duas, que remonta a Aristóteles. Há para ele três tipos de amizade: a que visa ao prazer, a que visa ao próprio bem (incluída aí a relação familiar) e a que visa ao bem do outro. Só esta última, ''amizade perfeita'', é pautada pela virtude.
Com Genealogias da amizade, Francisco Ortega conclui um tríptico dedicado ao problema, que se iniciara com um estudo de caso, Amizade e estética da existência em Foucault (Graal, 1999), e continuado com um manifesto sobre a repolitização da amizade, em Para uma política da amizade: Arendt, Derrida, Foucault (Relume Dumará, 2000). Em Genealogias da amizade, ele reconstitui as grandes linhas da história dos discursos sobre o assunto, a partir de uma questão central. Salvo engano, a matriz da tese de Ortega vem de Hannah Arendt: o familialismo é um princípio antipolítico da política, generalizado como domínio do social, ou da ''lei da casa'' (do oikos, ou da economia), na modernidade.
Por um lado, a tradição aristotélica-ciceroneana, que representa o amigo como ''outro eu''. Devidamente despersonalizado, este modelo poderá se converter em estrutura política, na democracia grega, enquanto dispositivo igualitário, ou no cristianismo medieval, a partir do agápe de São Paulo, em humanidade universal. Universalidade, é claro, subordinada ao modelo abstrato do mesmo, transformado em critério de exclusão dos outros. Exclusão, desde Atenas, das mulheres, dos escravos, ou dos estrangeiros. E que será, mais adiante, convertida em máquina excludente que estrutura a política como um todo.
Por outro lado, a distinção entre relação familiar e amical é pontuada por uma referência recorrente à família, como modelo da amizade ideal. O amigo é, afinal de contas, ''como um irmão''.
A amizade enquanto modelo universal e a amizade enquanto fraternidade acabam se unindo enquanto comunidade universal de irmãos. Assim, a Revolução Francesa formula uma Declaração dos Direitos do Homem, em que a humanidade é vista como fraternidade universal.
A duplicidade entre família e universalidade se amplifica com a família burguesa a partir do século 18, consagrando o declínio da amizade, à medida que declina também o espaço público, ou melhor, a medida que é progressivamente privatizado.
Encanto: Papai Noel de oito metros recepciona visitantes na Rua Coberta (foto Claiton Thieli, divulgação/ZH) Mais de um mês antes do Natal, as ruas de Gramado já exibem todo o colorido e a magia característicos da festa de Papai Noel.
O Natal Luz 2002, que começou no último final de semana, deve levar mais de 500 mil visitantes à cidade serrana até seu encerramento, no dia 6 de janeiro.
Na 17ª edição da festa, a Secretaria de Turismo de Gramado quer consolidar uma espécie de democratização do Natal Luz, descentralizando as datas dos grandes desfiles e shows. O objetivo é diluir a presença do público, que geralmente lota a cidade nos finais de semana.
Quem subir a Serra poderá assistir a pelo menos 15 grandes espetáculos. O Grande Desfile de Natal terá seis apresentações, e a Nativitaten, festa da Natividade, será apresentada em nove diferentes datas.
Outras atrações do Natal Luz deste ano devem emocionar o público. Uma delas é a Árvore Cantante, um coral em forma de árvore de Natal acionado a partir do som de tubas. Na Vila de Natal, os visitantes poderão adquirir artesanato natalino e presentes confeccionados por artesãos locais. Na programação dos Concertos da Primavera ¿ Natal 2002, as principais atrações são o show com Agnaldo Rayol e Orquestra, no dia 7 de dezembro, e o concerto da Família Lima, no dia 14.
Além das novas datas, a organização do Natal Luz quer proporcionar maior comodidade para os espectadores. Embora todos os espetáculos sejam gratuitos, será possível adquirir lugares em acomodações com localização privilegiada para assistir ao Desfile de Natal e aos shows Nativitaten.
Independentemente do local onde o turista pretende assistir aos eventos, a organização do Natal Luz dá uma dica aos visitantes: chegue ao local do show com pelo menos 30 minutos de antecedência para garantir um bom lugar.
PROGRAMAÇÃO Amanhã, às 21h, show um Presente de Natal, na Aldeia do Papai Noel As maiores atrações do Natal Luz serão apresentadas em diferentes datas. O Grande desfile de Natal, na Avenida das Hortênsias, tem como atrações quatro carros alegóricos, anjos patinadores e brinquedos articulados. As apresentações serão nos dias 6, 10, 13, 17, 20 e 27 de dezembro. O Nativitaten, um show realizado no Lago Joaquina Bier, em que uma sincronia de efeitos especiais de som, luz e fogos recontam a origem do natal, realiza-se nos dias 29 de novembro, 4, 8, 11, 14, 18, 22, 25 e 28 de dezembro. Informações sobre o Natal Luz podem ser obtidas no site www.natalluz.com.br
E a coca-cola, como sempre está presente, e por isso trouxe para vocês. Achei legal, afinal Natal Luz como o de Gramado tem-se que andar um bom bocado e ter muitos dólares para achar outro parecido.
Já estou de volta do Jantar da Comenda dos lotericos realizada agora a noite e no sábado próximo será o grande baile dos lotéricos onde já estão confirmados perto de 250 casais, mais de vinte prêmios a serem distribuidos e o arranjo todo será inerente e comemorativo ao Pentacampeonato Mundial. Acredito num belo espetáculo para o qual todos vocês já estão convidados. No mais finalizo, o dia de hoje com a Cecilia Meireles que espero voces gostem.
Encontrei essa relíquia publicada no JB em 1987, olha que lá se vão 15 anos, mas tem frases espetaculares como Nunca vi o sol se queixar no entardecer, nem a lua chorar quando amanhece e assim todo o texto achei-o muito bonito e por isso coloco para vocês.
Envelhecer : com mel ou fel ?
por Affonso Romano de Sant'anna Jornal do Brasil 30/07/87.
Conheço muitas pessoas que estão envelhecendo mal. Desconfortavelmente. Com uma infelicidade crua na alma. Estão ficando velhas, mas não estão ficando sábias. Um rancor cobre-lhes a pele, a escrita e o gesto. São críticos azedos, aliás estão ficando cítricos sem nenhuma doçura nas palavras. Estão amargos. Com fel nos olhos.
E alguns desses, no entanto, teriam tudo para ser o contrário : aparentemente tiveram sucesso em suas atividades. Maior até do que mereciam. Portanto a gente pensa : o que querem? Por que essa bílis ao telefone e nos bares ? Por que esse resmungo pelos cantos e esse sarcasmo que se pensa humor ? Isto está errado. Errado, não porque esteja simplesmente errado, mas porque tais pessoas vivem numa infelicidade abstrusa. E, ademais, deveria-se envelhecer maciamente. Nunca aos solavancos. Nunca aos trancos e barrancos. Nunca como alguém caindo num abismo e se agarrando nos galhos e pedras, olhando enquanto despenca. Jamais também, como quem está se afogando, se asfixiando ou morrendo numa câmara de gás.
Envelhecer deveria ser como plainar. Como quem não sofre mais (tanto), com os inevitáveis atritos. Assim como a nave que sai do desgaste da atmosfera e vai entrando noutro astral, e vai silente, e vai gastando nenhum-quase combustivel, flutuando como uma caravela no mar ou uma cápsula no cosmos.
Os elefantes, por exemplo, envelhecem bem. E olha que é uma tarefa enorme. Não se queixam do peso dos anos, e nem da ruga do tempo, e , quando percebem a hora da morte, caminham pausadamente para um certo lugar - o cemitério dos elefantes, e aí morrem, completamente, com a grandeza existencial só aos sábios permitida.
Os vinhos envelhecem melhor ainda. Ficam ali nos limites de sua garrafa, na espessura de seu sabor, na adega do prazer. E vão envelhecendo e ganhando vida, envelhecendo e sendo amados, e, porque velhos, desejados. Os vinhos envelhecem densamente. E dão prazer.
O problema da velhice também se dá com certos instrumentos. Não me refiro aos que enferrujam pelos cantos, mas a um envelhecimento atuante como o da faca. Nela o corte diário dos dias a vai consumindo. E no entanto, ela continua afiadíssima, encaixando-se nas mãos da cozinheira como nenhuma outra faca nova.
Vai ver, a natureza deveria ter feito os homens envelhecerem diferente. Como as facas, digamos, por desgaste, sim, mas nunca desgastante. Seria uma suave solução: a gente devia ir se gastando, se gastando, se gastando até se evaporar. E aí iam perguntar: cadê fulano? E alguém diria: gastou-se foi vivendo, vivendo, e acabou. Acabou, é claro, sem nenhum gemido ou resmungo.
Isto seria muito diferente de ir envelhecendo por um processo de humilhações sucessivas, como essa coisa de ir deixando rins, pulmões, dentes e intestinos pelas mesas de cirurgia, numa mutiladora dispersão.
Acho que o que atrapalha alguns maus envelhecedores é a desmesurada projeção que fizeram de si mesmos. Se dimensionaram equivocadamente. Deveria ser proibido, por algum mecanismo biológico, colocarmos metas acima de nossas forças.
Seria a única solução de acabar com a fábula da raposa e as uvas. Assim a raposa não envelheceria resmungando por não ter devorado o que não lhe pertencia. Deveria, portanto, haver um relais, que desligasse nossos impulsos toda vez que quiséssemos saltar obstáculos para os quais não temos músculos.
Assim sofreríamos menos e não amargaríamos não ter tido certas mulheres, conquistado certos reinos, escrito certas obras primas.
A literatura tem lá seus personagens-símbolos a esse respeito: o Fausto e Dorian Gray. Apavorados com a velhice e a morte, venderam a alma ao diabo, e em troca pediram a juventude de volta. Não deu certo. O diabo não joga para perder. Dizem que a única vez que foi realmente derrotado foi naquela disputa com o próprio Deus a respeito de Jó. Mesmo assim, deu um trabalho danado.
Especialistas vão dizer que envelhece mal o indivíduo que não realizou suas pulsões eróticas assenciais; que deixou coagulada ou oculta uma grande parte de seus desejos. Isto é verdade. Parcial porém. Pois não se sabe por que estranhos caminhos de sublimação, há pessoas que, embora roxas de levar tanta pancada da vida, têm, contudo, um arco-íris na alma.
Bilac dizia que a gente deveria aprender a envelhecer com as velhas árvores. Walt Whitman tem um poema onde vai dizendo: " Penso que podia viver com os animais que são plácidos e bastam-se a si mesmos".
Ainda agora tirei os olhos do papel e olhei a natureza em torno. Nunca vi o sol se queixar no entardecer. Nem a lua chorar quando amanhece.
Posted
2:44 PM
by Cassiano Leonel Drum
A poesia como fator modificador do mundo
Ecologicamente falando, quando todos os povos se concientizarem de que o amor é a coisa mais importante nesse mundo, então poderemos dizer que somos um só. As nações se dividem dentro de si mesmas, existem os partidos políticos e sua forma única de governar, existem as classes sociais de E assim éonde vem todo o racismo de uma sociedade. Nada aqui é uno e sólido, por isso tudo é passageiro. Se você ama muito o muito é muito pouco, então ame até o fundo de sua alma, pois o amanhã pode nascer sem sol e aí será o fim.
Na verdade o amor e o ódio são coisas que nascem dentro de uma pessoa, são tão opostas, mas que se fundem dentro de uma só e as pessoas sobrevivem dessa união, enquanto uma ama a outra odeia, é daí que vem os conflitos. O amor e o ódio são duas estrelas de brilho tão intenso que cega os olhos, o ódio nos impede de amar, por isso devemos estar atentos para aquilo que acontece dentro de nós mesmos e cortar pela raiz aquilo que nos impede de amar, pois sem amor nada seremos.
Triste, pode até parecer para quem pensa que sabe tudo, pois já dizia Shakespeare: "Há mais coisas entre o céu e a Terra, que jamais pode sonhar a nossa vã filosofia." O homem foi pré-destinado por um Ser superior, misterioso e sábio, que guarda os mistérios em lugares tão simples que a cegueira dos homens as vezes não os deixam enxergar e encontrar o que foi destinado à felicidade de si mesmos.
Richet tinha razão: existem no mundo mistérios inexplicáveis que a era dos homens não será suficiente para desvendá-los. Um dos grandes mistérios existe dentro do próprio homem. Talvez se todos os homens tivessem consciência do seu sexto sentido, em que Richet afirma, "... o homem desabrochará plenamente; é a grande esperança.", isso se ele realmente souber usar.
E a intuição é um desses mistérios, um tipo de adivinhação, que sabendo usá-la é muito mais que uma adivinhação; é um futuro trágico a ser evitado, é um futuro pródigo a ser realizado. O futuro foi e continua sendo previsto, isso não podemos negar. Nós somos um astro que o mundo gira em torno. Somos poetas de nós mesmos.
Logo, o futuro é nosso, é o resultado daquilo que fazemos no presente. Antes de fazer ou falar qualquer injustiça, pense no futuro, pense em Deus, Ele está justamente nos atos e nas palavras. Deus é todas as coisas do universo, é minha razão e também minha poesia. Não quero que todos os homens acreditem em minhas palavras, mas elas são frutos de minha alma e minha alma está em Deus. Deus também é criança.
Assim, dentro de todos os homens existe uma criança escondida. A vida é cheia de mistérios e são nesses mistérios que busco a poesia, nessa criança que há dentro de mim. A criança é ingênua, pura e simples, são nas coisas simples que estão as belezas do mundo. A poesia é uma criança, simples, pura, verdadeira e direta; vem de dentro da alma.
Crível é que talvez no mundo falte um pouco dessa eterna criança que é a poesia. Se eu pudesse ser um mago, assim como Merlin, lançaria essa criança sobre a Terra, criaria uma porção mágica de amor e introduziria no coração desses homens que controlam o mundo.
O "Mundo", palavra que tem um sentido tão gigantesco, mas que comparado ao universo, é apenas um grão de areia, frágil e sensível. Às vezes a poesia é meia brusca para dizer certas coisas, mas ela também sabe ser frágil e sensível. A poesia é tudo no universo e você também é um(a) poeta(isa) - porque todos nós somos.
Só que, às vezes somos para as multidões e outras somos para nós mesmos, não importa qual das duas formas seja: poeta é aquele que olha o mundo com os olhos do amor, e quando estiver lendo algo sublime, saiba que ali se encontra o amor, pois sem amor nada seremos.
Para você amada kelly a poesia baixo, pode até ser antiga, mas efetivamente ainda é um hino. Tem jovens ranzinza, muito ranzinzas que não são nada atraentes nem empáticos e eu diria que são menos bonitos. Mas tem velhinhos(as) lindos, e eu me inspiro muito no Mario Quintana, que mesmo depois de uma idade avançada ainda escrevia versos maravilhosos e como ele tantos outros. Com o tempo acredito você aprenderá a ver as coisas de outra forma, pois ainda acredito que a nossa beleza maior é a interior.
MEU QUERIDO, MEU VELHO, MEU AMIGO
Esses seus cabelos brancos, bonitos Esse olhar cansado, profundo Dizendo-me coisas, num grito Ensinando tanto, do Mundo
E esses passos lentos, de agora Caminhando sempre, comigo Já correram tanto, na vida Meu querido, meu velho, meu amigo Sua vida cheia, de histórias
E essas rugas marcadas, pelo tempo Lembranças de antigas vitórias Ou lágrimas choradas, ao vento Sua voz macia, me acalma E diz muito mais, do que eu digo E calando fundo, na alma Meu querido, meu velho, meu amigo
Seu passado vive, presente Nas experiências contidas Nesse coração, consciente Da beleza das coisas, da vida Seu sorriso franco, me anima Seu conselho certo, me ensina Beijo suas mãos, e lhe digo Meu querido, meu velho, meu amigo
Eu já lhe falei de tudo Mas tudo isso é pouco Diante do que sinto Olhando seus cabelos, tão bonitos, Beijo suas mãos, e digo Meu querido, meu velho, meu amigo
Destaco duas coisas na cronica abaixo: primeira o atraso nas obras do Ceitec, imagina o material chegando doado, com o frete pago inclusive e as obras, cadê? e Segundo a parceria da Pizza Hut com cursinhos e ecolas que alavancou as vendas em mais de 15%. E por que os concorrentes não fazem a mesma coisa????
Mesmo com a alta da Selic em um ponto percentual ¿ que saudade dos tempos em que a correção na taxa básica podia ser de 0,25 ponto ¿, o sentimento do dia pode ser resumido numa palavra: ufa.
Descontadas as queixas procedentes do setor produtivo, claro. Aumento de juro não faz bem à paciência esgotada dos brasileiros nem à dinâmica da economia, mas o ensaio de trote inflacionário andava mexendo demais com os nervos dos brasileiros, do mercado Ver-o-Peso, de Belém, às lojinhas da fronteira do Chuí.
Só que com juro mais alto e o dólar sem dar sinais de queda expressiva, segue a atenção internacional de olho na relação dívida/PIB.
Com quase 40% do total ancorado no dólar, e a outra parte amarrada ou ao juro ou aos índices de inflação, o endividamento oficial ganha mais combustível a curto prazo.
Lá longe, no horizonte, existe uma pequena redução de pressão nos vencimentos. Os dados são de outubro, portanto já embutem ao menos parte do encurtamento do perfil desatado nos últimos meses.
O leão canta
Se a moda pega, podem surgir novos hits na parada.
A quebra da promessa eleitoral do chanceler alemão Gerhard Schroeder de não aumentar impostos rendeu um sucesso de vendas. O CD Der Steuersong (A Canção do Imposto) tem mais de 350 mil unidades vendidas na Alemanha.
A obra do imitador Elmar Brandt é baseada num sucesso do verão europeu, The Ketchup Song, do trio espanhol Las Ketchup. Não se sabe se é pior a emenda ou o soneto.
Primeira classe
Aterrissa às 10h30min de hoje no Aeroporto Salgado Filho o 767-300 com a primeira parte dos 149.239 quilos de equipamento que a Motorola doou ao Centro de Excelência em Tecnologia Eletrônica Avançada (Ceitec).
Com as obras empacadas, por enquanto o material vai ficar depositado nos Armazéns Gerais do Banrisul, em Esteio. Foi preparada uma sala climatizada para guardar a doação.
Todo o transporte, de Austin a Porto Alegre, foi feito pela Exel Global Logistics do Brasil. Foi complicado porque o equipamento completo não cabia nem num Antonov, o gigante cargueiro.
O segundo vôo charter chega amanhã, e o terceiro, sábado, desta vez num avião ainda maior, um 747-300. Só o custo do frete anda na casa dos US$ 300 mil ¿ também bancado pela Motorola.
A Exel, provedora logística da Motorola em todo o planeta, opera em Porto Alegre há um ano e meio.
Macaquices
Abre terça-feira no Iguatemi de Porto Alegre a mais nova loja da Kipling, marca mundial de malas e mochilas.
No Brasil desde 1997, a marca já inclui de sapatos a artigos de papelaria e vestuário, espalhando seu símbolo, o macaquinho, pelos acessórios. Todos disponíveis no Iguatemi.
Na tomada
O Brasil vai herdar parte das operações que a americana Black & Decker fechará até janeiro de 2003 no seu Estado de origem, Maryland.
A indústria anunciou ontem que vai cortar 1,3 mil postos de trabalho na fábrica de Easton.
Parte das atividades será redirecionada para o México, um pedaço para a Carolina do Norte e ainda vai sobrar para o Brasil. Desta vez, no bom sentido.
A companhia planeja completar sua reestruturação em 2004, com cortes de pelo menos US$ 100 milhões ao ano.
Engatou a marcha
Estão quase no final as negociações para definir a construtora para a primeira etapa do Museu Iberê Camargo, na Capital.
Esse primeiro estágio envolve o estacionamento subterrâneo projetado para passar embaixo da Avenida Padre Cacique e o primeiro pavimento do museu.
A intenção é iniciar as obras ainda em dezembro.
O projeto do famoso arquiteto português Alvaro Siza recebeu o Troféu de Ouro na Bienal de Arquitetura de Veneza.
Fórmula
As parcerias com escolas e cursinhos de Porto Alegre multiplicaram as vendas da Pizza Hut.
Nas contas do empresário Henry Chmelnitsky, o crescimento nas entregas foi de 15% entre janeiro e outubro.
Cabeça quente
Até parece que os paquistaneses gostam de brincar com fogo.
Durante a visita do secretário do Tesouro americano, Paul O¿Neill, presentearam o cidadão com um turbante.
Famoso dentro e fora dos Estados Unidos por declarações apimentadas, O¿Neill pode ficar com a cabeça mais quente ainda. Vai ver, algum mulá pediu a bênção de Alá antes de entregar o mimo ao visitante.
Como seria bom se pudéssemos sempre dar uma retocadinha a mais, uma melhoradinha a mais em tudo o que fizemos. Só que depois de escrito está escrito, depois que dissemos alguma coisa que outra pessoa nâo gostou, não há como desdizer e assim é tudo muito complicado. Quisera ter essa chance meu nobre Nilson, como você sonha de sempre poder dar uma retocadinha a mais, uma ajeitadinha a mais, para que as pessoas sempre gostassem daquilo que eu falei ou que escrevi.
Viajava outro dia pelo controle remoto quando dei de cara com um dos três brasileiros que, no meu entendimento, foram contemplados com a chama da genialidade ¿ Chico Buarque de Hollanda. Os outros dois são o cronista lá da frente, Luis Fernando Verissimo, e o já falecido payador Jayme Caetano Braun. Todos gênios das letras. Sempre considerei seus versos e seus textos definitivos, irretocáveis, tudo aquilo que gostaria de um dia ter escrito. Inveja saudável, se é que me entendem. Pois Chico, numa de suas raras entrevistas, falava exatamente do seu processo de criação. E dizia que jamais fica completamente satisfeito com aquilo que produz. E para dizer isso produziu uma interessante comparação. Ouçam só:
¿ Li certa vez sobre um pintor que ia ao museu onde suas obras estavam expostas e, quando o guarda se descuidava, puxava do pincel e dava mais um retoque. Pois comigo acontece algo parecido. Sou capaz de trocar uma palavra no ensaio ou na hora de cantar.
Quem escreve com regularidade sabe bem como é penosa a busca pela palavra certa, aquela que expressa com absoluta precisão uma idéia ou um sentimento. É como procurar uma pedra preciosa numa montanha de cascalhos. Muitas vezes ela parece ser a peça adequada e se encaixar com exatidão no quebra-cabeça que é a construção de uma frase, mas aí damos uma segunda olhada e percebemos uma pequena saliência ou simplesmente a falta daquele brilho especial que imaginamos ter visto no primeiro momento. É hora, então, de aproveitar que ninguém está vendo e dar mais uma pincelada.
Nisso talvez sejamos semelhantes, os gênios e os virginianos esforçados como esse que vos escreve, eles obcecados pela perfeição e nós outros escravizados por uma conjunção astral que nos obriga a procurar incessantemente pelo melhor de nós mesmos. Tenho um colega de trabalho que nem bem terminou o seu texto e já vai exclamando:
¿ Ficou muito bom!
Este eu realmente invejo, no mau sentido. Sempre que leio um texto meu no dia seguinte, penso que podia ter ficado muito melhor. Inclusive este. A propósito, posso dar mais uma retocadinha?
Gosto do Paulo Santana porque além da identificação de sermos ambos gremistas ele tem umas crônicas assim que acabma dizendo tudo o que pensamos mas não escrevemos. Esse mundo da televisão, da internet, das revistas que escolhem os mais belos recantos e as mais formosas modelos para as suas fotografias caleidoscópicas agride as multidões de pessoas comuns e suas dificuldades tradicionais e na verdade é assim mesmo.
Sofrimento gerenciado
Aquela entrevista do escritor francês para a revista Época continua a excitar as minhas células cerebrais.
Eu a descrevi aqui com a seguinte síntese: quase toda a frustração humana dos dias atuais consiste em que as pessoas entendem que o fato de não se sentirem felizes as tornam fracassadas.
Há uma tal busca obstinada pela felicidade nos tempos modernos, que não atingi-la significa para as pessoas um rotundo insucesso, seguido de profunda prostração.
Quando é preciso ficar bem claro a todos que a vida consiste de prazeres e sofrimentos.
E até mais nítido se torna que é impossível viver sem ter de enfrentar o sofrimento.
A televisão, principalmente, é a causa da busca desesperada e frustrante da felicidade.
Por ela, todos os dias e todas as horas, invadem as casas das pessoas imagens escolhidas do paraíso terrestre: homens robustos, jovens e belos, mulheres da mais privilegiada sensualidade, carros importados rutilantes, casas suntuosas ou confortáveis, as mais belas praias do mundo, moda variada e colorida, jóias faiscantes, esse desfile feérico dos mais apetitosos deleites da existência é traduzido para a mente das pessoas como sendo a vida normal que ¿existe lá fora¿.
Ou seja, os telespectadores sentem-se obrigados a comparar aquela aparatosa amostra de como está se passando a vida dos outros, toda crivada de saúde, beleza, jovialidade e riqueza, com a sua própria vida, sem nenhum atrativo e cercada de problemas.
E mergulham na mais profunda depressão.
A mulher dos outros é mais bonita, os homens das outras são mais sedutores, os carros dos outros são mais potentes, as casas dos outros mais amplas, as praias para onde os outros vão têm águas mais claras e cálidas, que merda de existência é esta que eu vivo?
Esse mundo da televisão, da internet, das revistas que escolhem os mais belos recantos e as mais formosas modelos para as suas fotografias caleidoscópicas agride as multidões de pessoas comuns e suas dificuldades tradicionais.
E estabelece-se assim uma encrenca de autocompaixão em todos os espíritos, calculando as pessoas que o destino as desfavoreceu em comparação com a vida dos outros.
O ideal de vida deixou de ser um sonho remoto para fixar-se diante dos nossos olhos diariamente como uma meta concreta, na grande maioria dos casos inatingível.
Porque a realidade da vida da gente ¿ e da maioria das pessoas, poder-se-ia dizer de todas as pessoas, até mesmo daquelas que se supõe felizes, constantes das imagens edênicas que nos cercam ¿ é bem outra.
E principalmente é uma realidade de sacrifício e de sofrimento.
O que precisa ficar claro a todas as pessoas é que o sofrimento, em grande parte da vida, se torna um caminho incontornável.
E que até se configura em essência da condição de qualquer ser existente.
E o que é mais difícil ainda de entender, mas quando se entende maiores chances se tem de atenuar a infelicidade é que, antes que tentar eliminar os sofrimentos, a conduta mais correta é gerenciá-los.
Ou seja, suportá-los, adaptá-los à nossa vida como elementos inerentes a ela, buscando até mesmo na convivência com eles a força e a inspiração para o arremesso à felicidade.
Eu posso até não ter ainda aplicado esta regra à minha vida. Mas o que importa é que já me sinto dono desta verdade, equipado portanto a exercitá-la com êxito a qualquer momento.
ATINGIR A MATURIDADE SEM PRECONCEITOS AUMENTA A ESPERANÇA DE VIDA.
Envelhecer é uma experiência particular, vivida de modo bem diferente, segundo nossos conceitos pessoais. Alguns acreditam que a idade só traz desvantagens, enquanto outros vivem a maturidade com um vigor admirável. Qual seria o segredo?
Uma pesquisa publicada no "Journal of Personality and Social Psychology" concluiu, após 25 anos de estudos, que a expectativa de vida guarda uma relação direta com a idéia intima do envelhecer. O trabalho, liderado pela Dra Becca Levy da Universidade de Yale, começou, em 1978, com um questionário envolvendo 338 homens e 322 mulheres que tinham 50 anos na época, e avaliava os conceitos de cada um dos participantes em relação à dita terceira idade.
Eram estudadas as opiniões a respeito de frases do tipo: "As coisas vão piorando conforme ficamos mais velhos" ou "À medida que ficamos idosos, nos tornamos inúteis". Em 2002, os resultados publicados mostraram que: os indivíduos com uma atitude positiva frente à idade viveram 7,5 anos mais que seus companheiros com uma visão negativa. E este aumento na sobrevida persistiu, após terem sido ajustados outros fatores que influenciam a longevidade, tais como: idade, sexo, condições sócio-econômicas, solidão e saúde.
Este estudo demonstra que uma visão positiva da maturidade é, provavelmente, o fator isolado mais importante para aumento da sobrevida, ultrapassando outros aspectos reconhecidamente marcantes, tais como: controlar e manter o colesterol e a pressão em níveis baixos, não fumar e fazer exercício. Pessoalmente, eu já havia lido há 20 anos, que os chineses têm uma população de idosos muito mais saudável que os norte americanos, por causa do conceito positivo e do respeito desfrutado pela população da terceira idade na China.
O estudo era muito interessante porque abordava outro aspecto bem conhecido da mente: "Você acaba se tornando aquilo que imagina ser". O trabalho norte americano, que demorou 25 anos para ser concluído, tem o mérito de demonstrar mais uma vez a influência decisiva do tripé mente-espirito-emoção sobre o físico, mas seu alcance é muitíssimo maior: remete-nos a uma revisão do conceito mesmo da vida e da idade.
Estamos cansados de saber que nossa sociedade só valoriza o que é jovem, bonito e de corpo bem feito. Vivemos a era da cirurgia plástica, da vaidade e do narcisismo: será que isto tem algum sentido? Pacientes sendo retalhados pelos bisturis, lipo-aspirados para tirar "aquela gordurinha daqui que está incomodando", malhando o corpo na academia à custa de hormônios: aonde vamos parar?
Será que não há ninguém para dizer que ruga é bonito? Sendo a ruga uma expressão de vida, como podem as rugas ser feias? Se, infelizmente, chegamos ao auge do materialismo vaidoso numa sociedade narcisa, que só faz estimular o crescimento do orgulho e do ego pessoal, cabe a cada um de nós negar intimamente esta visão e entender que só a maturidade nos brinda com o entendimento do verdadeiro sentido da vida, ao nos despojar eventualmente de alguns itens de nossa saúde física, elevando-nos em direção ao espírito.
E, mais, como avaliar o prazer ressentido por alguém que tem a experiência da vida e sabe de antemão o que pode acontecer pelo seu conhecimento? Há algo mais valioso que o saber? Vamos viver a terceira idade com toda força, alegria e entusiasmo, trazidos pela nossa sabedoria experiência e amadurecimento: temos o dever de ficar indignados com a idéia preconcebida, limitada e simplista que idade só traz perda.
Usando o slogan dos negros norte-americanos, que na década de 70 brigavam contra o preconceito, tive a idéia de criar o slogan do século 21: "BLACK IS BEAUTIFUL, OLD IS PRETTY"!!! (A NEGRITUDE É BONITA, A VELHICE É LINDA!) A todos maduros e maduras que visitam o site: parabéns pelo uso do computador, parabéns pela garra, parabéns pelo amor à vida, parabéns por não aceitar passivamente as idéias atrasadas dos "jovens" da nossa época. Dr. Daniel Habib
Amanhã é dia de São Gelásio e no dia 22 da Santa Cecilia, isso está no cada dia tem oseu santo e que vocês podem consultar nesse link ai. Amanhã também seria o aniversário de minha vó que faleceu em setembro p.p e voces que me acompanharam desde o inicio lembram do ocorrido.
21/11 São Gelásio, Papa e Confessor (+ Roma, 496)
Segundo o testemunho de Dionísio, o Menor, reportado pelo Martirológio Romano-Monástico, "procurou mais servir do que exercer a sua autoridade, associou a castidade aos méritos da doutrina, e morreu pobre, após ter enriquecido os indigentes".
22/11 Santa Cecília, Virgem e Mártir (+ Roma, séc. III)
Era nobre e cristã, e tinha feito voto de virgindade, quando seu pai a casou com Valeriano. De acordo com os costumes do tempo, não era necessário o consentimento da noiva para o casamento, e o pai de Cecília a casou sem tê-la antes consultado. Ela declarou ao marido sua condição de cristã e de virgem consagrada a Deus, e conseguiu convertê-lo, assim como ao cunhado, de nome Tibúrcio, sofrendo os três glorioso martírio por amor a Nosso Senhor Jesus Cristo. Santa Cecília, cujo corpo foi reencontrado no século IX, é invocada como padroeira da música e do canto, porque de acordo com antiga tradição ela cantou, para Valeriano, a beleza da castidade, e o fez de modo tão eficaz que ele se determinou a respeitar na esposa o voto que ela fizera. Santa Cecília foi das santas mais veneradas desde tempos imemoriais, e teve seu nome incluído no Cânon da Missa. Ela tem a glória de se ter assemelhado a Maria Santíssima num ponto: ambas foram casadas e permaneceram virgens.
Se eu pudesse agarrar um arco-íris Eu o pegaria só para você
E compartilharia com você a sua beleza Nos dias em que você se sentisse triste
Se eu pudesse construir uma montanha Você poderia chamá-la de só sua
Um lugar para encontrar serenidade Um lugar para estar sozinho
Se eu pudesse pegar seus problemas Eu os jogaria no mar
Mas todas estas coisas em que eu estou pensando São impossíveis para mim
Eu não posso construir uma montanha Ou pegar um belo arco-íris
Mas deixe-me ser o que eu sei de melhor: Um amigo que está sempre por perto e que sempre está em busca de textos como este pra trazer para você e fazer com que nunca estejas triste.
Se a tristeza vier por qualquer motivo, faça o seguinte: assopre o pensamento triste, deixe escorrer a última lágrima, conte até vinte.
Abra então a janela, aquela que dá para o vôo dos pardais, procure a luz que pisca lá na frente (evite as sombras que ficaram lá pra trás).
Ao encontrá-la, coloque-a dentro do peito, de tal jeito que possa ser notada do lado de fora; acrescente agora uma pitada de poesia, do tipo que passa por nós todos os dias e nem sequer consegue ser notada; aumente o brilho, com toda intensidade de que um sorriso é capaz.
A felicidade é o seu limite, e o paraíso é você mesmo quem faz.
Bom até está ficando melhor, pois acho que quanto mais salas de exibição nós temos a concorrência poderá reduzir as margens de lucro e quem ganhará com isso será o publico que terá mais opções a um custo menor. Mais 2.052 lugares e minha dúvida é se os clientes do Banco Um, que usa a rede física do Unibancos terá também os descontos prometidos.
CORREIO DO POVO PORTO ALEGRE, QUARTA-FEIRA, 20 DE NOVEMBRO DE 2002 Bourbon Country estréia cinemas O complexo Unibanco Arteplex terá, além das oito salas de exibição, cybercafé e espaço para mostras
Salas do Unibanco Arteplex foram concebidas em formato stadium
Um coquetel e uma sessão inaugural para convidados e imprensa apresentam hoje, a partir das 20h30, o Unibanco Arteplex. Porto Alegre ganha, com isso, mais oito salas de cinema com o que há de mais moderno em termos de exibição cinematográfica. O complexo Unibanco Arteplex fica no Shopping Bourbon Country (Tulio de Rose, 80, 2º piso, bairro Passo da Areia) e será aberto ao público a partir da próxima sexta-feira, funcionando no horário das 13h às 24h.
Realizado pelo Circuito Cinearte, com patrocínio do Unibanco e coordenação do Instituto Moreira Salles, as novas salas têm o objetivo de implantar um novo conceito de cinema, que é a combinação, dentro do formato multiplex, da exibição de filmes de grande circuito ao lado de produções independentes de várias partes do mundo.
As salas são em formato stadium, com projetor Cinemeccanica de última geração, lentes alemãs ISCO, som dolby digital, poltronas Irwin Giroflex, ar condicionado e acesso para pessoas portadoras de deficiência. A capacidade total das salas é de 2.052 lugares. Os sócios Adhemar Oliveira e Leon Cakoff destacam que a distância entre a primeira fila e a tela é de 10m a 12m, o que permite que, em todos os lugares, se tenha uma boa visão do filme. O local de acesso às salas contará com cafeteria, bomboniere, cybercafé e exposições de artes visuais com curadoria do Instituto Moreira Salles. O projeto arquitetônico foi desenvolvido pela Fábrica Arquitetura, através da arquiteta Solange Libman. Esta é a segunda unidade do Unibanco Arteplex inaugurada no Brasil (a primeira funciona em São Paulo no Shopping Frei Caneca).
Entre os filmes a serem exibidos a partir de sexta-feira estão 'Vou para Casa', de Manoel de Oliveira (Portugal/França), 'Casamento Arranjado' (Israel) e 'Madame Satã' (Brasil), além de filmes do Festival Malboro de Cinema. Correntistas do Unibanco terão 50% de desconto em todas as sessões.
Quem visitou, visitou e quem não o fêz no ano que vem terá oportunidade outra vez, mas pelos números pode-se perceber da grandiosidade que é a Feira do Livro de Porto Alegre.
CORREIO DO POVO PORTO ALEGRE, QUARTA-FEIRA, 20 DE NOVEMBRO DE 2002
Feira do Livro se expande ao cais Com visitação média de 100 mil pessoas/dia, surge a sugestão de ocupar novos espaços no entorno
Ostermann, Huff e Knob apresentaram o balanço
A 48a Feira do Livro de Porto Alegre teve público de 1,7 milhão de pessoas em 17 dias, segundo a organização do evento. Foram vendidos 510 mil exemplares de livros, um aumento de 15% em relação a 2001. O índice foi considerado excelente, já que o crescimento de vendas registrado nos últimos anos ficava em torno de 5%. A freqüência de palestras, mesas-redondas, painéis, saraus e sessões comentadas de cinema dobrou em relação ao ano anterior, atingindo 14,6 mil pessoas.
Na entrevista de encerramento, realizada ontem, o presidente da Câmara Rio-Grandense do Livro, Geraldo Huff, o vice-presidente, Vitor Hugo Knob, e o patrono da Feira, jornalista Ruy Carlos Ostermann, fizeram uma avaliação dos acertos da edição e das mudanças que vêm sendo discutidas para os próximos anos. 'Noventa e nove por cento das pessoas gosta da Feira na Praça da Alfândega. Não se discute a idéia de sair dali', disse Huff. Porém, já se admite a sugestão de aproveitar também novos espaços, como o Cais do Porto, com saraus ou bares. 'Faz parte da proposta de aproximar a população do Guaíba', defendeu Huff.
Knob lembrou que a Feira é avaliada e repensada todos os anos e destacou o sucesso da programação infantil, que levou atrações para 30 mil crianças no palco montado especialmente para a ocasião, entre elas encontros com autores no palco, que atingiram 12 mil pequenos leitores. 'É a culminância de um trabalho que foi feito durante todo o ano com as escolas', avaliou Sônia Zanquetta, coordenadora da programação infantil.
A comemoração só não foi maior por causa da área internacional. O setor ficou prejudicado devido à alta do dólar, fazendo com que muitas bancas vendessem menos do que no ano passado.
É verdade dona Martha, Deus sempre faz a sua parte é preciso que nós façamos a nossa.
martham@terra.com.br 20/11/2002
Triste cartão-postal
Estive em Torres no último feriadão. Já escrevi sobre o afeto que tenho por essa praia em que passei todos os veraneios da minha infância. Sempre senti o maior orgulho por ela ser considerada a mais bonita do nosso Estado. Infelizmente, ela agora merece também o título de a mais malcuidada.
Sei que a população local reivindica outras importantes questões de infra-estrutura, mas manifesto aqui a minha indignação de veranista, que também paga impostos, em relação à limpeza urbana: Torres está imunda. Cresce mato alto ao longo dos cordões das calçadas. A cada pancada de chuva, as ruas ficam alagadas por dias. Atravessar de uma quadra para outra é missão para campeões em salto triplo.
O calçadão à beira-mar está quase intransitável. Os cômoros de areia, cada vez maiores, espalham-se pelas lajes, impedindo totalmente a passagem de pedestres e bicicletas em alguns trechos. Aliás, um prêmio para quem encontrar uma laje em bom estado, sem estar rachada ou quebrada. Já as lixeiras estão bem distribuídas ao longo do percurso, mas acumulam lixo por mais tempo do que seria tolerável, atraindo insetos e vira-latas famintos. Testemunhei o trabalho dos lixeiros: eles recolhem a podridão com as mãos. Sem luvas! Claro, deixam metade pelo caminho. A metade mais podre, aquela que dá nojo pegar.
Na beira da praia também foi difícil caminhar. Galhos e algas trazidos pelo mar acumulavam-se na areia, e nada de desaparecerem na manhã seguinte. Devem estar lá até agora.
Não sei se Torres é um caso isolado ou se Capão, Atlântida, Imbé e demais praias também estão assim. Se estiverem, amplifico a minha queixa. A natureza não foi muito generosa com nosso litoral, então deveríamos ao menos ter mais capricho com o que pode ser melhorado. É fácil desculpar-se dizendo que não há dinheiro e reclamar da ausência dos argentinos e de seus dólares. Realmente, tem faltado verba e sobrado verbo. Mas manter a higiene de uma cidade não é tarefa prorrogável, nem é complicada, e muito menos cara. Por que a morosidade e o abandono?
Falta cerca de um mês para o início do verão. Se num único feriadão ficou evidente a precariedade do mais atrativo balneário do sul, imagine quando a população litorânea quadriplicar. A tendência é aumentar o número de placas de Vende-se nas janelas dos prédios, e não serão poucos os carros que passarão zunindo rumo a Santa Catarina.
Pra não dizer que não encontrei nada limpo em Torres, encontrei: o mar e o céu, mas isso é responsabilidade de Deus, e não da Prefeitura.
Antes de findar esta terça-feira queria deixar esse post ai abaixo, que não fala de minhas tristezas e alegrias, tampouco da maratona do dia, nem do cansaço. Mas fala de um assunto legal que é o abraço..o trançar dos braços, envolventes e seguros afirmando "estou com você". E eu quero estar com você, no seu sono e nos seus sonhos. e também poder sonhar com você.
Vontade de Um Abraço
De repente deu vontade de um abraço...
Uma vontade de entrelaço, de proximidade, de amizade...sei lá..
Talvez um aconchego que enfatize a vida e amenize as dores...
Que fale sobre os amores, que seja teimoso e ao mesmo tempo forte.
Deu vontade de poder rever saudade de um abraço.
Um abraço que eternize o tempo e preencha todo espaço mas que faça lembrar do carinho, que surge devagarzinho da magia da união dos corpos, das auras...sei lá.
Lembrar do calor das mãos acariciando as costas a dizer..."estou aqui."
Lembrar do trançar dos braços, envolventes e seguros afirmando "estou com você"..
Lembrar da transfusão de forças com a suavidade do momento ..sei lá..
Nada do que escevo aqui é imperativo e você maisdoque nunca só deve seguir sugestões ou indicações pela sua exclusiva e soberana vontade. Gostei de meus colegas de trabalho hoje, dizendo que no final da tarde iriam fazer o relax lendo a página. Tomara meus colegas que voces tenham sempre um ótimo fim de tarde na companhia da Entrelaços e que ela consiga acrescentar e engrandecê-los sempre.
R e f a z e n d o
Quando não há nada mais a ser dito, silencie. Quando não há mais nada a ser feito, permita apenas ser, apenas estar, e ficar na companhia do seu coração e este indicará o momento apropriado para agir.
Quando a lentidão dos dias acomodar sua vontade, enlaçando com os nós da intranqüilidade, descanse e refaça sua energia.
Não há pressa... a prioridade é que encontre novamente a sua essência para que tenha presente em você a alegria de ser e estar.
Quando o vazio instalar-se em seu peito, dando a sensação de angústia e esgotamento, repare sua atenção e encontre em você mesmo a compreensão para este estado.
É necessário descobrirmo-nos em tais estados, para que estes não se transformem no desconhecido, no incontrolável.
Tudo pode ser mudado, existe sempre uma nova escolha para qualquer opção errada que tenha feito.
Quando ouvir do seu coração que não há nenhuma necessidade em se preocupar com a vida, saiba que ele apenas quer que compreenda que nada é tão sério a ponto de te perder para sempre da tua divindade, ficando condenado a não ver mais a luz que é tua por natureza.
Não se preocupe... se estiver atento a você mesmo verá que a sabedoria milenar está contigo, conduzindo-o momento a momento àquilo que realmente necessita viver.
Confie e vá em seu caminho de paz. Nada é mais gratificante que ver alguém emergir da escuridão apenas por haver acreditado na existência da luz.
Ela sempre esteve presente... Era só abrir os olhos.
Quantas vezes temos vergonha de alguma coisa quando nos olhamos? Os cabelos não tão viçosos, a barriguinha um pouco crescida, o nariz um pouco rebitado e os olhos não tão coloridos como gostariamos. Nunca nos olhamos dentro, a nossa essência, pois que esta é que verdadeiramente importa.
O FABRICANTE DE BONECAS
Em um distante lugar viveu um amável velhinho que fazia bonecas. Ele gastou toda a longa vida criando bonecas de todos os tipos, fazendo feliz todas as pequenas meninas do mundo.
Ele mantinha as tendências do mundo e tinha feito bonecas que diziam "Mamãe", bonecas que choravam, que andavam e piscavam.
Mas nosso fabricante de bonecas era muito sábio. Ele sabia que era a hora dele dar uma contribuição especial. Assim, com resolução no coração, ele fez a sua mais bonita criação. Deu-lhe cachos marrons que trouxeram beleza ao longo cabelo. Deu-lhe os mais belos olhos azuis que se poderia contemplar.
Esta boneca especial tinha longas pernas com as quais poderia dançar, correr e brincar, e até mesmo caminhar um bom pedaço.
Deu-lhe mãos bonitas para trabalhar e servir e ensinar todas as outras bonecas. Os dedos dela eram longos e esbeltos. Com estes, esperava o velho homem que ela confortasse com carinhos.
Tinha a face bonita. Vestiu-lhe com um vestido cintilante e suave, e no último dia quando ela estava pronta, ele a ergueu com grande cuidado e a ajustou delicadamente na frente de um grande espelho.
- O que você acha? Ele perguntou - Você não é a boneca mais bonita do mundo?
A boneca olhou entusiasmada. De repente a bonita face perturbou-se e irritada ela disse: - Odeio esse cabelo marrom e eu sempre desejei olhos verdes.
Estas não são as cores que eu teria escolhido para mim. E veja como são magras e longas as minhas pernas! Como são grandes os meus pés! Meu vestido é muito ordinário. Eu não sou uma boneca bonita!
Tal e qual a boneca, nós fomos criados com as mais bonitas qualidades. Não olhe nos espelhos da vida para desejar ser algo que você não é.
Nós devemos agradecer o grande "fabricante de bonecas" que nos fez...
Gostei do site dos Garotos da Bela Vista, que deixaram um post na minha página hoje. Sucesso aos mesmos e boa sorte.
Ei, você!!!
Sorria... Mas não se esconda atrás desse sorriso... Mostre aquilo que você é, sem medo... Existem pessoas que sonham com o seu sorriso, assim como eu... Viva! Tente! A vida não passa de uma tentativa.
Ei, você!!! Ame acima de tudo... ame a tudo e a todos... Não feche os olhos para a sujeira do mundo... Não ignore a fome! Procure o que há de bom em tudo e em todos. Não faça dos defeitos uma distância, e sim, uma aproximação... Aceite a vida, as pessoas... Faça delas a sua razão de viver... Entenda! Entenda as pessoas que pensam diferente de você (Não as reprove).
Ei, você!!! Olhe... Olhe a sua volta quantos amigos... Você já tornou alguém feliz hoje, ou fez alguém sofrer com seu egoísmo?
Ei, você!!! Não corra... Para que tanta pressa? Corra apenas para dentro de você...
Ei você!!! Sonhe... Mas não prejudique ninguém e não transforme seu sonho em fuga. Acredite ! Espere ! Sempre haverá uma saída... sempre brilhará uma estrela. Chore, lute !!! Faça aquilo que gosta, sinta o que há dentro de você.
Ei você!!! Ouça... Escute o que as outras pessoas têm a dizer... É importante !!! Suba... Faça dos obstáculos, degraus para aquilo que você acha supremo... Mas não esqueça daqueles que não conseguem subir a escada da vida.
Ei, você!!! Descubra... Descubra aquilo que há de bom dentro de você. Procure acima de tudo ser gente... Eu também vou tentar.
Ei, você!!! Não vá embora. Fique mais um pouco nesta página, Eu preciso dizer-lhe que... Te adoro, simplesmente porque você existe!!! Charles Chaplin
CST distribui Kits da Cidadania no Dia da Bandeira
Mil Kits da Cidadania foram distribuídos, pela Companhia Siderúrgica de Tubarão (CST) para cerca de 500 escolas das redes municipal e estadual da Grande Vitória. A ação fez parte do Programa Ambiental da CST e das comemorações ao Dia da Bandeira, no dia 19. Também foi atividade integrante do Programa de Valorização dos Símbolos Nacionais, lançado pelo Fórum de Líderes Empresariais Gazeta Mercantil tendo como objetivos despertar o sentimento cívico dos brasileiros e estimular o exercício da cidadania.
O início da distribuição foi marcada através de uma solenidade, no 38º Batalhão de Infantaria, em Vila Velha. A programação incluiu troca e hasteamento da Bandeira (localizada na baía de Vitória e vista da Terceira Ponte) e entrega de Kits para seis escolas conveniadas ao Programa de Comunicação Ambiental CST - Escolas. Foram elas: a Escola de Primeiro Grau (EPG) Tancredo de Almeida Neves (Serra), EPG Novo Horizonte (Serra), EPG Elzira Vivácqua (Vitória), EPG Senador João de Medeiros Calmom (Vila Velha), Centro Educacional Gênesis (Coopeduc - Serra) e Colégio São José (Vila Velha). Os Kits foram distribuídos no decorrer da semana do Dia da Bandeira, onde outras 448 escolas da Grande Vitória (246 municipais e 246 estaduais) também os receberam.
A produção dos Kits, patrocinada pela CST, continha peças alusivas ao símbolo nacional, como hinos, textos e bandeiras.
Com este trabalho, a empresa reafirmou seu compromisso com a sociedade em contribuir com ações de cidadania que estimulem o sentimento cívico do povo brasileiro. Para tanto, a CST vem apoiando e desenvolvendo programas sociais que atendem as mais diversas necessidades da sociedade, como educação, geração de renda, saúde, alimentação, formação profissional de menores e diversas atividades de Educação Ambiental. Estes, despertam a valorização e preservação da vida, e compromisso com as gerações atuais e futuras.
Kit da Cidadania
01 Bandeira Nacional, em pano, tamanho oficial; 100 bandeirolas do Brasil, em papel; 01 exemplar impresso do Selo Nacional; 01 exemplar impresso das Armas Nacionais; 100 impressos com os Hinos Nacional e à Bandeira; 01 CD com os Hinos Nacional e à Bandeira, cantados e orquestrados; Texto de orientação sobre os Símbolos Nacionais e sua adequada utiliazção; Texto sobre a ecologia para conscientização das pessoas sobre conservação ambiental e bom uso dos recursos naturais do país; Mensagem da empresa patrocinadora (CST); Pasta em plástico branco com a logomarca e slogan da empresa patrocinadora.
Hoje é o dia da Bandeira, um dos símbolos nacionais. Ainda bem que temos orgulho da nossa Bandeira, pois que ela aparece em todos os eventos internacionais. Parabéns a todos nós pelo Dia de nossa Bandeira.
Ah minha amiga Marta, se soubesses como sou agradecido a sua maneira de ver e pensar sobre isso. Muito me lisonjeia, partindo de uma mulher sensível e inteligente como você e isso me deixa mais comovido ainda.
martham@terra.com.br 17/11/2002
A fama dos homens
As pessoas mais românticas que conheço são homens. As mulheres românticas são poucas: ou estão trabalhando demais, ou preocupadas demais
Às vezes me pergunto por que os homens não se rebelam. A imagem que se propaga deles é a de seres extremamente racionais e infatigáveis comedores. Não que isso seja negativo, registre-se. Pensar e gostar muito de sexo passa longe da minha lista de defeitos intoleráveis. Aliás, consta da minha lista de qualidades bem-vindas. Mas os homens deveriam se rebelar, pois eles são isso, mas não só isso.
As pessoas mais românticas que eu conheço são homens. Mulheres românticas são poucas: ou estão trabalhando demais, ou ocupadas demais com os filhos, ou preocupadas demais em arranjar um cara que corresponda ao ideal de amor que elas criaram na cabeça. Onde estão as mulheres que se emocionam com versos, as mulheres que administram suas saudades sem histeria, as mulheres que se apaixonam violentamente pela alma de um homem, e não pelo que ele representa para a sociedade? Que las hay, las hay, mas é nos homens que vejo o amor ser vivido menos amarrado às conveniências.
Nossa cultura machista encobre os homens com uma cortina de fumaça, nivelando-os como se fossem todos trogloditas. Aquele cara que você vê berrando com o juiz num estádio de futebol, acredite: é um cara que ouve Chico Buarque, que aliás, como bom representante da espécie, também adora uma pelada. Aquele outro azarando uma garota quer transar com ela, sim, mas também gosta de Piazzolla, de João Gilberto, ou sei lá, do Abba, que seja, o que importa é que ele se emociona, do verbo emocionar. Homens choram, homens se arrependem, homens sonham, homens se declaram. Apenas não deixam vazar.
O rótulo de insensíveis, garanhões e calculistas só não muda porque eles não desmentem a fama ora, pega bem. As pessoas morrem de rir com suas cafajestices contadas em mesas de bar. Esta não é uma tese sociológica, psicológica ou que tenha qualquer lógica. São apenas observações de uma cronista que tem amigos bacanas, homens que não se enquadram no perfil brucutu, e que espera que eles procriem e passem o bastão para seus filhos, que um dia serão novos homens, novos mesmo. Se há os que preferem (ou precisam) manter a fama de maus, como recomendava Erasmo Carlos (¿ele é o bom, é o bom, é o bom¿...), que mantenham. Mas por trás desta propaganda enganosa há produtos de primeira qualidade, boicotando a si mesmos ao não se permitirem ser tão legais em público quanto o são em segredo.
Colocando aqui a crônica do Liberato lembro que há um tempo atrás alguém que leu rapidamente questionou nos comentários que idade eu tinha, pois normalmente elas falam de um passado não muito recente. Mas mesmo que eu fosse jovem, muito jovem ainda assim gostaria de ler essas crônicas, pois elas trazem uma história que é maravilhoso saber por não ter podido vivenciá-la. Assim como daqui há muitos anos quem sabe, venha a ter saudades do que se passa hoje.
Volta e meia vejo mortos pelas ruas de Porto Alegre. Jamais se aproximam, nunca me cumprimentam. Temo que se vexem de serem assim surpreendidos, de retorno. Usei o verbo vexar de propósito: são pessoas há muito partidas, quando eu era garoto e os adultos falavam difícil.
Respeito seus modos discretos, tanto que os olho de relancim. Relancim era palavra de livre curso na perdida idade de minha inocência. Não ouso perguntar àquele senhor de chapéu e lenço no bolso esquerdo do casaco o que o trouxe de regresso. Não me atrevo a indagar-lhe ¿ nas novelas de rádio os personagens costumavam indagar ¿ se ainda lembra que fomos, certa manhã de feriado, buscar um esplêndido vatapá, renomado produto de uma pensão da João Pessoa e, antes de voltarmos para o almoço na João Manoel, ele me levou à Redenção iluminada pelo brando sol de inverno e nada me pareceu daí em diante tão imenso.
Já aquele cavalheiro que enverga um impecável linho 120 ¿ não mexam com esse termo envergar, nem com a fatiota branca ¿ foi quem me apresentou, outra manhã (seria sempre manhã na infância?), à fantástica máquina de fabricar massas do Mercado Público. Era junto a uma das quatro esquinas internas, me deslumbrei contemplando a transfiguração de banais ingredientes em esbeltíssimos fios de spaghetti, para sempre inesquecíveis. Nenhum posterior avanço da ciência me pareceu mais fascinante.
Há aquela dama que ali vai, em sua elegante simplicidade, a mesma que, talvez com esse sóbrio tailleur (modelo bastante apreciado antes da desgraciosa época dos jeans), me cuidava a distância, quem sabe receando que o mínimo Austin A-40 que eu dirigia num parque de diversões do Passo da Areia derrapasse em uma curva e dela me roubasse. Esse parque então me pareceu maior que o mundo.
E tem aquela menina, de uniforme azul, que vai no rumo do Sévigné. A família em formação completa passava o domingo em Ipanema e, sem que ninguém percebesse, ela foi avançando, tão pequena, rio adentro e logo me pediu socorro e eu amparei sua perplexidade em meus braços frágeis e a depositei nas areias. Descobri então duas verdades: o Guaíba era límpido e infindo e traiçoeiro; e o caminho daquela menina seria uma ilimitada alteridade de riso e pranto.
Havia um cronista da Revista Veja, não lembro qual agora, que escreveu que estava cheio de tanto ouvir e ver homenagens ao Carlos Drummond pelo seu centenário comemorado esse ano. Mas convenhamos, podem passar mais cem anos mas encontrar textos assim, que tragam essa mensagem, com certeza serão raros e acredito que com isso concorda a aminha amiga Rejane que enviou-me e a minha amiga Cidinha que lá de Campanha, terra do escritor escreveu falando sobre o texto.
T o r c i d a (Carlos Drummond de Andrade)
"Mesmo antes de nascer, já tinha alguém torcendo por você." Tinha gente que torcia para você ser menino. Outros torciam para você ser menina. Torciam para você puxar a beleza da mãe, o bom humor do pai. Estavam torcendo para você nascer perfeito.
Daí continuaram torcendo. Torceram pelo seu primeiro sorriso, pela primeira palavra, pelo primeiro passo. O seu primeiro dia de escola foi a maior torcida. E o primeiro gol, então? E de tanto torcerem por você, você aprendeu a torcer. Começou a torcer para ganhar muitos presentes e flagrar Papai Noel. Torcia o nariz para o quiabo e a escarola. Mas torcia por hambúrguer e refrigerante.
Começou a torcer até para um time. Provavelmente, nesse dia, você descobriu que tem gente que torce diferente de você. Seus pais torciam para você comer de boca fechada, tomar banho, escovar os dentes, estudar inglês e piano. Eles só estavam torcendo para você ser uma pessoa bacana. Seus amigos torciam para você usar brinco, cabular aula, falar palavrão. Eles também estavam torcendo para você ser bacana.
Nessas horas, você só torcia para não ter nascido. E por não saber pelo que você torcia, torcia torcido. Torceu para seus irmãos se ferrarem, torceu para o mundo explodir. E quando os hormônios começaram a torcer, torceu pelo primeiro beijo, pelo primeiro amasso. Depois começou a torcer pela sua liberdade.
Torcia para viajar com a turma, ficar até tarde na rua. Sua mãe só torcia para você chegar vivo em casa. Passou a torcer o nariz para as roupas da sua irmã, para as idéias dos professores e para qualquer opinião dos seus pais. Todo mundo queria era torcer o seu pescoço. Foi quando até você começou a torcer pelo seu futuro. Torceu para ser médico, músico, advogado. Na dúvida, torceu para ser físico nuclear ou jogador de futebol.
Seus pais torciam para passar logo essa fase. No dia do vestibular, uma grande torcida se formou. Pais, avós, vizinhos, namoradas e todos os santos torceram por você. Na faculdade, então, era torcida para todo lado. Para a direita, esquerda, contra a corrupção, a fome na Albânia e o preço da coxinha na cantina. E, de torcida em torcida, um dia teve um torcicolo de tanto olhar para ela. Primeiro, torceu para ela não ter outro. Torceu para ela não te achar muito baixo, muito alto, muito gordo, muito magro. Descobriu que ela torcia igual a você.
E de repente vocês estavam torcendo para não acordar desse sonho. Torceram para ganhar a geladeira, o microondas e a grana para a viagem de lua-de-mel. E daí para frente você entendeu que a vida é uma grande torcida. Porque, mesmo antes do seu filho nascer, já tinha muita gente torcendo por ele. Mesmo com toda essa torcida, pode ser que você ainda não tenha conquistado algumas coisas.
Mas muita gente ainda torce por você!" "Se procurar bem você acaba encontrando. Não a explicação (duvidosa) da vida, Mas a poesia (inexplicável) da vida."
E minha amiga dona Rejane, pelo visto já não tão envolvida com a construção daquela mansão na serra, tem tido mais tempo para enviar as suas mensagens sempre bonitas e sempre com conteúdos interessantes. Pode ter certeza amiga, você também faz parte daquelas pessoas que ajudam a construir esta página.
"Não basta ensinar ao homem uma especialidade, porque se tornará assim uma máquina utilizável e não uma personalidade. É necessário que adquira um sentimento, um senso prático daquilo que vale a pena ser empreendido, daquilo que é belo, do que é moralmente correto" Einstein
"Tem pessoas que fazem do sol uma simples mancha amarela. Tem pessoas que fazem de uma simples mancha amarela o sol." Picasso
"Podemos ser as crianças que somos, criar novas coisas, podemos fazer mágicas, podemos curar, podemos explorar, podemos criar o jogo maior. Esta é a total reestruturação e transformação que necessitamos para haver um mundo mais abundante e mais humano..." Marilyn Ferguson
Meu amigo Dr Aneron Abarno, custa a escrever e enviar mensagens, mas quando ele manda é para se fazer presente mesmo. É isso ai meu amigo, às vezes a qualidade ao invés da quantidade é o que conta.
"Os TRISTES acham que o vento GEME; Os ALEGRES e CHEIOS DE ESPÍRITO afirmam que ele CANTA.
O MUNDO é como um ESPELHO, devolve a cada pessoa o reflexo de SEUS próprios PENSAMENTOS.
A maneira como VOCÊ encara a vida, faz TODA a diferença. "
Quantas poesias sobre os amigos, quanta dedicação, confiança, esperança. Na verdade acredito, só ficamos sabendo de nossos verdadeiros amigos quando estamos perdidos, tristes e sem saber que caminho seguir. Pois quando estamos bem e por cima ai eles são numerosos, ruidosos e divertidos. Mas sou feliz pelos amigos que tenho e para eles, para os meus amigos, coloco mais esse escrito.
Os amigos
São tão amigos, que voltam. São tão fraternos, que se unem. São tão simples, que cativam. São tão desprendidos, que doam. São tão dignos, que amam, compreendem e perdoam.
Os amigos São tão necessários, que sempre se fazem presentes. São tão grandes, que se distinguem. São tão dedicados, que edificam. São tão preciosos, que se conservam. São tão irmãos, que partilham. São tão sábios, que ouvem, iluminam e calam.
Os amigos São tão raros, que se consagram. São tão frágeis, que fortalecem. São tão importantes, que não se esquecem. São tão fortes, que protegem. São tão presentes, que participam. São tão sagrados, que se perenizam. São tão santos, que rezam. São tão solidários, que esquecem de si mesmos. São tão felizes, que fazem a festa.
Os amigos São tão responsáveis, que vivem na verdade. São tão livres, que crêem. São tão fiéis, que esperam. São tão unidos, que prosperam. São tão amigos, que doam a vida. São tão amigos, que se ETERNIZAM...
Afinidade é um sentimento singular, discreto e independente. Pode existir a quilômetros de distância, mas é adivinhado na maneira de falar, de escrever, de andar, de respirar..Concordo com tudo o que o Artur da Tavola diz em Afinidade. Assim leio mais alguns Blogs que outros, pois que me afino mais, posto mais um cronista do que outro, pois me identifico mais e assim por diante. Tomara que voce tenha também essa afinidade para comigo.
Afinidade
Afinidade não é o mais brilhante, mas é o mais sutil, delicado e penetrante dos sentimentos. Não importa o tempo, a ausência, os adiantamentos, a distância, as impossibilidades. Quando há afinidade, qualquer reencontro retoma a relação, o diálogo, a conversa, o afeto, no exato ponto de onde foi interrompido.
Afinidade é não haver tempo mediante a vida. É a vitória do adivinhado sobre o real, do subjetivo sobre o objetivo, do permanente sobre o passageiro, do básico sobre o superficial.
Ter afinidade é muito raro, mas quando ela existe, não precisa de códigos verbais para se manifestar. Ela existia antes do conhecimento, erradia durante e permanece depois que as pessoas deixam de estar juntas.
Afinidade é ficar longe, pensando parecido a respeito dos mesmos fatos que impressionam, comovem, sensibilizam.
Afinidade é receber o que vem de dentro com uma aceitação anterior ao entendimento.
Afinidade é sentir com... Nem sentir contra, sem sentir para. Sentir com e não ter necessidade de explicação do que está sentindo. É olhar e perceber.
Afinidade é um sentimento singular, discreto e independente. Pode existir a quilômetros de distância, mas é adivinhado na maneira de falar, de escrever, de andar, de respirar.....
Afinidade é retomar a relação no tempo em que parou. Porque ele (tempo) e ela (separação) nunca existiram. Foi apenas a oportunidade dada (tirada) pelo tempo para que a maturação pudesse ocorrer e que cada pessoa pudesse ser cada vez mais.
Tem dias que estamos assim mais introspectivos, pode ser a chuva que caiu essa manhã, pode ser o sol ardente que abriu a tarde, quando estava resolvendo mil e uma coisas, pode ter tantas razões ou nehuma, também porque ficar se desculpando para o fato de nos sentirmos assim.
As Três lágrimas
A primeira lágrima brotou tão de repente que assustada rolou, se despencando em tropeços do meu rosto jovem e ardente.
A segunda, já não tão louca, olhou de um lado, de outro, depois desceu se agarrando mas morreu na minha boca.
A terceira veio serena, conhecendo a situação... Sabia não valer a pena correr sem ter direção.
Passeou, tão devagar, meu rosto todo ensopando que eu nunca pude apagar as marcas que foi deixando.
Para àqueles que gostam de cinema procurei e encontrei toda a história do filme "Madame satã" e coloco aqui, já que ele foi premiado na Espanha conforme postado neste Blog na semana passada. Não o assisti ainda, mas agora até dá uma certa curiosidade, vez que trás muito da história, não só da da boêmia, mas de outros assuntos no Rio de Janeiro de 30.
Ficha Técnica do Filme: Título Original: Madame Satã Gênero: Drama Tempo de Duração: 105 minutos Ano de Lançamento (Brasil): 2002 Estúdio: Videofilmes / Wild Bunch / Lumière / Dominant 7 Distribuição: Lumière Direção: Karim Aïnouz Roteiro: Karim Aïnouz Produção: Isabel Diegues, Maurício Andrade Ramos e Walter Salles Música: Marcos Suzano e Sacha Amback Fotografia: Walter Carvalho Direção de Arte: Marcos Pedroso Edição: Isabela Monteiro de Castro
Elenco Lázaro Ramos (João Francisco dos Santos / Madame Satã) Marcélia Cartaxo (Laurita) Flávio Bauraqui (Tabu) Felippe Marques (Renatinho) Emiliano Queiroz (Amador) Renata Sorrah (Vitória dos Anjos) Floriano Peixoto (Gregório)
Sinopse Rio de Janeiro, 1932. No bairro da Lapa vive encarcerado na prisão João Francisco (Lázaro Ramos), artista transformista que sonha em se tornar um grande astro dos palcos. Após deixar o cárcere, João passa a viver com Laurita (Marcélia Cartaxo), prostituta e sua "esposa"; Firmina, a filha de Laurita; Tabu (Flávio Bauraqui), seu cúmplice; Renatinho (Felippe Marques), sem amante e também traidor; e ainda Amador (Emiliano Queiroz), dono do bar Danúbio Azul. É neste ambiente que João Francisco irá se transformar no mito Madame Satã, nome retirado do filme Madam Satan (1932), dirigido por Cecil B. deMille, que João Francisco viu e adorou. Continua
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1:45 PM
by Cassiano Leonel Drum
Quem pensa que o nome Madame Satã está exclusivamente associado a uma casa noturna pra lá de gótica no bairro paulista da Bela Vista, errou feio. A origem desta alcunha está ligada a uma das personagens mais sanguinárias da boemia carioca dos anos 30: João Francisco dos Santos, vulgo Madame Satã.
Com a combinação de quatro sinas bem significativas - travesti, pernambucano, analfabeto e assassino - João Francisco possui um currículo expressivo com mais de três mil brigas e cem assassinatos. Muitas das mortes podem ser lendas, mas quem de fato o conheceu acha que esse número ainda é pouco. Não havia alma que não tremesse ao ouvir o nome de Madame Satã - um pretão alto, de quase dois metros de altura, homossexual.
Essa figura insólita surgiu numa época afogada em moralismos excessivos e tensões sociais crescentes, quando os dirigentes do país não sabiam o que fazer com tanto negro solto após a abolição. A solução, portanto, seria confiná-los em morros sem ter muita noção de que, em breve, ali seriam erguidos uma sociedade à parte, com seus próprios códigos e leis. Foi nesse mundo paralelo que Madame Satã seria reconhecido como rei e rainha.
Memórias do Cárcere O ingresso na marginalidade se deu pelo mais simbólico dos crimes associados à pobreza: o furto de um pão. Com o tempo, os malandros que Satã convivia nos botecos perceberam que ele era bom de briga, o que lhe garantiu um lugar ao sol entre os piores bandidos. Aprendeu a matar impiedosamente, à queima-roupa e com navalhadas, dizendo que estava a serviço de Deus. Exemplo disso, foi quando Satã assassinou um policial com tiros, crime que por fim o levaria à prisão. "O revólver disparou, mas quem matou foi Deus", ironizou à imprensa. Antes desse crime, o travesti assassinara o sambista Geraldo Pereira. Por uma confusão ocorrida no bar Capela, o sambista cismou que o copo de Madame Satã era o dele. O travesti pegou seu copo de volta e foi sentar. Pereira, segundo o depoimento do Madame, começou a falar um monte de 'palavras obicênias'(sic), até que perdeu a paciência e deu um soco no sambista, que bateu a cabeça no meio-fio e morreu. Satã não assume essa morte. "Ele morreu por desleixo do médico, porque foi pra assistência ainda vivo", declarou. Sua estadia no cárcere, no presídio de Ilha Grande(RJ), onde passou 21 anos após matar o policial, fez Satã conviver com gênios do crime, como o bandido da Luz Vermelha, o Cara de Cavalo, entre outros. Inclusive assistiu o homicida Feliciano esfaquear Gregório Fortunato, o famoso guarda-costas de Getúlio. "Depois o Gregório morreu nos meus braços", vangloriava-se Satã.
O Fino do Samba Apesar das agruras sociais, esse também foi o tempo em que se produzia a boa música brasileira. Satã dividiu a mesa de bares com sambistas de porte como Noel Rosa, Ismael Silva, Wilson Batista e Nelson Cavaquinho. Este último, depois que entrou para a polícia, Satã se orgulha de nunca ter sido preso. Nos botecos, a marginalidade ganhava uma roupagem elegante, e foi por meio desse 'romantismo de botequim' que as maiores filosofias da nossa realidade foram transcritas em fabulosos sambas. Afinal, o verdadeiro malandro é aquele que morre de amor.
Vou mandar 500 pratas Muito antes de se tornar uma impagável jurada no programa Silvio Santos, Araci de Almeida já enchia a lata ao lado de Satã, na época em que a cantora começava a gravar as músicas de Noel Rosa. Satã considerava Noel um grande músico e companheiro, e quanto à Araci, atribuía uma sintonia de caráter: a cantora, ao se enfezar, também soltava seus demônios para não acumular coisa ruim dentro do peito. Entendido de samba que ele era, uma vez foi inquirido sobre Clóvis Bornay. Satã foi seco: "Eu não tenho o que dizer dessas bichas velhas".
O Retorno de Satã Não é a primeira vez que o Madame Satã será retratado nas telas. Nos anos 70, o diretor Antonio Carlos Fontoura dirigiu "A Rainha Diaba". Agora é a vez do cearense Karim Ainouz ressuscitar esse mito, que vivia desafiando o moralismo dos anos 30. Bradava em alto e bom som: "Fui, sou e sempre serei um homossexual". Morreu aos 76 anos, vítima de um câncer no pulmão, segundo a versão oficial. Agora Ainouz pretende homenagear João Francisco como uma figura de resistência. Afinal, Satã nunca pediu desculpas por ser gay e jamais deixou de ser respeitado por aquilo que ele era. Continua
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1:43 PM
by Cassiano Leonel Drum
Brasil brasileiro João Francisco nasceu em Glória do Goitá (PE), lugar onde ainda é comum ouvir dizer que se "dá 100 cruzeiros por um voto de cabresto, mas não se dá 10 por um cavalo". Filho de uma família de 17 irmãos, todos analfabetos e miseráveis, João chegou a ser trocado, quando criança, por uma égua. Depois foi para Recife, onde viveu de bicos. Em 1907, João se mudou para o Rio, no bairro da Lapa, que na época era um notório microcosmo da malandragem, composto de hotéis e botequins sórdidos, oxigenados pela mais baixa prostituição, assassinos cruéis e muita droga. Sendo analfabeto, o melhor emprego que conseguiu foi o de carregador de marmitas. Satã pegou carona na onda do cozinheiro que as preparava e se tornou cozinheiro especializado em pratos do norte. Só que ele tinha muito mais que um pé na cozinha: tinha os dois perfeitamente fincados no samba. E como era dotado de uma índole irônica e extrovertida, Satã logo pegou gosto pelo carnaval carioca. Foi assim que, em 1938, surgiu seu apelido ao desfilar no bloco 'Caçador de Veados'. O transformista se apresentou com a fantasia 'Madame Satã', então inspirada num filme de Cecil B. de Mille, de mesmo nome. A cerimônia ocorreu no Teatro República, onde ele tirou o primeiro lugar. "Levei um tapete de mesa e um rádio Emerson, parecia um barzinho, ele abria todo dos lados", disse numa entrevista ao Pasquim, em 71. Desfilou pela última vez em 41, com a fantasia 'A Dama de Vermelho'. Satã estava preso nessa época, mas conseguiu uma licença para sair às ruas.
O Terror dos Gambés Ironicamente, quem mais temia o Madame era a polícia. Certa vez, quando o travesti tomava cerveja com o cartunista Jaguar, num boteco no Largo da Carioca, ficou transtornado ao ver um homossexual ser humilhado por dois PMs. "Por que vocês não batem em mim, em vez de bater nessa bicha?", desafiou. Depois se aproximou de um deles e meteu um soco, nocauteando o meganha. Assustados com a cara de alucinado daquele travesti bêbado, ambos saíram correndo. De longe, ainda ouviram: "Eu sou o Madame Satã". O cartunista lembra o fato até hoje. "Foi incrível ver aquele homem, com mais de 60 anos, botando dois soldados para correr". Reza a lenda que Satã chegou a enfrentar seis policiais sozinho, rodando uma navalha amarrada em um barbante. Mais tarde, com sua inseparável navalha e muito chute, derrotaria uma tropa inteira de 'chapeuzinhos vermelhos', como era conhecida a Polícia Especial de Getúlio Vargas.
Despedida: o Xerife Júlio Laporta, o presidente da Câmara Rio-Grandense do Livro, Geraldo Huff, e o patrono Ruy Carlos Ostermann se despedem da Praça (foto Dulce Helfer/ZH)
Além da tradicional distribuição de flores aos livreiros, o encerramento da 48ª Feira do Livro de Porto Alegre foi marcado por um ato que reivindica maior atenção e comprometimento com a área do livro e da leitura.
Em cerimônia realizada ontem, às 20h, no Salão de Bridge do Clube do Comércio, foi entregue oficialmente ao governador eleito, Germano Rigotto, um conjunto de propostas elaborado por profissionais bibliotecários gaúchos, representados por Morgana Marcon, presidente do Conselho Regional de Biblioteconomia.
Proposta pelo patrono da Feira, o jornalista Ruy Carlos Ostermann, a cerimônia, aberta pelo presidente da Câmara Rio-Grandense do Livro, Geraldo Huff, praticamente lotou o Salão de Bridge do Clube do Comércio. Além de escritores, livreiros e editores, estavam presentes os recém-eleitos vice-governador, Antônio Hohlfeldt, e o senador Sérgio Zambiasi.
O documento, assinado por entidades ligadas à área do livro e da leitura do Estado, como a Associação Rio-grandense de Bibliotecários, o Conselho Regional de Biblioteconomia e a biblioteca do Presídio Central, dentre várias outras, apresenta a situação precária dos acervos e propõe medidas para o desenvolvimento dos recursos e dos serviços de bibliotecas públicas, escolares, universitárias, prisionais, especializadas e virtuais.
Ostermann esclareceu que o documento manifesta preocupação com as mudanças das políticas culturais a cada troca de governo, relembrando que o Rio Grande do Sul é o único Estado que tem legislação sobre as bibliotecas escolares e sobre a leitura, conforme artigo promulgado em 1989 na Constituição Estadual, que cria o Sistema Estadual de Bibliotecas Escolares. As propostas, às quais o governador eleito prometeu atenção redobrada, abrangem desde a valorização do profissional de biblioteconomia até a organização de bibliotecas em presídios.
Logo após a cerimônia no Salão de Bridge, Germano Rigotto teve um breve encontro com o governador Olívio Dutra. Os dois trocaram um cordial aperto de mãos durante a entrega do Troféu Destaque CGTEE Sistema Guaíba Correio do Povo/Feira do Livro, no Salão dos Espelhos do Clube do Comércio. O jornalista Pedro Haase recebeu o troféu Destaque em Não-Ficção, dado à ZH Publicações por Felipão, a Alma do Penta, de Ruy Carlos Ostermann.
No encerramento da Feira, quando a equipe da Câmara Rio-Grandense do Livro tradicionalmente distribui flores aos livreiros, o governador eleito, Germano Rigotto, foi vaiado. O governador Olívio Dutra não compareceu à festa capitaneada pelo Xerife Júlio Laporta, que contagiou a Praça da Alfândega.
A falta de salva-vidas na maioria das guaritas no Litoral Norte afastou banhistas das águas no feriado. Embora a Operação Golfinho comece em 20 dezembro, feriados como o que se encerrou ontem acabam atraindo banhistas em número equivalente ao da alta temporada. De sexta até ontem, apenas 35 homens atuaram no Litoral Norte, fazendo oito salvamentos.
CONTRAPONTO O que diz o major Guido Pedroso de Melo, responsável pelos bombeiros do Litoral Norte: ¿Deslocamos quatro salva-vidas para praias como Capão da Canoa, Torres e Tramandaí, e dois para menores, como Atlântida, Xangri-Lá e Arroio do Sal. É possível que aumentemos o efetivo em outras oportunidades. Vamos sugerir maior contingente em feriadões e fins de semana.¿
Multidão busca sossego à beira-mar Retorno conturbado
Milhares de turistas decidiram antecipar o retorno à Região Metropolitana para evitar congestionamentos no final da tarde ou durante a noite de ontem. O fluxo em direção à Região Metropolitana era intenso desde o meio da tarde de ontem, deixando o tráfego lento na saída da Estrada do Mar e nas proximidades da entrada da freeway (foto).
Na auto-estrada, um acidente por volta das 19h provocou um congestionamento de 11 quilômetros. A colisão ocorreu no sentido Capital-Litoral, nas proximidades da fábrica da General Motors, e acabou interferindo no tráfego de quem rumava para a Capital. O choque de um Corsa contra um Tempra, ambos de Porto Alegre, deixou quatro pessoas feridas, com pelo menos uma em estado grave. Conforme a Polícia Rodoviária Federal, o trânsito voltou a fluir às 21h.
Em Laguna (SC), o estreitamento de pista na BR-101 causou congestionamento de 27 quilômetros à noite, no sentido Norte-Sul.
Acidentes no feriado matam pelo menos 13
Número de vítimas é menor do que o registrado em 2001, com 24 mortes, e próximo à média de anos anteriores
O feriadão da Proclamação da República precipitou a morte de pelo menos 13 pessoas em acidentes de trânsito no Estado, 11 vítimas a menos do que no feriadão de 2001 ¿ 24 mortos.
O número deste feriado se aproximou da média de outros anos. A redução da velocidade média e as ações tomadas pelas polícias rodoviárias Estadual e Federal são motivos apontados pelo subcomandante da PRE, major Nelton Ledur, para a redução no número de mortes.
No feriado, as corporações mobilizaram 920 homens e 185 carros. Segundo Ledur, a consciência é a medida mais eficiente para reduzir as mortes:
¿ Somado ao tempo bom, sem chuva muito forte, e à fiscalização, os motoristas estão mais cautelosos.
Voces comprovam que a volta efetivamente foi muito conturbada, mas tudo bem é só o começo desse verão que promete muitos congestionamentos assim até março de 2003.
Multidão busca sossego à beira-mar Sol forte e águas calmas favoreceram movimento intenso em praias do Litoral Norte, surpreendendo comerciantes
MARCELO GONZATTO Litoral Norte
Capão da Canoa: milhares de banhistas disputaram espaço na areia ontem (foto Antônio Pacheco/ZH) O feriadão da Proclamação da República trouxe grandes surpresas ao litoral norte do Estado.
O tempo bom contrariou a previsão de chuva, e o grande número de banhistas na orla espantou até comerciantes experientes e moradores das praias. O final de semana acabou se revelando como o lançamento extra-oficial da temporada 2003.
A temida chuva apareceu no Litoral somente na tarde de sexta-feira. No sábado e ontem, os milhares de veranistas fora de estação contaram com calor, sol forte, mar calmo e limpo. O movimento de turistas foi tão alto que surpreendeu os comerciantes.
No sábado, ao meio-dia nós já não tínhamos mais milho para vender. Tivemos de reforçar os estoques para o domingo ¿ contou Luiz Carlos Pereira Machado, vendedor de um quiosque em Capão da Canoa.
Em Tramandaí, um restaurante chegou a bater seu recorde de movimento, superando datas tradicionais como Natal e Ano-Novo ou fins de semana da alta temporada.
Nunca havíamos atendido a tanta gente disse o proprietário, Newton Corrêa.
Na areia, a surpresa dos veranistas era provocada pelo clima excepcional. O calor e o mar calmo atraíram um grande número de banhistas às ondas.
O tempo está tão bom que decidimos passar o domingo inteiro na beira da praia. Só vamos embora de noite afirmou Sandro Vianna, 24 anos, de São Leopoldo, acompanhado da namorada, Quelen Zibell, 19, de Canoas.
Para a Luiza Costa, Renata Prettique postaram no meu Blog hoje dedico-lhes a poesia abaixo na esperança de que continuem leitoras assiduas.
V O A R
Passamos uma vida presos, qual pássaros em suas gaiolas! Medo de amar, de olhar a vida de frente... E naquele pequeno espaço, cantamos nossas dores e sonhos!
Muitas vezes, as portas de nossas gaiolas se abrem... Mas permanecemos ali, acostumados , encolhidos as nossas vontades e sonhos! Não tenha dúvidas amigo, à primeira oportunidade, deve alçar o vôo das águias, calmo, confiante, determinado!
Ame sem medo , brinque um pouco com a vida ! Não tenha medo dos rochedos e sobre eles , estenda a suas asas corajosas de águia! solte-se ao vento, e deixem-no , leva-lo ao sonho !
Como a águia, tente enxergar as pequeninas coisas a sua volta e saber apreciá-las , dando um sentido novo a sua vida ! Não seja passarinhos de gaiola, mas, águias do céu !
A cada dia existe uma renovação constante, e nunca um será como o outro... Não há dores eternas, lágrimas eternas, perdas eternas! Há sorrisos , esperando-lhes, dias de sol, o abraço dos amigos, dos filhos e tantos sonhos lindos!
Um amor lhe espera, para com você, voar , voar ... Porque a vida é um recomeçar diário de um vôo ! E gaiolas não foram feitas para o pássaros ...
Se você ainda vai sair e aproveitar a noite deste domingo que promete, pois está assim com aquela brisa de que escrevi a tarde meu desejo é de que tenha uma feliz noite. e lembre-se sempre de que nós estamos condicionados a pensar que nossas vidas giram em torno de grandes momentos.
Todavia, os grandes momentos freqüentemente nos pegam desprevenidos e ficam maravilhosamente guardados em recantos que os outros podem considerar sem importância.
E AS PESSOAS PODEM NÃO SE LEMBRAR EXATAMENTE DO QUE VOCÊ FEZ OU O QUE VOCÊ DISSE OU AINDA DO VOCÊ ESCREVEU AINDA MAIS ASSIM NUM BLOG COMO ESTE..
MAS ELAS SEMPRE LEMBRARÃO DE COMO VOCÊ AS FEZ SENTIR...
Gosto da Priscila Fantin , como as garotas gostam dos rapazes da "Esperança". Mas gosto mesmo é do "Tu" da Sarah Brightmann, razão pela qual cheguei a conclusão de que teria que ter o CD e assim agora repito e me surpreendo pois por mais que escute não consigo deixar de gostar, será que é assim mesmo quando se gosta de alguém ou de alguma coisa? Por mais que a temos não conseguimos enjoá-la nem deixar de gostá-la.
E se errar? Paciência, continuo vivendo por isso aprendendo. E errar é humano. Mas sempre na busca de fazer o melhor que posso e de dar sempre o melhor de mim. Por isso quando me les, talvez nem percebas os esforços empreendidos e a busca permanente em todos os sentidos de sempre colocar aqui o melhor para você ver, ler aprender, não necessariamente concodar, pois quem dera as pessoas tivessem o dom de escreverem, sempre e somente, conforme fosse o desejo das outras pessoas ou igualzinho ao que elas pensam.
Quase acreditei
Quase acreditei que não era nada Ao me tratarem como nada. Quase acreditei que não seria capaz quando não me chamavam, por acharem que eu não era capaz.
Quase acreditei que não sabia quando não me perguntavam por acharem que eu não sabia. Quase acreditei ser diferente entre tantos iguais, entre tantos capazes e sabidos, entre tantos que eram chamados e escolhidos.
Quase acreditei estar de fora quando me deixavam de fora porque... que falta fazia? E de quase acreditar adoeci; busquei ajuda com doutores, mestres, magos e querubins.
Procurei a cura em toda parte e ela estava tão perto de mim. Me ensinaram a olhar para dentro de mim mesma e perceber que sou exatamente, como os iguais que me faziam diferente.
E acreditei profundamente em mim. E tenho como dívida com a vida Fazer com que cada ser humano se perceba, Se ame, se admire de si mesmo, Como verdadeira fonte de riqueza. Foi assim que cresci: acreditando.
Sou exatamente do tamanho de todo ser humano. E por acreditar perdi o medo de dizer, de falar, participar, e até de cometer enganos.
E se errar? Paciência, continuo vivendo por isso aprendendo. E errar é humano.
Pensando bem, também creio que a amizade nunca morre e assim enquanto posto aqui, escrevo no ICQ com a dona Kelly, se voces quiserem saber mais dela há um link ai na esquerda para voces acessarem o blog dela. Seja feliz minha amiga Kelly, são meus votos nesta tarde de domingo.
A AMIZADE NUNCA MORRE!
Se eu morrer antes de você, faça-me um favor... Chore o quanto quiser, mas... não brigue com Deus por Ele haver me levado. Se não quiser chorar, não chore... Se não conseguir chorar, não se preocupe.... Se tiver vontade de rir, ria! Se alguns amigos contarem algum fato a meu respeito, ouça e acrescente sua versão. Se me elogiarem demais, corrija o exagero. Se me criticarem demais, defenda-me.
Se me quiserem fazer uma santa, só porque morri, mostre que eu tinha um pouco de santa, mas estava longe de ser a santa que me pintam.
Se me quiserem fazer um demônio, mostre que eu talvez tivesse um pouco de demônio, mas que a vida inteira eu tentei ser boa e amiga. Se falarem mais de mim do que de Jesus Cristo, chame a atenção deles.
Se sentir saudade e quiser falar comigo, fale com Jesus e eu ouvirei. Espero estar com Ele o suficiente para continuar sendo útil a você, lá onde estiver. E se tiver vontade de escrever alguma coisa sobre mim, diga apenas uma frase: - "Foi minha amiga, acreditou em mim e me quis mais perto de Deus!"
Aí então, derrame uma lágrima... Eu não estarei presente para enxugá-la, mas não faz mal, outros amigos farão isso no meu lugar E, vendo-me bem substituída, irei cuidar de minha nova tarefa no céu. Mas, de vez em quando, dê uma espiadinha na direção de Deus.
Você não me verá, mas eu ficaria muito feliz vendo você olhar para Ele. E, quando chegar a sua vez de ir para o Pai, aí, sem nenhum véu a separar a gente, vamos viver em Deus, a amizade que aqui nos preparou para Ele.
Você acredita nessas coisas? Então ore para que nós dois vivamos como quem sabe que vai morrer um dia, e que morramos como quem soube viver direito.
Amizade só faz sentido se traz o céu para mais perto da gente, e se inaugura aqui mesmo o seu começo. Mas, se eu morrer antes de você, acho que não vou estranhar o céu... Ser sua amiga já é um pedaço dele...
Está assim uma tarde de domingo primaveril, aliás um pouco mais para verão conforme voces podem verificar a temperatura ai na página. Mas sopra aquela brisa gostosa que deve vir lá dos lados do Guaíba que é o rio que banha essa cidade. Então a sugestão é
Deixe esta brisa suave tocar o teu rosto. Solte teu corpo e entregue ao sabor deste vento com cheiro de flor.
Ele quer te guiar por entre nuvens brancas e limpas. Ele quer te levar para uma viagem colorida, de descobertas brilhantes, de encontros fascinantes que só te trarão paz e harmonia.
Esse vento que hoje te assusta, te encherá de força e coragem diante das tempestades passageiras.
Esse vento que hoje te confunde, clareará tuas verdades e certezas. Esse vento que afastas constantemente de ti, te levará ao teu encontro, pois esse vento com perfume de flor é o único que tem a capacidade de transcender os sonhos, ultrapassar limites, quebrar as verdades falsas, desmoronar barreiras, esvaziar o coração dos medos, inseguranças e embebedá-lo de felicidade. TE PERMITA SER FELIZ! Carmem Castro
É interessante como num domingo assim a gente até se dá o luxo de refletir sobre nossas escolhas: aquelas freqüentes, as decisões mais poderosas que são as "pequenas", aquelas que fazemos um dia após outro e que valem a pena porque são elas que nos conduzem onde queremos chegar daqui um tempo.
Escolhas
Dê uma boa olhada ao seu redor, e entenda que sua vida agora mesmo é o resultado de todas as suas escolhas no passado.
Você gosta do que vê?
Certamente você andou muito para chegar até aqui. Você sobreviveu e deu um jeito de estar onde está. Existem coisas que poderiam melhorar? Provavelmente.
Existem lugares que você gostaria de conhecer, coisas que gostaria de fazer? Você consegue imaginar a sua vida sendo ainda melhor, ainda mais gratificante e emocionante do que é hoje?
Então, como chegar lá?
Do mesmo jeito que chegou até aqui: Como resultado das escolhas que você faz.
Existem escolhas, e existem escolhas.
Geralmente prestamos muita atenção às grandes decisões: - faculdade, - casamento, - a primeira casa ou apartamento.
Mas, freqüentemente, as decisões mais poderosas são as "pequenas", aquelas que fazemos um dia após outro: - fazer ou não mais uma visita, - dar aquele telefonema, - acordar mais cedo para fazer exercício, a atitude com que encaramos o dia a dia no trabalho.
A qualidade da sua vida é um resultado direto das escolhas que você faz.
E cada momento em sua vida é uma escolha.
O futuro aproxima-se no mesmo ritmo de sempre.
Então preste atenção nas suas escolhas, pois são elas que moldarão, ativamente o resto da sua vida. Ralph Marston